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quinta-feira, 23 de abril de 2026

MÉTODO DE LEITURA ARVORE DA VIDA

 


MÉTODO DE LEITURA ARVORE DA VIDA 

Esta tiragem é especialmente indicada para estabelecer relações, principalmente se já tivemos práticas com a Árvore Sefirótica e estamos bem familiarizados com ela.

 

Arvore da vida sefirot  

Coloque as cartas na ordem que se indica, que é o mesmo da Árvore da Vida a Cabala:







 

Observe as diferentes cartas que tenham saído em cada uma das “sefirah” (Ramos), e estabeleça as correspondências. Vai permitir-lhe relacionar umas com as outras, cada carta, corresponde também a uma delas [N.T. sephirah], e seu simbolismo nos ajudará a compreendê-la melhor.

 

Costuma-se realizar esta tiragem para fazer uma análise do momento presente e, muito frequentemente, para nos observar internamente nas diferentes fases de nosso processo.

 

1 - Kether - Falará da vida espiritual do consulente

 

2 - Chokmah - Falará da personalidade e iniciativas do consulente

 

3 - Binah - Falará sobre as consequências desta personalidade e destas iniciativas, e também o lado inconsciente, a sombra da personalidade que de certa forma a sustenta

 

4 - Chesed - Refere-se a aspetos materiais no sentido de base, sobrevivência, estrutura

 

5 - Geburah - Refere-se a obstáculos, brigas, adversidades, inimigos

 

6 - Tiphareth - Reflete glória, brilho, prazer, reconhecimento, individualidade e fama

 

7 - Netzach - Especifica o traço das relações amorosas

 

8 - Hod - Mostra o retrato da mente do indivíduo

 

9 - Yesod - Reflete a psique, os sonhos e a saúde

 

10 - Malkut - Reflete o resultado de sua jornada, a casa do consulente, o que ele conseguiu

 

11 - Daath - É o que não pode ser dito em palavras

 

Etteilla associou o Tarot á cabala, sistema místico judeu na conceção do mundo, mas na realidade quem realmente se empenhou em levar adiante foi Eliphas Levi, padre católico, filósofo e simbolista Alphonse Louis Constant, um estudioso apaixonado do simbolismo e entendeu os 22 Arcanos do Tarot correspondiam ao número de letras do Alfabeto hebraico. Relacionando-os com os caminhos da Arvore da Vida.

 

De acordo cabalística de mundo, toda a criação se expressa em 10 Conceitos: Sephirot

 

Que são: a Coroa, a Sabedoria, a Inteligência, a Bondade o Amor a Justiça o Triunfo o Esplendor a Fundação do Reino (estão bem presentes também no Oráculo de Belline). Que se distribuem pelos caminhos possíveis da Árvore da Vida - são trilhos que ligam um Sephirot a outro Sephirot. A unidade é sublinhada, simbolicamente nestes três sistemas - Tarot >Cabala Alfabeto >Hebraico. Passando, Levi a definir o Tarot como, um alfabeto oculto.

 

A síntese da ciência e, a Chave da Cabala. Que deu origem ao seu livro DOGMA E RITUAL da Alta Magia.

 

Ex: A Letra BEHT - a luz do Sol, A letra Ayin o Juízo Final , o Julgamento.

 

A Geometria é uma metáfora da ordenação do Universo

 

Assim “Os 32 Caminhos da Sabedoria”. Embora não seja de compreensão fácil e imediata, ele merece ser considerado por se tratar de um texto da tradição cabalística - Constantino K. Riemma.

 

Aleph (1), o boi, o homem. Mercúrio, Touro, Gémeos e o elemento Ar. Amarelo claro brilhante, azul celeste, azul esmeralda, esmeralda salpicada de ouro.

 

Corresponde ao Arcano da Mística: I - O Prestidigitador, o Mago, Divina Essência (ou 0 - O Louco, o Espírito do Éter).

 

"O 11º caminho é a Inteligência Cintilante porque ele é a essência dessa cortina colocada junto da ordem de arranjo e lhe é dada uma dignidade especial de ser capaz de manter-se de pé diante da Face da Causa das Causas."

 

A "Face da Causa das Causas" é a fonte de toda a Criação em Keter; por isso a experiência espiritual de Hokhmah é a Visão de Deus face à face.

 

No sentido ascendente, de Hokhmah para Keter, o 11º caminho constitui portanto esse alto nível de consciência que a alma iluminada percorre desde a Visão direta de Deus face a face até a experiência transcendental ainda mais alta de União real com Deus. Trata-se da "Inteligência Cintilante".

 

Em Keter está o Verdadeiro Plano da evolução e de toda vida criada. "A ordem de arranjo (ou de composição) " é portanto um título válido para Keter. A "cortina" ou Véu é o da vida na Forma. A Forma é a cortina que oculta (e ao mesmo tempo revela) a essência da vida. Mas, nesse caso se trata de uma força pura, pois o 11º caminho é a "essência dessa cortina". Nesses níveis supremos, a forma é muito atenuada em comparação ao nível denso da nossa existência, mas nem por isso é menos poderosa. Uma forma incorreta ou mal aplicada num nível superior da manifestação pode produzir deformações que se ampliarão à medida que seus efeitos se façam sentir nos planos inferiores.

 

O elemento Ar é um bom símbolo para o Espírito, pois é ilimitado, insinua-se por toda parte e é também um grande disseminador.

 

No sentido ascendente, o 11º Caminho reapresenta a etapa final da união com Deus. A descida desse caminho é a primeira etapa da Descida do Poder simbolizado na Kabbalah pelo Raio Fulgurante. Ele representa, portanto, os primeiros inícios.

 

12º Keter - Binah

 

Beith (2), a casa; a boca humana. Lua e Mercúrio. Amarelo, violeta, cinza, índigo salpicado de violeta.

 

Corresponde ao arcano da Gnose: II - A Papisa, Gnose, Porta do Santuário, Divina Substância (ou I - O Mágico; o Mago do Poder).

 

O 12º caminho é denominado Inteligência da Transparência porque é dessa espécie de Magnificência, chamada Chazchazit, que provém as visões daqueles que se vêm em aparição.

 

Por ser o caminho da "Inteligência da Transparência" significa a capacidade de ver as coisas tais como elas são na realidade. A Forma não oculta a luminosa imagem do Criador, mas sim a revela. O Véu do Templo, para falar simbolicamente, nada tem de opaco. É o caminho que une o princípio da Forma (Binah) à sua fonte Espiritual (Keter). a verdadeira fonte da qual provém a Forma e sua força interior.

 

A raiz do termo Chazchazittem aceções de vidente, vidência, visão. Trata-se, por certo, da mais alta forma de profecia, o conhecimento espiritual, uma forma de perceção interior muito mais delicada e exata que a intuição, que por sua vez é uma forma de consciência muito mais importante e exata do que a clarividência, ou outras formas de psiquismo. Esse caminho representa capacidade de pressentir o Verdadeiro Plano nas alturas de Keter e de fazê-lo descer sob a forma de uma Verdadeira Impressão na sefirah da Forma, Binah. A descida do Plano é uma decorrência necessária, pois o conhecimento seria de pouca utilidade se não se manifestasse, sucessivamente até os níveis da consciência mental e do efeito físico.

 

13º Keter - Tiferet

 

Guímel (3), o camelo; uma mão que pega. Vênus e Virgem; a Lua. Azul, prateado, azul-claro frio, prateado riscado de azul celeste.

 

Corresponde ao arcano da Magia: III - A Imperatriz, Vênus Urânia ou Vênus do Universo, Natureza, Divina Natureza, Parto, Geração, (ou II - A Papisa, Sacerdotisa).

 

O 13º caminho é denominado a Inteligência Unificadora e é assim chamado porque é em si mesmo a essência da Glória; é a Perfeição da Verdade das coisas espirituais individuais.

 

Esse caminho se destaca entre os demais porque se encontra sobre a linha direta de contato entre o Espírito e a Individualidade.

 

Ele faz parte do que se poderia denominar de coluna vertebral da Árvore da Vida, o longo caminho entre o Espírito e a Terra, Keter e Malkhut.

 

A linha ascendente vertical da Árvore da Vida é o Caminho da Flecha, a Via Mística dos que não procuram manipular poderes ocultos, mas sim a União com Deus. O Caminho dos Místicos sobe pelo 32º caminho, a Entrada dos planos interiores, e passa através dos reinos subconscientes de Yesod. Como Yesod está ligado à função sexual, torna-se compreensível a ocorrência de imagens de natureza sexual em certos tipos de misticismo.

 

De Yesod, a Via leva através do "deserto" do 25º caminho, a Inteligência da Prova, que é a primeira Noite Escura da Alma, antes de alcançar a aurora dourada da consciência de Tiferet e o contato com o "deus interior". Mas o contato de Tiferet é ainda um aspecto menor do "deus interior", pois o Caminho conduz a seguir diretamente à fonte do ser espiritual em Keter. Essa segunda metade é o 13º Caminho, ao qual corresponde a letra hebraica Guímel, um camelo, o que nos lembra um outro deserto, portanto uma segunda Noite Escura da Alma, a travessia do Abismo, descrita por São João da Cruz.

 

Como a morte e o nascimento, o 32º, o 25º e o 13º caminhos formam principalmente uma via de transição. Poderia ser denominada a Via mais direta na demanda do Santo Graal, compreendendo-se o Graal como o recipiente que se pode fabricar com o próprio ser para se tornar capaz de reter as forças superiores, o Sangue e as Águas do Espírito.

 

14º Hokhmah - Binah

 

Dálet (4), a porta; o seio, como idéia de alimentar e ser alimentado. Júpiter e Áries; Vênus. Verde esmeralda, azul-celeste, rosa ou cereja rajada de verde claro.

 

Corresponde à Filosofia Hermética e à Obediência: IV - O Imperador, Pedra Cúbica, Forma, Autoridade, Adaptação (ou III - A Imperatriz, a Filha dos Poderosos).

 

O 14º caminho é a Inteligência Iluminante e é assim denominado porque é esse Chasmal o fundador das idéias ocultas e fundamentais da Santidade e de suas fases de preparação.

 

Do mesmo modo que o caminhos transversais interiores, o 27º e o 19º, são respectivamente os "suportes" da Personalidade e da Individualidade, o 14º é o suporte do Espírito em seu próprio nível. O texto yetzirático o denomina Chasmal, ou seja, "o Brilhante, fundador das idéias ocultas e fundamentais da santidade". Ele é, por certo, o fundamento oculto de todos os seres na Forma. A fonte do nosso ser está em Keter, mas a manifestação enquanto unidade estável pressupõe o funcionamento do Princípio da Polaridade que, neste nível, É o princípio arquetípico de Hokhmah e Binah. E esses dois princípios são ligados pelo 14º Caminho.

 

Para seguir o simbolismo da letra hebraica. esse caminho é a Porta, ou seja, a entrada para a manifestação. Poderíamos mesmo denominá-lo a Porta do mundo do Espírito, pois esse caminho segue o trajeto do Rio Fulgurante.

 

No sentido ascendente, esse caminho é o último canal de consciência no qual os pilares da Manifestação em sua ação de defensores da Forma têm ainda influência. É a Porta da Iluminação, como subentende o texto yetzirático, Iluminação Total da Visão de Deus face a face, em Hokhmah.

 

É sobre esse aspecto de manifestação que o simbolismo da lâmina do Tarô desse caminho se refere: é a pedra fundamental da construção do Templo do Homem na existência manifestada.

 

15º Hokhmah – Tiferet      Hei (5), a janela; a respiração. Áries e Mercúrio. Vermelho vivo, chama brilhante, vermelho incandescente.

 

Corresponde ao arcano da Transcendência e da Pobreza: V - O Papa, a Essência Divina, Quintessência, Religio. (ou IV - O Imperador; ou XVIII - A Estrela)

 

O 15º caminho é a Inteligência Constituinte, assim denominado porque constitui a substância da Criação nas trevas puras e os homens falaram das contemplações; é dessas trevas que se fala na Escritura: "e o enfaixei com névoas tenebrosas" (Jó).

 

Essa substância da Criação são as Águas do Não-manifestado que vertem na manifestação.

 

No sentido ascendente, lembrando que a experiência espiritual de Hokhmah é a visão de Deus face a face, podemos dizer que, ao longo desse caminho, a alma pode perceber uma centelha da majestade do seu Criador, como se, assentada diante de uma janela estreita sem vidro, ela olhasse fixamente para as trevas do espaço e visse subitamente uma estrela lampejar, indicando o ponto de origem da alma e a meta para a qual ela deve dirigir a sua evolução.

 

O fator de início e fim da evolução pessoal é sublinhado pela forma do signo astrológico de Áries: ; a queda súbita na manifestação e o posterior retorno ao ponto de partida.

 

O meio de alcançar essa meta de toda humanidade poderia ser expresso em termos bem simples: "Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, com toda a tua força e de todo o teu entendimento; e a teu próximo como a ti mesmo" (Lucas 10-27, Mateus 22-37).

 

16º Hokhmah - Hesed

 

Vav (6), o prego; o olho e o ouvido. Touro, Sagitário e Vênus. Vermelho alaranjado, índigo escuro, marrom brilhante.

 

Corresponde ao arcano da Iniciação, do Livre Arbítrio: VI - O Enamorado, Bifurcação, a Lei da Analogia, Liberdade, Mediação (ou V - O Papa, o Mago do Eterno).

 

O 16º caminho é a Inteligência Triunfal ou Eterna e é assim denominado porque é o prazer da Glória além da qual não há Glória igual. É também chamado de Paraíso preparado para os Justos.

 

O Caminho 16º, paralelo ao 18º, é um dos laços entre o Espírito e a Individualidade. O prego, reapresentação da letra Vav, é um símbolo importante do ponto de vista esotérico cristão, pois o Espírito é pregado três vezes à cruz da matéria.

 

No sentido ascendente, esse "prazer da Glória além do qual não há Glória igual" permite considerar o caminho 16 como um modelo do que deveria ser e uma promessa do que será alcançar o nível zodiacal reapresentado por Hokhmah, também denominado "Paraíso preparado para os Justos".

 

O signo astrológico desse caminho é Touro, animal que representa a mais densa concreta atitude sobre a terra, enquanto a Vaca, sua parte feminina simboliza o princípio feminino, recetivo da forma, matriz na qual se incrusta a joia do Espírito. A forma do signo, se adequa a esse caminho: um disco solar indicando a receção dos poderes do Eterno e sua difusão sob a forma de luz e calor.

 

O Graal, em suas diferentes versões, também pode ser relacionado a esse caminho, que leva à Távola Redonda Zodiacal (Hokhmah), no centro da qual se encontra o Santo Graal.

 

É o caminho no qual podemos aprender a ligar a sabedoria ao amor e, desse modo, servir de maneira totalmente impessoal.

 

17º Binah - Tiferet

 

Zain (7), a espada; uma flecha lançada com pontaria certeira. Gêmeos, Áries e Câncer. Laranja, cinza avermelhada.

 

Corresponde ao arcano do Repouso: VII - O Carro, Carruagem de Hermes, Vitória, Direito de Propriedade (ou VI - Os Namorados, os Filhos da Voz, Oráculo dos Deuses).

 

O 17º caminho é denominado a Inteligência Ordenadora que dá Fé aos Justos; nesse caminho eles são revertidos do Santo Espírito e ele é denominado o Fundamento da Perfeição no estado das coisas superiores.

 

Binah, por ser o mais "concreto" dos três sefirot supremos, contém a imagem do Espírito e sua destinação sobre a Terra. No Caminho 17 a consciência do destino do Espírito é concentrada na sede da consciência manifestada, Tiferet.

 

Binah é a "mãe da Fé, da qual a Fé emana". Nesse caminho, a Fé é dada aos Justos, que assim são revestidos do Espírito Santo. Binah está estreitamente ligada ao Santo Anjo da Guarda.

 

A Fé pode ser considerada não só como a fé em Deus, mas também a confiança em si que cada ser humano deve ter, o domínio no qual deve aplicar seus esforços, sejam quais forem os obstáculos. O signo astrológico de Gêmeos, indica a verdadeira relação que deve existir entre o Santo Anjo da Guarda e a Individualidade. Eles devem ser um o reflexo do outro. A chave desse caminho, a letra hebraica Zain, significa espada. A forma da letra sugere uma espada e, de certo modo, a ação do Santo Anjo Guardião, o qual representa Conhecimento e Propósito. O Anjo projeta uma "varinha', de Conhecimento e Propósito para os níveis inferiores da manifestação.

 

18º Binah - Gevurah

 

Chet (8), a cerca; um campo com tudo o que pode ser cultivado. Câncer e Libra. Âmbar, marrom púrpura, ruivo brilhante, castanho escuro esverdeado.

 

Corresponde ao arcano do Equilíbrio: VIII - A Justiça, a Lei do Equilíbrio, Lei, Karma (ou VII - O Carro, Filho dos Poderes da Água, Senhor do Triunfo e da Luz).

 

O 18º caminho é denominado a Inteligência da Casa da Influência (devido a sua grandeza é aumentada a abundância do influxo de boas coisas sobre os seres criados) e do seu seio são extraídos o arcano e os sentidos ocultos que habitam sua sobra e que aí permanecem estreitamente unidos pela Causa de todas as causas.

 

Esse caminho age como via de comunicação entre o Espírito e a atividade inteligente da Individualidade (Gevurah). Ele é também chamado de Casa da Influência. O texto yetzirático ("devido a sua grandeza é aumentada a abundância do influxo de boas coisa sobre os seres criados") indica o quanto essa ligação é importante para que o destino do Espírito seja cumprido na manifestação. Quando isso não ocorre o Karma em geral se acumula e os resultados da ação raramente são bons; o que é uma das consequências do Primeiro Desvio que abriu um buraco ou Abismo entre os dois níveis de existência.

 

Binah é a Mãe da Fé, da qual a individualidade obtém todo conhecimento superior do seu destino. Esse conhecimento é "o arcano e os sentidos ocultos" mencionado do texto yetzirático.

 

No sentido ascendente, isso significa que a nossa meta na evolução é ligar esses dois níveis, e que a nossa primeira tarefa é desprender os véus para transpor o Precipício e o Abismo. Só então será passível obter a impregnação do conhecimento de nosso destino nos níveis mais densos e a sua aplicação no plano físico da vida diária.

 

19º Hesed - Gevurah

 

Tet (9), a serpente; um telhado enquanto proteção e abrigo. Leão, Capricórnio e Virgem. Amarelo esverdeado, violeta escuro, cinza, amarelo avermelhado.

 

Corresponde ao arcano da Consciência: IX - O Eremita, Luz Oculta, Protetores, Iniciação, Prudência (ou XI - A Força, a Filha da Espada Flamejante, Guia do Leão).

 

O 19º caminho é a Inteligência do secreto de todas as atividades dos seres espirituais e é assim chamada por causa da influência que ela difunde a partir da mais alta e exaltada glória sublime.

 

O Caminho 19, de grande poder dinâmica, é o principal suporte da Individualidade, do mesmo modo que o 27º (igualmente de grande força) é o suporte principal da Personalidade. O 19º dispõe de uma força de "empacotamento", que mantém juntos os diversos aspetos da unidade de evolução, a Individualidade; de igual modo o caminho 27 mantém a unidade de encarnação, a Personalidade.

 

O 19º se encontra na trajetória do Raio Fulgurante. A imagem do Espírito, após ter sido propulsionada de Binah, via Daat, até Hesed, começa a construir uma sucessão dinâmica de atividades. O sentido inverso, de Gevurah a Hesed, é a via iniciática a partir da qual não são mais necessárias outras encarnações sobre a terra. As tomadas de consciência desse Caminho são particularmente profundas, pois são resultantes finais da experiência e da compreensão de um ciclo completo de evolução.

 

A prova fundamental desse caminho é a capacidade de encarar tudo o que ocorreu durante o ciclo completo da evolução pessoal, aceitando-o totalmente sem fuga ou repressão. Esse balanço final não mais admite adiamentos; o que não for enfrentado permanecerá como uma barreira ao progresso.

 

"Esse caminho não é de fato agradável, mas pela simples razão de que nós, que por ele caminhamos, não somos pessoas agradáveis". Diante das dificuldades, nossa reação habitual é atribuir a culpa aos outros. Trata-se de um grande passo começar a compreender que, de algum modo, contribuímos largamente para estabelecer nosso próprio karma.

 

O 19º caminho corresponde à segunda barreira (ou véu) da Árvore, preenchendo o intervalo entre a Severidade e a Misericórdia.

 

20º Hesed - Tiferet

 

Yud, a mão; o dedo indicador. Virgem, Capricórnio e Júpiter. Verde amarelado, cinza escuro ou esverdeado.

 

Corresponde ao arcano da Natureza Decaída: X - A Roda da Fortuna, Testamento, Kabbalah, Moinho do Mundo, Fortuna ou Sorte (ou IX - O Eremita, o Profeta do Eterno).

 

O 20º caminho é a Inteligência da Vontade. É assim chamado porque é o meio de preparação de tudo e de cada ser criado, e, por essa Inteligência se adquire o conhecimento da existência da Sabedoria Primordial.

 

Tiferet é a sefirah central da Árvores da Vida e representa assim o ponto de convergência da integralidade do ser humano na manifestação. É o ponto de equilíbrio entre a força e a forma na individualidade (Gevurah e Hesed). É também o ponto médio entre os níveis espirituais e a manifestação densa sobre a Terra.

 

Hesed, por sua vez, representa a primeira manifestação do ser numa existência sub-espiritual, contém a imagem mais pura de como o Espírito deveria se manifestar enquanto ser humano.

 

No sentido ascendente da Árvore, o 20º Caminho dá a visão do modelo do destino, proveniente dos níveis espirituais. No texto yetzirático esse caminho é denominado Inteligência da Vontade, ou seja da Vontade Espiritual, pela a qual se adquire o conhecimento da existência da Sabedoria Primordial, ou seja, o conhecimento das realidades espirituais dos níveis superiores. A contemplação contínua da verdadeira imagem é assim o "meio de preparação de todo e qualquer ser criado", pois ela serve de guia no caminho da evolução individual e indica os tipos de veículos ou recursos que devem ser construídos para continuar a segui-lo.

 

A chave do caminho é a letra hebraica Yud, a primeira letra do Nome Divino supremo JHVH, que significa o início das coisas. Seu significado é a Mão, neste caso a Mão de Deus ou a mão do Espírito que guia a alma na sua evolução.           

 

Pode-se denominar Consciência Crística a tomada de consciência da Vontade do Pai que está nos Céus. A primeira centelha dessa consciência Crística pode ser vista como a influência do 20º Caminho que liga Tiferet (o ponto mais baixo da individualidade e o mais alto da personalidade) à Hesed (a esfera do ser manifestado na qual a verdadeira Vontade do Espírito é conhecida).

 

Porém, por causa do Desvio Original, a situação real está muito longe de ser tão simples como essa. O Pecado Original foi a recusa por parte da individualidade de realizar a vontade original do Espírito no momento de entrar no universo de Deus Pai. A consequência foi a criação de um falso modelo. Em termos cabalísticos isso significa que a imagem refletida de Hesed não é mesma que se encontra no Triângulo Supremo do Espírito. Há como que uma fissura entre o Espírito e a Individualidade, que se reproduz no nível inferior como uma fissura entre a Individualidade e a Personalidade. O Abismo e o Despenhadeiro são consequências dos feitos do homem, frutos do pecado. O processo evolutivo deveria ser uma luta, segundo o Plano Divino, e não essa estagnação na obscuridade espiritual cercada de guerra, pobreza e doença que acabaram por definir a condição humana.

 

A lição a reter é que a Demanda no Santo Graal não termina em Tiferet, nem mesmo em Hesed, mas em Keter. O destino pessoal e a evolução completa, só podem ser alcançados no momento em que todos os elos, partidos sejam restabelecidos e que a Verdadeira Vontade do Espírito, e não só a da individualidade, se manifeste de um modo totalmente controlado sobre a Terra.

 

21º Hesed - Nezah

 

Kaf (20), a palma da mão. Leão, Marte, Júpiter. Violeta, azul, púrpura brilhante, azul brilhante raiado de amarelo.

 

Corresponde ao arcano da Virgem: XI - A Força, o Leão Dominado, Força Divina, Força Humana, Força Natural (ou X - A Roda da Fortuna, as Forças da Vida).

 

O 21º caminho é a Inteligência da Conciliação e da Recompensa, assim chamado porque recebe a influência divina que aí opera por meio das bênçãos dadas a todas as existência e a cada uma em particular.

 

Representa a ligação entre a pura imagem do que a individualidade tem a intenção de cumprir (Hesed) e a imaginação criativa e as emoções superiores da personalidade (Nezah). Compreende os ideais e aspirações que cativam a imaginação do homem.

 

A influência desse caminho age principalmente sobre as emoções e é essa aspiração indefinida que leva homens e mulheres a se colocarem na busca. É nessa fase que se tornam "buscadores" no mundo interno, embora muitos escolham o caminho das aventuras físicas ou se deixem apaixonar pelas viagens. Outros confundem ainda o apelo de sua própria natureza superior com a atração física por um outro ser humano.

 

Um outro fator interessante é o desejo de mudança que esse impulso traz, muitas vezes sob a forma de sonhos de uma vida paradisíaca em ilhas desertas e afastadas ou, mal terminadas as férias, já começar a fazer planos para as férias seguintes. No extremo encontram-se aqueles que se intoxicam com drogas ou com experiências sexuais como meio de "fugir desse mundo".

 

A primeira exigência nas fases iniciais da Busca é o Discernimento, virtude de Malkhut. Porém, todas as virtudes das sefirot da personalidade inferior serão chamadas a atuar: a Independência de Yesod, pois deverá conservar uma abertura a toda prova; a passagem pelo crivo das provas subjetivas ou objetivas que vêm a seguir se encontra na Veracidade de Hod; a capacidade de admitir sua própria ignorância, de "voltar a ser como uma criança", está contida no desapego de Nezah; e, acima de tudo, a virtude que levará a alma através de todas as dificuldades do caminho: a Devoção à Grande Obra de Tiferet.

 

Existe um nexo entre este caminho do Desejo e da Visão e o 32º caminho do Ir e Voltar na forma física em Malkhut. Basta lembrar que a letra Kaf, que corresponde ao caminho 21, também aparece na forma de echarpe que flutua ao redor da personagem dançarina da carta (Arcano Maior) 21, O Mundo, que alguns numeram como 22.

 

22º Gevurah - Tiferet

 

Lamed (30), o aguilhão; o braço utilizando todas as articulações. Libra, Peixes, Neptuno. Esmeralda, azul, verde-azulado, verde claro.

 

Corresponde ao arcano da Fé: XII - O Pendurado, Messias, Misericórdia (ou Cáritas), Zodíaco (ou VIII - A Justiça, a Mestra do Equilíbrio.

 

O 22º caminho é a Inteligência Fiel e é assim denominado porque, por ele, as virtudes espirituais são desenvolvidas e todos os habitantes da Terra estão perto de ficar sob a sua sombra (= sob a proteção de suas asas).           

 

Esse caminho tem uma importância suplementar por se encontrar na linha do Raio Fulgurante. É geralmente conhecido, no sentido ascendente, como o caminho dos Ajustes Cármicos. Tal como o 20º, seu oposto complementar, este caminho tem afinidades com Daat, pois Daat é também uma esfera de equilíbrio. Esses ajustes e reajustes podem ser representados pelo monstro com cabeça de crocodilo, que devora os Reprovados na cena do Julgamento no Livro dos Mortos egípcio.

 

Como a maior parte dos espantalhos pavorosos dos mitos religiosos ou das lendas, os chamados monstros do mal são, na realidade, um véu que oculta aquilo que não podemos enfrentar em nós próprios.

 

No sentido ascendente, o 22º caminho pede a redenção e a assimilação de todo o nosso passado. A maior parte dessa confrontação ocorre no caminho 19, mas a avaliação de todos os fatores, na qual nada será esquecido, se faz no 22º.

 

O aguilhão, símbolo da letra Lamed, como os demais símbolos de Gevurah, pode sugerir ideias de castigo, mas isso não é estritamente exato. Podemos também associar esse caminho ao 11º (Keter-Hokhmah), representado pela letra Alef, que simboliza o boi, o mais terra a terra dos animais.

 

O processo da manifestação, que continua ativo no caminho que vai de Gevurah para a relativa estabilidade de Tiferet, fica bem simbolizado pelo aguilhão.

 

Os poderes desse caminho, poderão ficar mais claros se nos lembrarmos de um símbolo menos conhecido para a letra Lamed: Asa. É com as Asas da Fé que a alma pode melhor cumprir seu destino e escapar da sombra do karma, como sugere o texto yetzirático.

 

23º Gevurah - Hod

 

Mem (40), a água; a qualidade mediadora do feminino nas mudanças. Escorpião, Marte, Plutão, Saturno; o elemento água. Azul escuro, verde água, verde oliva.

 

Corresponde ao arcano da Vida Eterna: XIII - "Sem Nome", a Foice, Morte e Reencarnação, Transmutação da Energia (ou XII - O Pendurado, Espírito das Águas).

 

O 23º caminho é a Inteligência Estável e é assim denominado porque tem a virtude da coerência entre todas as numerações.

 

Liga, no sentido ascendente, o princípio intelectual a uma faculdade espiritual de julgamento rigoroso. Compreende o sacrifício das idéias e padrões anteriores, sem o qual se retrocede.

 

Hod é um dos sefirah que correspondem ao elemento Água. Um dos atributos da Água é a reflexão e, em Hod, podemos distinguir os reflexos dos princípios dos mundos superiores.

 

As imagens em Hod se apresentam mais sob a forma de abstrações (os símbolos geométricos de Pitágoras, por exemplo) do que sob a forma de confusas inquietações do subconscientes (os sonhos, por exemplo) de Yesod.

 

A similaridade de função dos dois sefirot pode ser compreendida pela reapresentação dos planetas correspondentes: a Lua de Yesod tem a forma de uma taça, de um recetáculo, que é o mesmo símbolo que coroa Mercúrio.

 

Gevurah não alcança seus propósitos apenas pela intensa atividade ou pela violência, mas também pela sua persistência no tempo. Temos, portanto, no 23º caminho, de um lado a estabilidade necessária para refletir os mundos superiores sem deformá-los e, de outro, a estabilidade do esforço durante um período incomensurável.

 

24º TIFERET - NEZAH

 

Nun (50), o peixe; o fruto. Escorpião, Aquário e Sagitário. Azul-esverdeado, marrom descorado, marrom bem escuro, marrom esverdeado.

 

Corresponde ao arcano da Inspiração: XIV - A Temperança, Dedução, Reversibilidade, Engenho Solar (ou XIII - A Morte, Filho dos Grandes Transformadores).

 

O 24º caminho é a Inteligência Imaginativa, assim denominada porque dá uma semelhança a todas as similitudes criadas de modo similar às suas harmoniosas elegâncias.

 

Representa a prova no caminho do poder. Corresponde à destruição dos impulsos egoístas com finalidade de uma reconstrução num nível mais elevado de individuação.

 

Os três caminhos (24º, 25º e 26º) que ligam as sefirot do Mundo da Forma (Yetzirah) à Tiferet, são caminhos de sacrifício, ou seja, da troca de alguma coisa por outra melhor. A meta é descobrir a nossa verdadeira Vontade Espiritual e ter a coragem de agir em função dela. O 24º caminho representa a morte e o nascimento da personalidade e se relaciona com a Vontade de Transformação. O 26º propõe a transformação da inteligência em Intuição; e o 27º a transformação da vontade, da inteligência e da memória da personalidade em Caridade, Fé e Esperança.

 

Embora esses três caminhos tenham igual importância, o 24º possui o significado suplementar de estar na rota do Raio Fulgurante. É denominado "Inteligência Imaginativa", pois a personalidade pode se tornar imagem do princípio espiritual. A letra hebraica que corresponde ao caminho 24 é Nun, o peixe, que no nível do simbolismo sexual representa o esperma masculino. O peixe, em especial, está associado a Cristo.

 

25º Tiferet - Yesod

 

Samech (60), o sustentáculo; uma flecha contornando a superfície de uma circunferência. Sagitário e Saturno. Azul, amarelo, verde, azul escuro brilhante.

 

Corresponde ao arcano da Contra inspiração: XV - O Diabo, Lógica, Nahash (a serpente que seduziu Eva), Fatum (ou XIV-A Temperança, Filha de Reconciliadores).

 

O 25º caminho é a Inteligência da Prova ou Tentação, assim denominado por ser a primeira tentação pela qual o Criador prova todas as pessoas virtuosas.

 

É o caminho entre a Personalidade e a Individualidade, no qual se desenvolvem os primeiros vislumbres da consciência superior. Representa a prova da viagem de travessia do deserto, que necessita da Fé e da Coragem para ser empreendida, que exige o abandono da aparente segurança dos mundos inferiores.

 

Cada uma das três vias que levam a Tiferet (os caminhos 24, 25 e 26) contêm a experiência conhecida pelo nome de Noite Escura da Alma. No 25º caminho a alma deve progredir no Caminho Deserto, deixando para trás a vida dos mundos exteriores e inferiores, embora ainda inconsciente da vida dos mundos interiores e superiores, invocando a luz interior que se tornará a aurora dourada nas trevas.

 

Trechos de Noite Escura da Alma, São João da Cruz

 

"As almas começam a entrar nessa Noite Escura quando Deus as liberta pouco a pouco de um primeiro estado, aquele em que se medita na vida espiritual, e as introduz num estado mais avançado que é o dos contemplativos. É necessário passar por esse caminho para se tornarem perfeitas, ou seja para alcançar a divina união da alma com Deus. Ora, para explicar e melhor dar a entender a natureza da Noite que a alma deve atravessar e o motivo pelo qual Deus a introduz aí, é indispensável dizer uma palavra sobre os defeitos específicos dos iniciantes: seremos breve, mas sem deixar de lhes ser útil. Eles assim se darão conta da fraqueza do estado no qual ainda se encontram. Com uma nova coragem, desejarão que Deus os introduza nessa Noite em que a alma é confirmada em suas virtudes e na qual se encontra as inefáveis delícias do amor divino. Que nos seja portanto permitido deter um momento para dizer simplesmente o necessário em vista da Noite Escura, que trataremos a seguir".

 

"Sabemos que a alma, tão logo se tenha decidido a se colocar completamente a serviço de Deus, torna-se objeto especial da solicitude divina para favorecê-la e fazê-la crescer em espírito. Os cuidados com os quais Deus preenche sua vida espiritual lembram os de uma mãe, cujos afetos se concentram sobre seu filho. Ela os aquece em seu seio, os alimenta com seu leite, dá os mais delicados alimentos, carrega-o em seus braços e o cobre de carícias. Mais tarde, quando a criança cresce, o carinho se torna menos expansivo, o amor se oculta, os seios esfregados com aloés enjoam a criança, e então a mãe termina por colocá-lo no chão, para que ele use os próprios pés, deixe de ser pequeno e se desenvolva com atos mais de acordo com as exigências da vida... "

 

"Por Noite Escura, entendemos a Contemplação, e ela produz nos espirituais dois gêneros de trevas ou de purificações, conforme afete um ou outro dos elementos do homem, a parte sensitiva ou a parte espiritual. Há portanto uma primeira Noite ou purificação dos sentidos, que dá à alma sua pureza segundo sua parte sensitiva e acomodando o sentido ao espírito. A segundo Noite ou purificação espiritual é aquela em que a alma se purifica e se despoja segundo o espírito a fim de se acomodar e se tornar apta à união de amor com Deus. A Noite dos sentidos é comum: ela se produz num grande número de iniciantes, e dela nos ocuparemos em primeiro lugar. A Noite do espírito é excecional; ela é privilégio daqueles que já se exercitaram e avançaram e a explicaremos em segundo lugar. "

 

"A primeira noite é amarga e temível para os sentidos, tal como veremos. A segunda não tem comparação, é só horror e espanto para o espírito; e como a Noite dos sentidos é pela ordem a primeira que a alma deve atravessa, direi uma palavra sem me estender, visto ser bem conhecida e ter sido descrita com freqüência. Nos deteremos sobretudo na Noite do espírito porque os ensinamentos orais e os livros geralmente as negligenciam e principalmente porque a experiência é rara.

 

Como o modo pelo qual os iniciantes principiam o caminho divino é vulgar, e como ela está muito sujeita aos seus próprios desejos e elãs, Deus se interpõe para fazê-los progredir, libertando-os de sua baixa conceção de amor. Ele quer eleva-os até Ele, fazê-los abandonar o exercício inferior dos sentidos (a imaginação) e do raciocínio através do qual se busca Deus de modo mesquinho no meio de obstáculos que já assinalamos, e os introduz no exercício mais fecundo do espírito, aquele que permite comunicar menor imperfeitamente com Deus. Ele se ocupa deles porque já desde algum tempo os iniciantes mostraram sua perseverança nos caminhos da virtude pela meditação e pela oração.

 

Encontrando aí um sabor, satisfazendo seu gosto, eles são pelo menos desligados das coisas do mundo. Suas forças espirituais em Deus são aumentadas e, por isso, eles aprenderam a refrear o apetite que leva para as criaturas. Eis que se tornam capazes de suportar por Deus uma contrariedade, uma aridez sem ter imediatamente a idéia de recuar para encontrar as antigas satisfações."

 

"Ora, no momento em que estão bem à vontade em seus exercícios espirituais, em que imaginam caminhar plenamente com os favores divinos, bruscamente Deus os mergulha na obscuridade: a porta da felicidade se fecha, a fonte tão agradável da bebida espiritual, em que saboreavam Deus tão freqüente e tão longamente quando desejassem, encontra-se esgotada... E Ele os deixa numa obscuridade tal que eles chamam em vão o socorro do sentido (da imaginação) e do raciocínio para se dirigir. Para onde vão? Eles o ignoram; impossível avançar como antes pela meditação discursiva. O sentido interior, já paralisado nessa Noite, encontra-se tão árido que, longe de reencontrar a antiga satisfação e o encanto das coisas espirituais e de seus exercícios, ele só se choca com desgostos e contrariedades."

 

"Deus notou que esses iniciantes tinham crescido um pouco; agora, o progresso deve retirá-los dos cueiros, afastá-los do seio alimentar, colocá-los na terra para que aprendam a usar os próprios pés. Se tudo isso parece estranho, é porque tudo se passa no sentido contrário ao dos seus hábitos".

 

26º Tiferet - Hod

 

Ayin (70), o olho; uma conexão em estado de tensão. Capricórnio, Escorpião, Plutão e Urano. Índigo, negro, azul escuro, verde escuro e frio.

 

Corresponde ao arcano da Construção: XVI - A Torre, Eliminação Lógica, Contração Astral, Destruição física, Casa de Deus (ou XV - O Diabo, a Porta da Matéria).

 

O 26º caminho é denominado a Inteligência Renovadora porque, por ele, o Deus Santo renova todas as coisas mutáveis que são regeneradas pela criação do mundo.

 

Do mesmo modo que o 25º caminho é uma Noite Escura da Alma no caminho do Amor ou do Misticismo Devocional, e o 24º caminho é uma prova no Caminho do Poder ou do Misticismo da Natureza e da Arte, pode-se considerar o 26º caminho como uma prova similar no Caminho da Sabedoria, o Caminho Hermético.

 

Escapar das limitações da forma exige a ruína das construções do intelecto. A ideia que o homem faz de Deus, por exemplo, vai se modificando na medida de sua própria evolução.

 

O signo de Capricórnio atribuído a esse caminho fala da autoridade, da limitação e da densificação. Mas a cabra que figura esse signo também diz que percorrendo agilmente o caminho, de rochedo em rochedo, poderá alcançar altos picos. No correr do percurso nossa compreensão se modificará pois, afinal, esse caminho é denominado Inteligência Renovadora. À media em que o ar mental se rarefaz, os processos mentais se transformarão de inteligência em intuição. Esse caminho é uma operação de transformação da consciência intelectual de Hod na consciência iluminada de Tiferet.

 

27º Nezah - Hod

 

Pei (80), a boca; uma boca com língua, ou seja, uma boca que fala. Mercúrio, Peixes e Netuno, Marte. Vermelho, vermelho brilhante raiado de azul e esmeralda.

 

Corresponde ao arcano do Crescimento e da Mãe: XVII - A Estrela, a Esperança, Intuição, Estrela dos Magos (ou XVI - A Casa de Deus, Senhor dos Exércitos).

 

O 27º caminho representa a Inteligência Ativa e estimulante porque, por ele, cada ser recebe seu espírito e seu movimento.

 

Esse caminho é o suporte principal da Personalidade. É o primeiro véu ou barreira do caminho ascendente, ligando o centro do poder criador em Nezah ao centro do pensamento concreta em Hod.

 

O 27º caminho está na rota do Raio Fulgurante e manifesta a força de vida nos mundos inferiores. Ele liga as sefirot de base dos pólos opostos do Princípios da Manifestação, o pilar positivo da Misericórdia e o pilar negativo do Rigor.

 

A letra hebraica para esse caminho, Peh, significa boca, órgão que ingere os alimentos (aspecto recetivo) e emite a palavra (aspecto ativo). O Yud que preenche a boca pode ser considerado uma figuração da língua que formula o Verbo em ação, ou até mesmo o próprio Verbo. No caso do 27º caminho, os Verbo se refletiu nos níveis inferiores astral-mental e formou uma veículo para si, a Personalidade. É por meio dessa Personalidade que o Verbo é pronunciado para o nível de existência mais denso, Malkut, o mundo físico.

 

Como esse caminho representa a estrutura da personalidade, o símbolo da boca nos lembra que a meta da encarnação é a busca do alimento na Forma em benefício da individualidade e do Espírito.

 

"O nome do caminho dá uma boa indicação. O caminho entre Hod e Nezah é chamado, a partir da letra hebraica que lhe foi designada e do significado de sua raiz, "florescer e murchar", isto é, aparecer e, então, desvanecer. Isso é um fenômeno vital e contínuo da mente. O caminho entre Hod e Yesod é chamado de "Boca", originando-se da letra hebraica Peh; o seu complemento no caminho Yesod-Nezah é chamado de "macaquear ou imitar". Esse caminhos combinados formam, com seus sefirot, um nítido retrato do trabalho dessa tríade. Além do mais, se levarmos adiante esse princípio kabalístico, a palavra "Nakaph", formada pelas letras desses três caminhos, significa "andar em círculos". (AAK,207).

 

Halevi, como se pode notar pela citação acima, estabelece uma relação entre as letras hebraicas e os Caminhos, diferente do que fizeram até agora os autores franceses e ingleses.

 

28º Nezah - Yesod

 

Tsadi (90), o anzol; uma cobertura, uma tampa que se fecha. Aquário, Câncer, Lua e Peixes. Violeta, azul celeste, malva azulada, branco matizado de púrpura.

 

Corresponde ao arcano da Inteligência: XVIII - A Lua, Crepúsculo, Hierarquia Oculta, Perigos Ocultos (ou IV - O Imperador, Filho da Manhã; ou XVII - A Estrela).

 

O 28º caminha é denominado a Inteligência Natural; por ele, tudo o que se encontra abaixo do Sol é terminado e concluído.

 

É o caminho de grandes poderes e forças porque, por ele, as forças pura da imaginação criadora são vertidas para o nível subconsciente.

 

Entre as pessoas cultivadas, a Personalidade deveria ser uma reprodução da Individualidade; em outros termos, o que está embaixo deveria ser semelhante ao que está acima, para estar de acordo com o axioma hermético. Esse fator é mostrado pelo signo de Aquário, , uma linha em ziguezague que lembra o Raio, refletido abaixo por uma linha ziguezague similar. A linha superior representa a Individualidade, a linha inferior a Personalidade. Desse modo, "tudo o que se encontra sob o Sol é terminado e concluído".

 

A adoração da Natureza também cabe no 28º caminho. O aspecto feminino dessa adoração, Vênus ou Ísis, é indicado pela figura simbólica de Nezah, a Bela Mulher Nua, embora seus aspectos profundos venham de Binah. Esse caminho corresponde ao canal de inspiração artística e de todo trabalho criativo. Ele se refere a Lúcifer, o portador da Luz., cujos aspectos superiores aparecem na lenda do Santo Graal, vaso que teria sido esculpido da esmeralda caída da fronte de Lúcifer. E a esmeralda é a pedra atribuída a Vênus/Afrodite/Nezah.

 

Os variados significado do 28º caminho vão desde o da polaridade sexual, do contato com os reinos não humanos, até a formação de um canal interior na consciência para a representação dos aspectos superiores da alma.

 

29º Nezah - Malkhut

 

Kuf (100), o machado, uma arma cortante, a nuca. Peixes, Gêmeos, Sol e Leão. Vermelho vivo, camurça salpicado de branco prateado, castanho róseo.

 

Corresponde ao arcano da Intuição: XIX - O Sol, Luz Resplandecente, Verdade Fecunda, Virtude Fecunda, Ouro dos Filósofos (ou XVIII - A Lua, a Regente do Fluxo e Refluxo, Filha dos Filhos do Todo Poderoso).

 

O 29º caminho é denominado Inteligência Corporal porque constrói cada corpo criado em todos os mundos, bem como sua reprodução.

 

Está ligado ao corpo físico, esse grande complexo de sangue, carne, ossos e nervos que o Espírito utiliza para se manifestar sobre a Terra. Também se refere aos instintos fundamentais, em particular à sexualidade e à reprodução. O fato de possuirmos raízes biológicas físicas é uma das verdades que devemos enfrentar no 29º caminho.

 

O homem urbano tende a aumentar o controle sobre os instintos, o que pode torná-lo cego para as leis da natureza. Mas o homem não pode escapar do seu aspecto primitivo. Ele pode controlar, transcender, mas sempre se deparar á com esse lado da natureza em sua vida física. A aceitação desse estado talvez seja a principal lição do caminho 29º.

 

Trata-se de um caminho do panteísmo e das etapas primitivas e mais terra a terra do "Raio Verde", a via do misticismo da natureza. Aqui não cabe o "amor" superficial e sentimental do citadino pela natureza, mas sim a atitude ambivalente de amor e ódio do camponês que dela deve tirar sua subsistência através de uma verdadeira luta.

 

O amor real pela natureza, como o verdadeiro amor humano, não é uma coisa de apreciação refinada e impalpável, mas uma confrontação e aceitação voluntária da realidade. O mito de Leda e o cisne (Zeus) cabe neste caminho. Do seu encontro amoroso nascem Castor e Pólux, os Gêmeos Celestes, representação da Individualidade e da Personalidade.

 

30º Hod - Yesod

 

Reish (200), a cabeça; uma cabeça humana. Saturno, Urano e o elemento Ar, o Sol. Laranja, amarelo dourado, âmbar, âmbar rajado de vermelho.

 

Corresponde ao arcano da Ressurreição: XX - O Julgamento. Transformação Astral, Transformações no Tempo (ou XIX - O Sol, o Senhor do Fogo do Mundo).

 

O 30º caminho representa a Inteligência Coletiva e, por meio dela, os astrólogos adquirem o conhecimento das estrelas e dos corpos celestes e aperfeiçoam sua ciência em função das leis que regem o movimento das estrelas.

 

Trata-se de um caminho de esclarecimento, que liga a visão do mecanismo do universo, Yesod, à visão do esplendor, Hod. Este é a sefirah do Mensageiro Divino, do Senhor dos Livros, e igualmente do Arcanjo Miguel, que dispersa as forças das trevas.

 

A letra hebraica significa cabeça, o que supõe inteligência, enquanto que o texto yetzirático sublinha a perfeição da ciência. Nesse texto a astrologia é representativa de todas as ciências, cuja meta é a compreensão das leis com as quais se pode prever os acontecimentos.

 

O princípio solar do 30º caminho pode lançar uma luz crua sobre os desvios do ser, tais como se manifestam na personalidade. A lança e a espada do Miguel Arcanjo, neste caso, não são apenas as armas simbólicas para lutar contra os demônios, mas as pontas de acusação e cauterização dirigido para o mais profundo do coração daqueles que caminham nos níveis mais baixos desse caminho.

 

Os caminhos da Árvore da Vida são para a alma como grandes viagens e importantes experiências e aquele que está na demanda do Santo Graal em Keter acolherá com prazer os processos petrificadores no seu caminho. Aquele que ousa se manter nu sob a luz brilhante da Verdade, como fazem os personagens da lâmina do Tarô, compreenderá que iniciou uma Busca verdadeira e probatória e não um romance encantador ou um jogo esotérico de salão.

 

31º Hod - Malkhut

 

Shin (300), o dente; uma flecha em movimento oscilante. Sol, Sagitário e o elemento fogo. Laranja, vermelho vivo salpicado de ouro ou de esmeralda.

 

Corresponde ao arcano do Amor: "O Arcano Sem Número", o Louco, o Viajante, a Matéria ou XXI - O Mundo (ou XX - O Julgamento, o Espírito do Fogo Primordial).

 

O 31º caminho é a Inteligência Perpétua, mas porque é assim denominada? É porque ele rege os movimentos do Sol e da Lua em seu rumo próprio, cada um na órbita que lhe convém.

 

Este caminho comunica a direção ou a revelação de fatores mentais que, elevados a um nível sempre crescente, vão provocar a grande diferença entre o homem e os animais selvagens.

 

O texto yetzirático, o único com pergunta e resposta, indica que esse caminho se refere à instrução no nível mental.

 

Ele rege os movimento do Sol e da Lua, símbolos supremos da radiação e da receptividade.

 

Héstia/Vesta, deusas do fogo, e Prometeu, cujo nome significa "Previsão, que oferecem a principal distinção entre os homens e os animais, podem ser associados a esse caminho. Pode-se dizer que o 31º compreende os instintos superiores, por exemplo, os ternos sentimentos associados à paternidade, à maternidade, à união.

 

Como ele nos leva a Hod, é influenciado pelos aspetos civilizadores do número e da palavra, que permitem o cálculo e a medida e, também, a comunicação com um nível superior.

 

Enquanto o caminho 29 nos oferece uma confrontação com a herança biológica, recapitulada no ventre materno, o 31º pode nos revelar os fatores das vidas precedentes que desempenham uma papel importante na formação do temperamento da vida presente.

 

32º Yesod - Malkhut

 

Tav (400), a cruz; um peito. Sol, Saturno e os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário). Índigo, negro, azul escuro, negro rajado de azul.

 

Corresponde ao arcano da Alegria. XXI - O Mundo, a Coroa Mágica, Adaptação da Obra Magna, Onipotência Natural ou O Louco, o arcano sem número.

 

O 32º é a Inteligência Organizadora. É assim denominado porque governa e associa os movimentos dos sete planetas guiando-os em suas trajetórias próprias

 

Esse caminho liga Malkhut, o mundo físico, à Yesod, o véu etérico e inconsciente universal que representa o fundamento da existência física. É um caminho de introversão da consciência sensorial para a consciência das profundezas do mundo interior.

 

É também o caminho da Iniciação. Yesod, sefirah da Lua, reflete e magnetiza o poder oculto. Deméter e sua filha Perséfone, podem ser assobiadas a esse caminho.

 

Do ponto de vista psicológico, poder-se-ia dizer que as técnicas freudianas correspondem a esse caminho, na medida em que ajudam a perceber as imagens inconscientes de Yesod em relação a Malkhut, ou seja, à vida cotidiana. Já as técnicas junguianas poderiam ajudar a seguir essas imagens até se tornarem símbolos de transformação que conduzem à harmonia psíquica de Tiferet (caminho 25, Yesod-Tiferet).

 

O 32º caminho representa as primeiras fases da devoção mística, bem como o caminho que leva aos planos inferiores e à memória inconsciente. Suas lições mais importantes são, no sentido ascendente, a existência da causalidade das coisas num plano mais elevado ou profundo que o do mundo físico e, no sentido descendente, a aceitação de uma limitação do espírito numa forma mais densa.

 

Agrupamento dos caminhos

 

Os Pequenos Mistérios (da Personalidade)

 

- Os que vão e vêm do ser físico: 32, 29 e 31.

 

- As estruturas da personalidade: 28, 30 e 27.

 

- Os laços com a individualidade: 25, 26 e 24.

 

- Os Grandes Mistérios (da Individualidade)

 

- As estruturas da individualidade: 20, 22 e 19.

 

- As influências sobre a personalidade: 21 e 23.

 

- Os laços com o espírito: 13, 17 e 15.     

 

Os Mistérios Supremos (do Espírito).

 

- As influências sobre a individualidade: 18 e 16.

 

- As estruturas do espírito: 14, 12 e 11.     

 

Livros :

 

1. Gareth Knight. Guide Pratique du Symbolisme de la Qabal, tomes I et II. Ediru, France (GPSQ)

 

2. Z'ev ben Shimon Halevi. (Warren Kenton). Adão e a Árvore Kabbalística. Ed. Imago. (AAK)3. -. Escola de Kabbalah. Siciliano (EK)4. -, Cabala e Psicologia. Ed.Siciliano 6. -, Astrologia Cabalística. Pensamento (AC)

 

7. Dion Fortune. A Cabala Mística. Pensamento (CM)

 

8. G.O.Mebes. Os Arcanos Maiores do Tarot. Ed. Pensamento (GOM)9. -. Os Arcanos Menores do Tarô. Pensamento. 10. Valentim Tomberg (Anônimo). Meditação sobre os Arcanos Maiores do Tarô. Ed. Pensamento (MAMT), 11. David Zumerkorn, Numerologia Judaica e seus Mistérios. Ed. Maayanot, de onde validamos a grafia do nome das letras alfabeto hebraico.

 

Um dos livros mais antigos que faz menção à “cruz celta”, é o “The Pictorial Key to the Tarot “, de Arthur Edward Waite, (1910,) Rider-Waite Tarot. “um antigo método céltico de adivinhação”, o mesmo diagrama , disposição das cartas exposta no livro Tarot mitológic

Esta tiragem é especialmente indicada para estabelecer relações, principalmente se já tivemos práticas com a Árvore Sefirótica e estamos bem familiarizados com ela.

 

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Coloque as cartas na ordem que se indica, que é o mesmo da Árvore da Vida a Cabala:

 

Observe as diferentes cartas que tenham saído em cada uma das “sefirah”, e estabeleça as correspondências. Vai permitir-lhe relacionar umas com as outras, cada carta, corresponde também a uma delas [N.T. sephirah], e seu simbolismo nos ajudará a compreendê-la melhor.

 

Costuma-se realizar esta tiragem para fazer uma análise do momento presente e, muito frequentemente, para nos observar internamente nas diferentes fases de nosso processo.

 

1 - Kether - Falará da vida espiritual do consulente

 

2 - Chokmah - Falará da personalidade e iniciativas do consulente

 

3 - Binah - Falará sobre as consequências desta personalidade e destas iniciativas, e também o lado inconsciente, a sombra da personalidade que de certa forma a sustenta

 

4 - Chesed - Refere-se a aspetos materiais no sentido de base, sobrevivência, estrutura

 

5 - Geburah - Refere-se a obstáculos, brigas, adversidades, inimigos

 

6 - Tiphareth - Reflete glória, brilho, prazer, reconhecimento, individualidade e fama

 

7 - Netzach - Especifica o traço das relações amorosas

 

8 - Hod - Mostra o retrato da mente do indivíduo

 

9 - Yesod - Reflete a psique, os sonhos e a saúde

 

10 - Malkut - Reflete o resultado de sua jornada, a casa do consulente, o que ele conseguiu

 

11 - Daath - É o que não pode ser dito em palavras

 

Etteilla associou o Tarot á cabala, sistema místico judeu na conceção do mundo, mas na realidade quem realmente se empenhou em levar adiante foi Eliphas Levi, padre católico, filósofo e simbolista Alphonse Louis Constant, um estudioso apaixonado do simbolismo e entendeu os 22 Arcanos do Tarot correspondiam ao número de letras do Alfabeto hebraico. Relacionando-os com os caminhos da Arvore da Vida.

 

De acordo cabalística de mundo, toda a criação se expressa em 10 Conceitos: Sephirot

 

Que são: a Coroa, a Sabedoria, a Inteligência, a Bondade o Amor a Justiça o Triunfo o Esplendor a Fundação do Reino (estão bem presentes também no Oráculo de Belline). Que se distribuem pelos caminhos possíveis da Árvore da Vida - são trilhos que ligam um Sephirot a outro Sephirot. A unidade é sublinhada, simbolicamente nestes três sistemas - Tarot >Cabala Alfabeto >Hebraico. Passando, Levi a definir o Tarot como, um alfabeto oculto.

 

A síntese da ciência e, a Chave da Cabala. Que deu origem ao seu livro DOGMA E RITUAL da Alta Magia.

 

Ex: A Letra BEHT - a luz do Sol, A letra Ayin o Juízo Final , o Julgamento.

 

A Geometria é uma metáfora da ordenação do Universo

 

Assim “Os 32 Caminhos da Sabedoria”. Embora não seja de compreensão fácil e imediata, ele merece ser considerado por se tratar de um texto da tradição cabalística - Constantino K. Riemma.

 

Aleph (1), o boi, o homem. Mercúrio, Touro, Gémeos e o elemento Ar. Amarelo claro brilhante, azul celeste, azul esmeralda, esmeralda salpicada de ouro.

 

Corresponde ao Arcano da Mística: I - O Prestidigitador, o Mago, Divina Essência (ou 0 - O Louco, o Espírito do Éter).

 

"O 11º caminho é a Inteligência Cintilante porque ele é a essência dessa cortina colocada junto da ordem de arranjo e lhe é dada uma dignidade especial de ser capaz de manter-se de pé diante da Face da Causa das Causas."

 

A "Face da Causa das Causas" é a fonte de toda a Criação em Keter; por isso a experiência espiritual de Hokhmah é a Visão de Deus face à face.

 

No sentido ascendente, de Hokhmah para Keter, o 11º caminho constitui portanto esse alto nível de consciência que a alma iluminada percorre desde a Visão direta de Deus face a face até a experiência transcendental ainda mais alta de União real com Deus. Trata-se da "Inteligência Cintilante".

 

Em Keter está o Verdadeiro Plano da evolução e de toda vida criada. "A ordem de arranjo (ou de composição) " é portanto um título válido para Keter. A "cortina" ou Véu é o da vida na Forma. A Forma é a cortina que oculta (e ao mesmo tempo revela) a essência da vida. Mas, nesse caso se trata de uma força pura, pois o 11º caminho é a "essência dessa cortina". Nesses níveis supremos, a forma é muito atenuada em comparação ao nível denso da nossa existência, mas nem por isso é menos poderosa. Uma forma incorreta ou mal aplicada num nível superior da manifestação pode produzir deformações que se ampliarão à medida que seus efeitos se façam sentir nos planos inferiores.

 

O elemento Ar é um bom símbolo para o Espírito, pois é ilimitado, insinua-se por toda parte e é também um grande disseminador.

 

No sentido ascendente, o 11º Caminho reapresenta a etapa final da união com Deus. A descida desse caminho é a primeira etapa da Descida do Poder simbolizado na Kabbalah pelo Raio Fulgurante. Ele representa, portanto, os primeiros inícios.

 

12º Keter - Binah

 

Beith (2), a casa; a boca humana. Lua e Mercúrio. Amarelo, violeta, cinza, índigo salpicado de violeta.

 

Corresponde ao arcano da Gnose: II - A Papisa, Gnose, Porta do Santuário, Divina Substância (ou I - O Mágico; o Mago do Poder).

 

O 12º caminho é denominado Inteligência da Transparência porque é dessa espécie de Magnificência, chamada Chazchazit, que provém as visões daqueles que se vêm em aparição.

 

Por ser o caminho da "Inteligência da Transparência" significa a capacidade de ver as coisas tais como elas são na realidade. A Forma não oculta a luminosa imagem do Criador, mas sim a revela. O Véu do Templo, para falar simbolicamente, nada tem de opaco. É o caminho que une o princípio da Forma (Binah) à sua fonte Espiritual (Keter). a verdadeira fonte da qual provém a Forma e sua força interior.

 

A raiz do termo Chazchazittem aceções de vidente, vidência, visão. Trata-se, por certo, da mais alta forma de profecia, o conhecimento espiritual, uma forma de perceção interior muito mais delicada e exata que a intuição, que por sua vez é uma forma de consciência muito mais importante e exata do que a clarividência, ou outras formas de psiquismo. Esse caminho representa capacidade de pressentir o Verdadeiro Plano nas alturas de Keter e de fazê-lo descer sob a forma de uma Verdadeira Impressão na sefirah da Forma, Binah. A descida do Plano é uma decorrência necessária, pois o conhecimento seria de pouca utilidade se não se manifestasse, sucessivamente até os níveis da consciência mental e do efeito físico.

 

13º Keter - Tiferet

 

Guímel (3), o camelo; uma mão que pega. Vênus e Virgem; a Lua. Azul, prateado, azul-claro frio, prateado riscado de azul celeste.

 

Corresponde ao arcano da Magia: III - A Imperatriz, Vênus Urânia ou Vênus do Universo, Natureza, Divina Natureza, Parto, Geração, (ou II - A Papisa, Sacerdotisa).

 

O 13º caminho é denominado a Inteligência Unificadora e é assim chamado porque é em si mesmo a essência da Glória; é a Perfeição da Verdade das coisas espirituais individuais.

 

Esse caminho se destaca entre os demais porque se encontra sobre a linha direta de contato entre o Espírito e a Individualidade.

 

Ele faz parte do que se poderia denominar de coluna vertebral da Árvore da Vida, o longo caminho entre o Espírito e a Terra, Keter e Malkhut.

 

A linha ascendente vertical da Árvore da Vida é o Caminho da Flecha, a Via Mística dos que não procuram manipular poderes ocultos, mas sim a União com Deus. O Caminho dos Místicos sobe pelo 32º caminho, a Entrada dos planos interiores, e passa através dos reinos subconscientes de Yesod. Como Yesod está ligado à função sexual, torna-se compreensível a ocorrência de imagens de natureza sexual em certos tipos de misticismo.

 

De Yesod, a Via leva através do "deserto" do 25º caminho, a Inteligência da Prova, que é a primeira Noite Escura da Alma, antes de alcançar a aurora dourada da consciência de Tiferet e o contato com o "deus interior". Mas o contato de Tiferet é ainda um aspecto menor do "deus interior", pois o Caminho conduz a seguir diretamente à fonte do ser espiritual em Keter. Essa segunda metade é o 13º Caminho, ao qual corresponde a letra hebraica Guímel, um camelo, o que nos lembra um outro deserto, portanto uma segunda Noite Escura da Alma, a travessia do Abismo, descrita por São João da Cruz.

 

Como a morte e o nascimento, o 32º, o 25º e o 13º caminhos formam principalmente uma via de transição. Poderia ser denominada a Via mais direta na demanda do Santo Graal, compreendendo-se o Graal como o recipiente que se pode fabricar com o próprio ser para se tornar capaz de reter as forças superiores, o Sangue e as Águas do Espírito.

 

14º Hokhmah - Binah

 

Dálet (4), a porta; o seio, como idéia de alimentar e ser alimentado. Júpiter e Áries; Vênus. Verde esmeralda, azul-celeste, rosa ou cereja rajada de verde claro.

 

Corresponde à Filosofia Hermética e à Obediência: IV - O Imperador, Pedra Cúbica, Forma, Autoridade, Adaptação (ou III - A Imperatriz, a Filha dos Poderosos).

 

O 14º caminho é a Inteligência Iluminante e é assim denominado porque é esse Chasmal o fundador das idéias ocultas e fundamentais da Santidade e de suas fases de preparação.

 

Do mesmo modo que o caminhos transversais interiores, o 27º e o 19º, são respectivamente os "suportes" da Personalidade e da Individualidade, o 14º é o suporte do Espírito em seu próprio nível. O texto yetzirático o denomina Chasmal, ou seja, "o Brilhante, fundador das idéias ocultas e fundamentais da santidade". Ele é, por certo, o fundamento oculto de todos os seres na Forma. A fonte do nosso ser está em Keter, mas a manifestação enquanto unidade estável pressupõe o funcionamento do Princípio da Polaridade que, neste nível, É o princípio arquetípico de Hokhmah e Binah. E esses dois princípios são ligados pelo 14º Caminho.

 

Para seguir o simbolismo da letra hebraica. esse caminho é a Porta, ou seja, a entrada para a manifestação. Poderíamos mesmo denominá-lo a Porta do mundo do Espírito, pois esse caminho segue o trajeto do Rio Fulgurante.

 

No sentido ascendente, esse caminho é o último canal de consciência no qual os pilares da Manifestação em sua ação de defensores da Forma têm ainda influência. É a Porta da Iluminação, como subentende o texto yetzirático, Iluminação Total da Visão de Deus face a face, em Hokhmah.

 

É sobre esse aspecto de manifestação que o simbolismo da lâmina do Tarô desse caminho se refere: é a pedra fundamental da construção do Templo do Homem na existência manifestada.

 

15º Hokhmah – Tiferet      Hei (5), a janela; a respiração. Áries e Mercúrio. Vermelho vivo, chama brilhante, vermelho incandescente.

 

Corresponde ao arcano da Transcendência e da Pobreza: V - O Papa, a Essência Divina, Quintessência, Religio. (ou IV - O Imperador; ou XVIII - A Estrela)

 

O 15º caminho é a Inteligência Constituinte, assim denominado porque constitui a substância da Criação nas trevas puras e os homens falaram das contemplações; é dessas trevas que se fala na Escritura: "e o enfaixei com névoas tenebrosas" (Jó).

 

Essa substância da Criação são as Águas do Não-manifestado que vertem na manifestação.

 

No sentido ascendente, lembrando que a experiência espiritual de Hokhmah é a visão de Deus face a face, podemos dizer que, ao longo desse caminho, a alma pode perceber uma centelha da majestade do seu Criador, como se, assentada diante de uma janela estreita sem vidro, ela olhasse fixamente para as trevas do espaço e visse subitamente uma estrela lampejar, indicando o ponto de origem da alma e a meta para a qual ela deve dirigir a sua evolução.

 

O fator de início e fim da evolução pessoal é sublinhado pela forma do signo astrológico de Áries: ; a queda súbita na manifestação e o posterior retorno ao ponto de partida.

 

O meio de alcançar essa meta de toda humanidade poderia ser expresso em termos bem simples: "Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, com toda a tua força e de todo o teu entendimento; e a teu próximo como a ti mesmo" (Lucas 10-27, Mateus 22-37).

 

16º Hokhmah - Hesed

 

Vav (6), o prego; o olho e o ouvido. Touro, Sagitário e Vênus. Vermelho alaranjado, índigo escuro, marrom brilhante.

 

Corresponde ao arcano da Iniciação, do Livre Arbítrio: VI - O Enamorado, Bifurcação, a Lei da Analogia, Liberdade, Mediação (ou V - O Papa, o Mago do Eterno).

 

O 16º caminho é a Inteligência Triunfal ou Eterna e é assim denominado porque é o prazer da Glória além da qual não há Glória igual. É também chamado de Paraíso preparado para os Justos.

 

O Caminho 16º, paralelo ao 18º, é um dos laços entre o Espírito e a Individualidade. O prego, reapresentação da letra Vav, é um símbolo importante do ponto de vista esotérico cristão, pois o Espírito é pregado três vezes à cruz da matéria.

 

No sentido ascendente, esse "prazer da Glória além do qual não há Glória igual" permite considerar o caminho 16 como um modelo do que deveria ser e uma promessa do que será alcançar o nível zodiacal reapresentado por Hokhmah, também denominado "Paraíso preparado para os Justos".

 

O signo astrológico desse caminho é Touro, animal que representa a mais densa concreta atitude sobre a terra, enquanto a Vaca, sua parte feminina simboliza o princípio feminino, recetivo da forma, matriz na qual se incrusta a joia do Espírito. A forma do signo, se adequa a esse caminho: um disco solar indicando a receção dos poderes do Eterno e sua difusão sob a forma de luz e calor.

 

O Graal, em suas diferentes versões, também pode ser relacionado a esse caminho, que leva à Távola Redonda Zodiacal (Hokhmah), no centro da qual se encontra o Santo Graal.

 

É o caminho no qual podemos aprender a ligar a sabedoria ao amor e, desse modo, servir de maneira totalmente impessoal.

 

17º Binah - Tiferet

 

Zain (7), a espada; uma flecha lançada com pontaria certeira. Gêmeos, Áries e Câncer. Laranja, cinza avermelhada.

 

Corresponde ao arcano do Repouso: VII - O Carro, Carruagem de Hermes, Vitória, Direito de Propriedade (ou VI - Os Namorados, os Filhos da Voz, Oráculo dos Deuses).

 

O 17º caminho é denominado a Inteligência Ordenadora que dá Fé aos Justos; nesse caminho eles são revertidos do Santo Espírito e ele é denominado o Fundamento da Perfeição no estado das coisas superiores.

 

Binah, por ser o mais "concreto" dos três sefirot supremos, contém a imagem do Espírito e sua destinação sobre a Terra. No Caminho 17 a consciência do destino do Espírito é concentrada na sede da consciência manifestada, Tiferet.

 

Binah é a "mãe da Fé, da qual a Fé emana". Nesse caminho, a Fé é dada aos Justos, que assim são revestidos do Espírito Santo. Binah está estreitamente ligada ao Santo Anjo da Guarda.

 

A Fé pode ser considerada não só como a fé em Deus, mas também a confiança em si que cada ser humano deve ter, o domínio no qual deve aplicar seus esforços, sejam quais forem os obstáculos. O signo astrológico de Gêmeos, indica a verdadeira relação que deve existir entre o Santo Anjo da Guarda e a Individualidade. Eles devem ser um o reflexo do outro. A chave desse caminho, a letra hebraica Zain, significa espada. A forma da letra sugere uma espada e, de certo modo, a ação do Santo Anjo Guardião, o qual representa Conhecimento e Propósito. O Anjo projeta uma "varinha', de Conhecimento e Propósito para os níveis inferiores da manifestação.

 

18º Binah - Gevurah

 

Chet (8), a cerca; um campo com tudo o que pode ser cultivado. Câncer e Libra. Âmbar, marrom púrpura, ruivo brilhante, castanho escuro esverdeado.

 

Corresponde ao arcano do Equilíbrio: VIII - A Justiça, a Lei do Equilíbrio, Lei, Karma (ou VII - O Carro, Filho dos Poderes da Água, Senhor do Triunfo e da Luz).

 

O 18º caminho é denominado a Inteligência da Casa da Influência (devido a sua grandeza é aumentada a abundância do influxo de boas coisas sobre os seres criados) e do seu seio são extraídos o arcano e os sentidos ocultos que habitam sua sobra e que aí permanecem estreitamente unidos pela Causa de todas as causas.

 

Esse caminho age como via de comunicação entre o Espírito e a atividade inteligente da Individualidade (Gevurah). Ele é também chamado de Casa da Influência. O texto yetzirático ("devido a sua grandeza é aumentada a abundância do influxo de boas coisa sobre os seres criados") indica o quanto essa ligação é importante para que o destino do Espírito seja cumprido na manifestação. Quando isso não ocorre o Karma em geral se acumula e os resultados da ação raramente são bons; o que é uma das consequências do Primeiro Desvio que abriu um buraco ou Abismo entre os dois níveis de existência.

 

Binah é a Mãe da Fé, da qual a individualidade obtém todo conhecimento superior do seu destino. Esse conhecimento é "o arcano e os sentidos ocultos" mencionado do texto yetzirático.

 

No sentido ascendente, isso significa que a nossa meta na evolução é ligar esses dois níveis, e que a nossa primeira tarefa é desprender os véus para transpor o Precipício e o Abismo. Só então será passível obter a impregnação do conhecimento de nosso destino nos níveis mais densos e a sua aplicação no plano físico da vida diária.

 

19º Hesed - Gevurah

 

Tet (9), a serpente; um telhado enquanto proteção e abrigo. Leão, Capricórnio e Virgem. Amarelo esverdeado, violeta escuro, cinza, amarelo avermelhado.

 

Corresponde ao arcano da Consciência: IX - O Eremita, Luz Oculta, Protetores, Iniciação, Prudência (ou XI - A Força, a Filha da Espada Flamejante, Guia do Leão).

 

O 19º caminho é a Inteligência do secreto de todas as atividades dos seres espirituais e é assim chamada por causa da influência que ela difunde a partir da mais alta e exaltada glória sublime.

 

O Caminho 19, de grande poder dinâmica, é o principal suporte da Individualidade, do mesmo modo que o 27º (igualmente de grande força) é o suporte principal da Personalidade. O 19º dispõe de uma força de "empacotamento", que mantém juntos os diversos aspetos da unidade de evolução, a Individualidade; de igual modo o caminho 27 mantém a unidade de encarnação, a Personalidade.

 

O 19º se encontra na trajetória do Raio Fulgurante. A imagem do Espírito, após ter sido propulsionada de Binah, via Daat, até Hesed, começa a construir uma sucessão dinâmica de atividades. O sentido inverso, de Gevurah a Hesed, é a via iniciática a partir da qual não são mais necessárias outras encarnações sobre a terra. As tomadas de consciência desse Caminho são particularmente profundas, pois são resultantes finais da experiência e da compreensão de um ciclo completo de evolução.

 

A prova fundamental desse caminho é a capacidade de encarar tudo o que ocorreu durante o ciclo completo da evolução pessoal, aceitando-o totalmente sem fuga ou repressão. Esse balanço final não mais admite adiamentos; o que não for enfrentado permanecerá como uma barreira ao progresso.

 

"Esse caminho não é de fato agradável, mas pela simples razão de que nós, que por ele caminhamos, não somos pessoas agradáveis". Diante das dificuldades, nossa reação habitual é atribuir a culpa aos outros. Trata-se de um grande passo começar a compreender que, de algum modo, contribuímos largamente para estabelecer nosso próprio karma.

 

O 19º caminho corresponde à segunda barreira (ou véu) da Árvore, preenchendo o intervalo entre a Severidade e a Misericórdia.

 

20º Hesed - Tiferet

 

Yud, a mão; o dedo indicador. Virgem, Capricórnio e Júpiter. Verde amarelado, cinza escuro ou esverdeado.

 

Corresponde ao arcano da Natureza Decaída: X - A Roda da Fortuna, Testamento, Kabbalah, Moinho do Mundo, Fortuna ou Sorte (ou IX - O Eremita, o Profeta do Eterno).

 

O 20º caminho é a Inteligência da Vontade. É assim chamado porque é o meio de preparação de tudo e de cada ser criado, e, por essa Inteligência se adquire o conhecimento da existência da Sabedoria Primordial.

 

Tiferet é a sefirah central da Árvores da Vida e representa assim o ponto de convergência da integralidade do ser humano na manifestação. É o ponto de equilíbrio entre a força e a forma na individualidade (Gevurah e Hesed). É também o ponto médio entre os níveis espirituais e a manifestação densa sobre a Terra.

 

Hesed, por sua vez, representa a primeira manifestação do ser numa existência sub-espiritual, contém a imagem mais pura de como o Espírito deveria se manifestar enquanto ser humano.

 

No sentido ascendente da Árvore, o 20º Caminho dá a visão do modelo do destino, proveniente dos níveis espirituais. No texto yetzirático esse caminho é denominado Inteligência da Vontade, ou seja da Vontade Espiritual, pela a qual se adquire o conhecimento da existência da Sabedoria Primordial, ou seja, o conhecimento das realidades espirituais dos níveis superiores. A contemplação contínua da verdadeira imagem é assim o "meio de preparação de todo e qualquer ser criado", pois ela serve de guia no caminho da evolução individual e indica os tipos de veículos ou recursos que devem ser construídos para continuar a segui-lo.

 

A chave do caminho é a letra hebraica Yud, a primeira letra do Nome Divino supremo JHVH, que significa o início das coisas. Seu significado é a Mão, neste caso a Mão de Deus ou a mão do Espírito que guia a alma na sua evolução.           

 

Pode-se denominar Consciência Crística a tomada de consciência da Vontade do Pai que está nos Céus. A primeira centelha dessa consciência Crística pode ser vista como a influência do 20º Caminho que liga Tiferet (o ponto mais baixo da individualidade e o mais alto da personalidade) à Hesed (a esfera do ser manifestado na qual a verdadeira Vontade do Espírito é conhecida).

 

Porém, por causa do Desvio Original, a situação real está muito longe de ser tão simples como essa. O Pecado Original foi a recusa por parte da individualidade de realizar a vontade original do Espírito no momento de entrar no universo de Deus Pai. A consequência foi a criação de um falso modelo. Em termos cabalísticos isso significa que a imagem refletida de Hesed não é mesma que se encontra no Triângulo Supremo do Espírito. Há como que uma fissura entre o Espírito e a Individualidade, que se reproduz no nível inferior como uma fissura entre a Individualidade e a Personalidade. O Abismo e o Despenhadeiro são consequências dos feitos do homem, frutos do pecado. O processo evolutivo deveria ser uma luta, segundo o Plano Divino, e não essa estagnação na obscuridade espiritual cercada de guerra, pobreza e doença que acabaram por definir a condição humana.

 

A lição a reter é que a Demanda no Santo Graal não termina em Tiferet, nem mesmo em Hesed, mas em Keter. O destino pessoal e a evolução completa, só podem ser alcançados no momento em que todos os elos, partidos sejam restabelecidos e que a Verdadeira Vontade do Espírito, e não só a da individualidade, se manifeste de um modo totalmente controlado sobre a Terra.

 

21º Hesed - Nezah

 

Kaf (20), a palma da mão. Leão, Marte, Júpiter. Violeta, azul, púrpura brilhante, azul brilhante raiado de amarelo.

 

Corresponde ao arcano da Virgem: XI - A Força, o Leão Dominado, Força Divina, Força Humana, Força Natural (ou X - A Roda da Fortuna, as Forças da Vida).

 

O 21º caminho é a Inteligência da Conciliação e da Recompensa, assim chamado porque recebe a influência divina que aí opera por meio das bênçãos dadas a todas as existência e a cada uma em particular.

 

Representa a ligação entre a pura imagem do que a individualidade tem a intenção de cumprir (Hesed) e a imaginação criativa e as emoções superiores da personalidade (Nezah). Compreende os ideais e aspirações que cativam a imaginação do homem.

 

A influência desse caminho age principalmente sobre as emoções e é essa aspiração indefinida que leva homens e mulheres a se colocarem na busca. É nessa fase que se tornam "buscadores" no mundo interno, embora muitos escolham o caminho das aventuras físicas ou se deixem apaixonar pelas viagens. Outros confundem ainda o apelo de sua própria natureza superior com a atração física por um outro ser humano.

 

Um outro fator interessante é o desejo de mudança que esse impulso traz, muitas vezes sob a forma de sonhos de uma vida paradisíaca em ilhas desertas e afastadas ou, mal terminadas as férias, já começar a fazer planos para as férias seguintes. No extremo encontram-se aqueles que se intoxicam com drogas ou com experiências sexuais como meio de "fugir desse mundo".

 

A primeira exigência nas fases iniciais da Busca é o Discernimento, virtude de Malkhut. Porém, todas as virtudes das sefirot da personalidade inferior serão chamadas a atuar: a Independência de Yesod, pois deverá conservar uma abertura a toda prova; a passagem pelo crivo das provas subjetivas ou objetivas que vêm a seguir se encontra na Veracidade de Hod; a capacidade de admitir sua própria ignorância, de "voltar a ser como uma criança", está contida no desapego de Nezah; e, acima de tudo, a virtude que levará a alma através de todas as dificuldades do caminho: a Devoção à Grande Obra de Tiferet.

 

Existe um nexo entre este caminho do Desejo e da Visão e o 32º caminho do Ir e Voltar na forma física em Malkhut. Basta lembrar que a letra Kaf, que corresponde ao caminho 21, também aparece na forma de echarpe que flutua ao redor da personagem dançarina da carta (Arcano Maior) 21, O Mundo, que alguns numeram como 22.

 

22º Gevurah - Tiferet

 

Lamed (30), o aguilhão; o braço utilizando todas as articulações. Libra, Peixes, Neptuno. Esmeralda, azul, verde-azulado, verde claro.

 

Corresponde ao arcano da Fé: XII - O Pendurado, Messias, Misericórdia (ou Cáritas), Zodíaco (ou VIII - A Justiça, a Mestra do Equilíbrio.

 

O 22º caminho é a Inteligência Fiel e é assim denominado porque, por ele, as virtudes espirituais são desenvolvidas e todos os habitantes da Terra estão perto de ficar sob a sua sombra (= sob a proteção de suas asas).           

 

Esse caminho tem uma importância suplementar por se encontrar na linha do Raio Fulgurante. É geralmente conhecido, no sentido ascendente, como o caminho dos Ajustes Cármicos. Tal como o 20º, seu oposto complementar, este caminho tem afinidades com Daat, pois Daat é também uma esfera de equilíbrio. Esses ajustes e reajustes podem ser representados pelo monstro com cabeça de crocodilo, que devora os Reprovados na cena do Julgamento no Livro dos Mortos egípcio.

 

Como a maior parte dos espantalhos pavorosos dos mitos religiosos ou das lendas, os chamados monstros do mal são, na realidade, um véu que oculta aquilo que não podemos enfrentar em nós próprios.

 

No sentido ascendente, o 22º caminho pede a redenção e a assimilação de todo o nosso passado. A maior parte dessa confrontação ocorre no caminho 19, mas a avaliação de todos os fatores, na qual nada será esquecido, se faz no 22º.

 

O aguilhão, símbolo da letra Lamed, como os demais símbolos de Gevurah, pode sugerir ideias de castigo, mas isso não é estritamente exato. Podemos também associar esse caminho ao 11º (Keter-Hokhmah), representado pela letra Alef, que simboliza o boi, o mais terra a terra dos animais.

 

O processo da manifestação, que continua ativo no caminho que vai de Gevurah para a relativa estabilidade de Tiferet, fica bem simbolizado pelo aguilhão.

 

Os poderes desse caminho, poderão ficar mais claros se nos lembrarmos de um símbolo menos conhecido para a letra Lamed: Asa. É com as Asas da Fé que a alma pode melhor cumprir seu destino e escapar da sombra do karma, como sugere o texto yetzirático.

 

23º Gevurah - Hod

 

Mem (40), a água; a qualidade mediadora do feminino nas mudanças. Escorpião, Marte, Plutão, Saturno; o elemento água. Azul escuro, verde água, verde oliva.

 

Corresponde ao arcano da Vida Eterna: XIII - "Sem Nome", a Foice, Morte e Reencarnação, Transmutação da Energia (ou XII - O Pendurado, Espírito das Águas).

 

O 23º caminho é a Inteligência Estável e é assim denominado porque tem a virtude da coerência entre todas as numerações.

 

Liga, no sentido ascendente, o princípio intelectual a uma faculdade espiritual de julgamento rigoroso. Compreende o sacrifício das idéias e padrões anteriores, sem o qual se retrocede.

 

Hod é um dos sefirah que correspondem ao elemento Água. Um dos atributos da Água é a reflexão e, em Hod, podemos distinguir os reflexos dos princípios dos mundos superiores.

 

As imagens em Hod se apresentam mais sob a forma de abstrações (os símbolos geométricos de Pitágoras, por exemplo) do que sob a forma de confusas inquietações do subconscientes (os sonhos, por exemplo) de Yesod.

 

A similaridade de função dos dois sefirot pode ser compreendida pela reapresentação dos planetas correspondentes: a Lua de Yesod tem a forma de uma taça, de um recetáculo, que é o mesmo símbolo que coroa Mercúrio.

 

Gevurah não alcança seus propósitos apenas pela intensa atividade ou pela violência, mas também pela sua persistência no tempo. Temos, portanto, no 23º caminho, de um lado a estabilidade necessária para refletir os mundos superiores sem deformá-los e, de outro, a estabilidade do esforço durante um período incomensurável.

 

24º TIFERET - NEZAH

 

Nun (50), o peixe; o fruto. Escorpião, Aquário e Sagitário. Azul-esverdeado, marrom descorado, marrom bem escuro, marrom esverdeado.

 

Corresponde ao arcano da Inspiração: XIV - A Temperança, Dedução, Reversibilidade, Engenho Solar (ou XIII - A Morte, Filho dos Grandes Transformadores).

 

O 24º caminho é a Inteligência Imaginativa, assim denominada porque dá uma semelhança a todas as similitudes criadas de modo similar às suas harmoniosas elegâncias.

 

Representa a prova no caminho do poder. Corresponde à destruição dos impulsos egoístas com finalidade de uma reconstrução num nível mais elevado de individuação.

 

Os três caminhos (24º, 25º e 26º) que ligam as sefirot do Mundo da Forma (Yetzirah) à Tiferet, são caminhos de sacrifício, ou seja, da troca de alguma coisa por outra melhor. A meta é descobrir a nossa verdadeira Vontade Espiritual e ter a coragem de agir em função dela. O 24º caminho representa a morte e o nascimento da personalidade e se relaciona com a Vontade de Transformação. O 26º propõe a transformação da inteligência em Intuição; e o 27º a transformação da vontade, da inteligência e da memória da personalidade em Caridade, Fé e Esperança.

 

Embora esses três caminhos tenham igual importância, o 24º possui o significado suplementar de estar na rota do Raio Fulgurante. É denominado "Inteligência Imaginativa", pois a personalidade pode se tornar imagem do princípio espiritual. A letra hebraica que corresponde ao caminho 24 é Nun, o peixe, que no nível do simbolismo sexual representa o esperma masculino. O peixe, em especial, está associado a Cristo.

 

25º Tiferet - Yesod

 

Samech (60), o sustentáculo; uma flecha contornando a superfície de uma circunferência. Sagitário e Saturno. Azul, amarelo, verde, azul escuro brilhante.

 

Corresponde ao arcano da Contra inspiração: XV - O Diabo, Lógica, Nahash (a serpente que seduziu Eva), Fatum (ou XIV-A Temperança, Filha de Reconciliadores).

 

O 25º caminho é a Inteligência da Prova ou Tentação, assim denominado por ser a primeira tentação pela qual o Criador prova todas as pessoas virtuosas.

 

É o caminho entre a Personalidade e a Individualidade, no qual se desenvolvem os primeiros vislumbres da consciência superior. Representa a prova da viagem de travessia do deserto, que necessita da Fé e da Coragem para ser empreendida, que exige o abandono da aparente segurança dos mundos inferiores.

 

Cada uma das três vias que levam a Tiferet (os caminhos 24, 25 e 26) contêm a experiência conhecida pelo nome de Noite Escura da Alma. No 25º caminho a alma deve progredir no Caminho Deserto, deixando para trás a vida dos mundos exteriores e inferiores, embora ainda inconsciente da vida dos mundos interiores e superiores, invocando a luz interior que se tornará a aurora dourada nas trevas.

 

Trechos de Noite Escura da Alma, São João da Cruz

 

"As almas começam a entrar nessa Noite Escura quando Deus as liberta pouco a pouco de um primeiro estado, aquele em que se medita na vida espiritual, e as introduz num estado mais avançado que é o dos contemplativos. É necessário passar por esse caminho para se tornarem perfeitas, ou seja para alcançar a divina união da alma com Deus. Ora, para explicar e melhor dar a entender a natureza da Noite que a alma deve atravessar e o motivo pelo qual Deus a introduz aí, é indispensável dizer uma palavra sobre os defeitos específicos dos iniciantes: seremos breve, mas sem deixar de lhes ser útil. Eles assim se darão conta da fraqueza do estado no qual ainda se encontram. Com uma nova coragem, desejarão que Deus os introduza nessa Noite em que a alma é confirmada em suas virtudes e na qual se encontra as inefáveis delícias do amor divino. Que nos seja portanto permitido deter um momento para dizer simplesmente o necessário em vista da Noite Escura, que trataremos a seguir".

 

"Sabemos que a alma, tão logo se tenha decidido a se colocar completamente a serviço de Deus, torna-se objeto especial da solicitude divina para favorecê-la e fazê-la crescer em espírito. Os cuidados com os quais Deus preenche sua vida espiritual lembram os de uma mãe, cujos afetos se concentram sobre seu filho. Ela os aquece em seu seio, os alimenta com seu leite, dá os mais delicados alimentos, carrega-o em seus braços e o cobre de carícias. Mais tarde, quando a criança cresce, o carinho se torna menos expansivo, o amor se oculta, os seios esfregados com aloés enjoam a criança, e então a mãe termina por colocá-lo no chão, para que ele use os próprios pés, deixe de ser pequeno e se desenvolva com atos mais de acordo com as exigências da vida... "

 

"Por Noite Escura, entendemos a Contemplação, e ela produz nos espirituais dois gêneros de trevas ou de purificações, conforme afete um ou outro dos elementos do homem, a parte sensitiva ou a parte espiritual. Há portanto uma primeira Noite ou purificação dos sentidos, que dá à alma sua pureza segundo sua parte sensitiva e acomodando o sentido ao espírito. A segundo Noite ou purificação espiritual é aquela em que a alma se purifica e se despoja segundo o espírito a fim de se acomodar e se tornar apta à união de amor com Deus. A Noite dos sentidos é comum: ela se produz num grande número de iniciantes, e dela nos ocuparemos em primeiro lugar. A Noite do espírito é excecional; ela é privilégio daqueles que já se exercitaram e avançaram e a explicaremos em segundo lugar. "

 

"A primeira noite é amarga e temível para os sentidos, tal como veremos. A segunda não tem comparação, é só horror e espanto para o espírito; e como a Noite dos sentidos é pela ordem a primeira que a alma deve atravessa, direi uma palavra sem me estender, visto ser bem conhecida e ter sido descrita com freqüência. Nos deteremos sobretudo na Noite do espírito porque os ensinamentos orais e os livros geralmente as negligenciam e principalmente porque a experiência é rara.

 

Como o modo pelo qual os iniciantes principiam o caminho divino é vulgar, e como ela está muito sujeita aos seus próprios desejos e elãs, Deus se interpõe para fazê-los progredir, libertando-os de sua baixa conceção de amor. Ele quer eleva-os até Ele, fazê-los abandonar o exercício inferior dos sentidos (a imaginação) e do raciocínio através do qual se busca Deus de modo mesquinho no meio de obstáculos que já assinalamos, e os introduz no exercício mais fecundo do espírito, aquele que permite comunicar menor imperfeitamente com Deus. Ele se ocupa deles porque já desde algum tempo os iniciantes mostraram sua perseverança nos caminhos da virtude pela meditação e pela oração.

 

Encontrando aí um sabor, satisfazendo seu gosto, eles são pelo menos desligados das coisas do mundo. Suas forças espirituais em Deus são aumentadas e, por isso, eles aprenderam a refrear o apetite que leva para as criaturas. Eis que se tornam capazes de suportar por Deus uma contrariedade, uma aridez sem ter imediatamente a idéia de recuar para encontrar as antigas satisfações."

 

"Ora, no momento em que estão bem à vontade em seus exercícios espirituais, em que imaginam caminhar plenamente com os favores divinos, bruscamente Deus os mergulha na obscuridade: a porta da felicidade se fecha, a fonte tão agradável da bebida espiritual, em que saboreavam Deus tão freqüente e tão longamente quando desejassem, encontra-se esgotada... E Ele os deixa numa obscuridade tal que eles chamam em vão o socorro do sentido (da imaginação) e do raciocínio para se dirigir. Para onde vão? Eles o ignoram; impossível avançar como antes pela meditação discursiva. O sentido interior, já paralisado nessa Noite, encontra-se tão árido que, longe de reencontrar a antiga satisfação e o encanto das coisas espirituais e de seus exercícios, ele só se choca com desgostos e contrariedades."

 

"Deus notou que esses iniciantes tinham crescido um pouco; agora, o progresso deve retirá-los dos cueiros, afastá-los do seio alimentar, colocá-los na terra para que aprendam a usar os próprios pés. Se tudo isso parece estranho, é porque tudo se passa no sentido contrário ao dos seus hábitos".

 

26º Tiferet - Hod

 

Ayin (70), o olho; uma conexão em estado de tensão. Capricórnio, Escorpião, Plutão e Urano. Índigo, negro, azul escuro, verde escuro e frio.

 

Corresponde ao arcano da Construção: XVI - A Torre, Eliminação Lógica, Contração Astral, Destruição física, Casa de Deus (ou XV - O Diabo, a Porta da Matéria).

 

O 26º caminho é denominado a Inteligência Renovadora porque, por ele, o Deus Santo renova todas as coisas mutáveis que são regeneradas pela criação do mundo.

 

Do mesmo modo que o 25º caminho é uma Noite Escura da Alma no caminho do Amor ou do Misticismo Devocional, e o 24º caminho é uma prova no Caminho do Poder ou do Misticismo da Natureza e da Arte, pode-se considerar o 26º caminho como uma prova similar no Caminho da Sabedoria, o Caminho Hermético.

 

Escapar das limitações da forma exige a ruína das construções do intelecto. A ideia que o homem faz de Deus, por exemplo, vai se modificando na medida de sua própria evolução.

 

O signo de Capricórnio atribuído a esse caminho fala da autoridade, da limitação e da densificação. Mas a cabra que figura esse signo também diz que percorrendo agilmente o caminho, de rochedo em rochedo, poderá alcançar altos picos. No correr do percurso nossa compreensão se modificará pois, afinal, esse caminho é denominado Inteligência Renovadora. À media em que o ar mental se rarefaz, os processos mentais se transformarão de inteligência em intuição. Esse caminho é uma operação de transformação da consciência intelectual de Hod na consciência iluminada de Tiferet.

 

27º Nezah - Hod

 

Pei (80), a boca; uma boca com língua, ou seja, uma boca que fala. Mercúrio, Peixes e Netuno, Marte. Vermelho, vermelho brilhante raiado de azul e esmeralda.

 

Corresponde ao arcano do Crescimento e da Mãe: XVII - A Estrela, a Esperança, Intuição, Estrela dos Magos (ou XVI - A Casa de Deus, Senhor dos Exércitos).

 

O 27º caminho representa a Inteligência Ativa e estimulante porque, por ele, cada ser recebe seu espírito e seu movimento.

 

Esse caminho é o suporte principal da Personalidade. É o primeiro véu ou barreira do caminho ascendente, ligando o centro do poder criador em Nezah ao centro do pensamento concreta em Hod.

 

O 27º caminho está na rota do Raio Fulgurante e manifesta a força de vida nos mundos inferiores. Ele liga as sefirot de base dos pólos opostos do Princípios da Manifestação, o pilar positivo da Misericórdia e o pilar negativo do Rigor.

 

A letra hebraica para esse caminho, Peh, significa boca, órgão que ingere os alimentos (aspecto recetivo) e emite a palavra (aspecto ativo). O Yud que preenche a boca pode ser considerado uma figuração da língua que formula o Verbo em ação, ou até mesmo o próprio Verbo. No caso do 27º caminho, os Verbo se refletiu nos níveis inferiores astral-mental e formou uma veículo para si, a Personalidade. É por meio dessa Personalidade que o Verbo é pronunciado para o nível de existência mais denso, Malkut, o mundo físico.

 

Como esse caminho representa a estrutura da personalidade, o símbolo da boca nos lembra que a meta da encarnação é a busca do alimento na Forma em benefício da individualidade e do Espírito.

 

"O nome do caminho dá uma boa indicação. O caminho entre Hod e Nezah é chamado, a partir da letra hebraica que lhe foi designada e do significado de sua raiz, "florescer e murchar", isto é, aparecer e, então, desvanecer. Isso é um fenômeno vital e contínuo da mente. O caminho entre Hod e Yesod é chamado de "Boca", originando-se da letra hebraica Peh; o seu complemento no caminho Yesod-Nezah é chamado de "macaquear ou imitar". Esse caminhos combinados formam, com seus sefirot, um nítido retrato do trabalho dessa tríade. Além do mais, se levarmos adiante esse princípio kabalístico, a palavra "Nakaph", formada pelas letras desses três caminhos, significa "andar em círculos". (AAK,207).

 

Halevi, como se pode notar pela citação acima, estabelece uma relação entre as letras hebraicas e os Caminhos, diferente do que fizeram até agora os autores franceses e ingleses.

 

28º Nezah - Yesod

 

Tsadi (90), o anzol; uma cobertura, uma tampa que se fecha. Aquário, Câncer, Lua e Peixes. Violeta, azul celeste, malva azulada, branco matizado de púrpura.

 

Corresponde ao arcano da Inteligência: XVIII - A Lua, Crepúsculo, Hierarquia Oculta, Perigos Ocultos (ou IV - O Imperador, Filho da Manhã; ou XVII - A Estrela).

 

O 28º caminha é denominado a Inteligência Natural; por ele, tudo o que se encontra abaixo do Sol é terminado e concluído.

 

É o caminho de grandes poderes e forças porque, por ele, as forças pura da imaginação criadora são vertidas para o nível subconsciente.

 

Entre as pessoas cultivadas, a Personalidade deveria ser uma reprodução da Individualidade; em outros termos, o que está embaixo deveria ser semelhante ao que está acima, para estar de acordo com o axioma hermético. Esse fator é mostrado pelo signo de Aquário, , uma linha em ziguezague que lembra o Raio, refletido abaixo por uma linha ziguezague similar. A linha superior representa a Individualidade, a linha inferior a Personalidade. Desse modo, "tudo o que se encontra sob o Sol é terminado e concluído".

 

A adoração da Natureza também cabe no 28º caminho. O aspecto feminino dessa adoração, Vênus ou Ísis, é indicado pela figura simbólica de Nezah, a Bela Mulher Nua, embora seus aspectos profundos venham de Binah. Esse caminho corresponde ao canal de inspiração artística e de todo trabalho criativo. Ele se refere a Lúcifer, o portador da Luz., cujos aspectos superiores aparecem na lenda do Santo Graal, vaso que teria sido esculpido da esmeralda caída da fronte de Lúcifer. E a esmeralda é a pedra atribuída a Vênus/Afrodite/Nezah.

 

Os variados significado do 28º caminho vão desde o da polaridade sexual, do contato com os reinos não humanos, até a formação de um canal interior na consciência para a representação dos aspectos superiores da alma.

 

29º Nezah - Malkhut

 

Kuf (100), o machado, uma arma cortante, a nuca. Peixes, Gêmeos, Sol e Leão. Vermelho vivo, camurça salpicado de branco prateado, castanho róseo.

 

Corresponde ao arcano da Intuição: XIX - O Sol, Luz Resplandecente, Verdade Fecunda, Virtude Fecunda, Ouro dos Filósofos (ou XVIII - A Lua, a Regente do Fluxo e Refluxo, Filha dos Filhos do Todo Poderoso).

 

O 29º caminho é denominado Inteligência Corporal porque constrói cada corpo criado em todos os mundos, bem como sua reprodução.

 

Está ligado ao corpo físico, esse grande complexo de sangue, carne, ossos e nervos que o Espírito utiliza para se manifestar sobre a Terra. Também se refere aos instintos fundamentais, em particular à sexualidade e à reprodução. O fato de possuirmos raízes biológicas físicas é uma das verdades que devemos enfrentar no 29º caminho.

 

O homem urbano tende a aumentar o controle sobre os instintos, o que pode torná-lo cego para as leis da natureza. Mas o homem não pode escapar do seu aspecto primitivo. Ele pode controlar, transcender, mas sempre se deparar á com esse lado da natureza em sua vida física. A aceitação desse estado talvez seja a principal lição do caminho 29º.

 

Trata-se de um caminho do panteísmo e das etapas primitivas e mais terra a terra do "Raio Verde", a via do misticismo da natureza. Aqui não cabe o "amor" superficial e sentimental do citadino pela natureza, mas sim a atitude ambivalente de amor e ódio do camponês que dela deve tirar sua subsistência através de uma verdadeira luta.

 

O amor real pela natureza, como o verdadeiro amor humano, não é uma coisa de apreciação refinada e impalpável, mas uma confrontação e aceitação voluntária da realidade. O mito de Leda e o cisne (Zeus) cabe neste caminho. Do seu encontro amoroso nascem Castor e Pólux, os Gêmeos Celestes, representação da Individualidade e da Personalidade.

 

30º Hod - Yesod

 

Reish (200), a cabeça; uma cabeça humana. Saturno, Urano e o elemento Ar, o Sol. Laranja, amarelo dourado, âmbar, âmbar rajado de vermelho.

 

Corresponde ao arcano da Ressurreição: XX - O Julgamento. Transformação Astral, Transformações no Tempo (ou XIX - O Sol, o Senhor do Fogo do Mundo).

 

O 30º caminho representa a Inteligência Coletiva e, por meio dela, os astrólogos adquirem o conhecimento das estrelas e dos corpos celestes e aperfeiçoam sua ciência em função das leis que regem o movimento das estrelas.

 

Trata-se de um caminho de esclarecimento, que liga a visão do mecanismo do universo, Yesod, à visão do esplendor, Hod. Este é a sefirah do Mensageiro Divino, do Senhor dos Livros, e igualmente do Arcanjo Miguel, que dispersa as forças das trevas.

 

A letra hebraica significa cabeça, o que supõe inteligência, enquanto que o texto yetzirático sublinha a perfeição da ciência. Nesse texto a astrologia é representativa de todas as ciências, cuja meta é a compreensão das leis com as quais se pode prever os acontecimentos.

 

O princípio solar do 30º caminho pode lançar uma luz crua sobre os desvios do ser, tais como se manifestam na personalidade. A lança e a espada do Miguel Arcanjo, neste caso, não são apenas as armas simbólicas para lutar contra os demônios, mas as pontas de acusação e cauterização dirigido para o mais profundo do coração daqueles que caminham nos níveis mais baixos desse caminho.

 

Os caminhos da Árvore da Vida são para a alma como grandes viagens e importantes experiências e aquele que está na demanda do Santo Graal em Keter acolherá com prazer os processos petrificadores no seu caminho. Aquele que ousa se manter nu sob a luz brilhante da Verdade, como fazem os personagens da lâmina do Tarô, compreenderá que iniciou uma Busca verdadeira e probatória e não um romance encantador ou um jogo esotérico de salão.

 

31º Hod - Malkhut

 

Shin (300), o dente; uma flecha em movimento oscilante. Sol, Sagitário e o elemento fogo. Laranja, vermelho vivo salpicado de ouro ou de esmeralda.

 

Corresponde ao arcano do Amor: "O Arcano Sem Número", o Louco, o Viajante, a Matéria ou XXI - O Mundo (ou XX - O Julgamento, o Espírito do Fogo Primordial).

 

O 31º caminho é a Inteligência Perpétua, mas porque é assim denominada? É porque ele rege os movimentos do Sol e da Lua em seu rumo próprio, cada um na órbita que lhe convém.

 

Este caminho comunica a direção ou a revelação de fatores mentais que, elevados a um nível sempre crescente, vão provocar a grande diferença entre o homem e os animais selvagens.

 

O texto yetzirático, o único com pergunta e resposta, indica que esse caminho se refere à instrução no nível mental.

 

Ele rege os movimento do Sol e da Lua, símbolos supremos da radiação e da receptividade.

 

Héstia/Vesta, deusas do fogo, e Prometeu, cujo nome significa "Previsão, que oferecem a principal distinção entre os homens e os animais, podem ser associados a esse caminho. Pode-se dizer que o 31º compreende os instintos superiores, por exemplo, os ternos sentimentos associados à paternidade, à maternidade, à união.

 

Como ele nos leva a Hod, é influenciado pelos aspetos civilizadores do número e da palavra, que permitem o cálculo e a medida e, também, a comunicação com um nível superior.

 

Enquanto o caminho 29 nos oferece uma confrontação com a herança biológica, recapitulada no ventre materno, o 31º pode nos revelar os fatores das vidas precedentes que desempenham uma papel importante na formação do temperamento da vida presente.

 

32º Yesod - Malkhut

 

Tav (400), a cruz; um peito. Sol, Saturno e os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário). Índigo, negro, azul escuro, negro rajado de azul.

 

Corresponde ao arcano da Alegria. XXI - O Mundo, a Coroa Mágica, Adaptação da Obra Magna, Onipotência Natural ou O Louco, o arcano sem número.

 

O 32º é a Inteligência Organizadora. É assim denominado porque governa e associa os movimentos dos sete planetas guiando-os em suas trajetórias próprias

 

Esse caminho liga Malkhut, o mundo físico, à Yesod, o véu etérico e inconsciente universal que representa o fundamento da existência física. É um caminho de introversão da consciência sensorial para a consciência das profundezas do mundo interior.

 

É também o caminho da Iniciação. Yesod, sefirah da Lua, reflete e magnetiza o poder oculto. Deméter e sua filha Perséfone, podem ser assobiadas a esse caminho.

 

Do ponto de vista psicológico, poder-se-ia dizer que as técnicas freudianas correspondem a esse caminho, na medida em que ajudam a perceber as imagens inconscientes de Yesod em relação a Malkhut, ou seja, à vida cotidiana. Já as técnicas junguianas poderiam ajudar a seguir essas imagens até se tornarem símbolos de transformação que conduzem à harmonia psíquica de Tiferet (caminho 25, Yesod-Tiferet).

 

O 32º caminho representa as primeiras fases da devoção mística, bem como o caminho que leva aos planos inferiores e à memória inconsciente. Suas lições mais importantes são, no sentido ascendente, a existência da causalidade das coisas num plano mais elevado ou profundo que o do mundo físico e, no sentido descendente, a aceitação de uma limitação do espírito numa forma mais densa.

 

Agrupamento dos caminhos

 

Os Pequenos Mistérios (da Personalidade)

 

- Os que vão e vêm do ser físico: 32, 29 e 31.

 

- As estruturas da personalidade: 28, 30 e 27.

 

- Os laços com a individualidade: 25, 26 e 24.

 

- Os Grandes Mistérios (da Individualidade)

 

- As estruturas da individualidade: 20, 22 e 19.

 

- As influências sobre a personalidade: 21 e 23.

 

- Os laços com o espírito: 13, 17 e 15.     

 

Os Mistérios Supremos (do Espírito).

 

- As influências sobre a individualidade: 18 e 16.

 

- As estruturas do espírito: 14, 12 e 11.  


Tarot Oráculos

Obrigada pelo vosso interesse 

Ana Paiva    

 

Livros :

 

1. Gareth Knight. Guide Pratique du Symbolisme de la Qabal, tomes I et II. Ediru, France (GPSQ)

 

2. Z'ev ben Shimon Halevi. (Warren Kenton). Adão e a Árvore Kabbalística. Ed. Imago. (AAK)3. -. Escola de Kabbalah. Siciliano (EK)4. -, Cabala e Psicologia. Ed.Siciliano 6. -, Astrologia Cabalística. Pensamento (AC)

 

7. Dion Fortune. A Cabala Mística. Pensamento (CM)

 

8. G.O.Mebes. Os Arcanos Maiores do Tarot. Ed. Pensamento (GOM)9. -. Os Arcanos Menores do Tarô. Pensamento. 10. Valentim Tomberg (Anônimo). Meditação sobre os Arcanos Maiores do Tarô. Ed. Pensamento (MAMT), 11. David Zumerkorn, Numerologia Judaica e seus Mistérios. Ed. Maayanot, de onde validamos a grafia do nome das letras alfabeto hebraico.

Titulo

 

Um dos livros mais antigos que faz menção à “cruz celta”, é o “The Pictorial Key to the Tarot “, de Arthur Edward Waite, (1910,) Rider-Waite Tarot. “um antigo método céltico de adivinhação”, o mesmo diagrama , disposição das cartas exposta no livro Tarot mitológic

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

O RITUAL DE ORAÇÂO 21 DIAS DO ARCANJO MIGUEL

 


O ritual de oração dos 21 dias do Arcanjo Miguel tem como objetivo fazer uma limpeza espiritual, assim libertando das limitações que impedem sua vida de fluir. Cultuado em diversas religiões, o Arcanjo Miguel é protetor e líder do exército de Deus, uma vez que combate todos os poderes do mal. Desse modo, a oração de São Miguel Arcanjo deve ser realizada durante o tempo previsto, sem interrupções. Passado este período, a clareza e tranquilidade vão imperar em todas as esferas da vida.


AQUI : https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/horoscopo/21-dias-de-sao-miguel-arcanjo-para-limpeza-espiritual,cdbad1d364222140c796baf925bd9f78ayq5sbhx.html?utm_source=clipboard

O mantra "Kodoish Kodoish Kodoish Adonai Tsebayoth" pode ser traduzido aproximadamente como "Santo, Santo, Santo, é o Senhor dos Exércitos"

  • Kodoish: Significa "santo" em hebraico. A repetição da palavra "Kodoish" três vezes enfatiza a santidade e a importância do significado espiritual.
  • Adonai: Tradicionalmente traduzido como "meu Senhor", é uma das formas mais reverenciadas de se referir a Deus na tradição judaica.
  • Tsebayoth: Esta palavra refere-se aos "exércitos" ou "hosts", que no contexto simbólico, está ligado aos seres espirituais ou anjos que servem ao Senhor.
Obrigada pelo vosso interesse 
Tarotor+aculos 
Ana Paiva 

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

A ÀRVORE DE NATAL - FELIZ NATAL

 

feliz Natal, que nos traz de volta as ilusões da infância, recorda ao idoso os prazeres da juventude e transporta o viajante de volta à própria lareira e à tranquilidade do seu lar

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A árvore de Natal e o solstício de inverno estão ligados pelas  pelas origens celtas da tradição quando os povos antigos decoravam as árvores celebrar o retorno da Luz durante o Solstício   da  vida sobre a morte no Inverno Mais tarde, a Igreja adotou a árvore como símbolo da Natividade e, ao longo dos séculos,  

A árvore de Natal só foi aceite em Portugal a partir de meados do século XX, sendo hoje um dos símbolos mais reconhecidos do Natal, 


FELIZ NATAL , Que os vossos objectivos se concretizem, sejam felizes e muita saúde ( o bem mais valioso)

Obrigada pelo vosso interesse 

Tarotoraculos 

Ana Paiva  

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

#PREVISÕES PARA O ANO 2026 -


A Roda da Fortuna que representa - Mudança, ciclos, destino e o movimento constante da vida,  o momento é de transição e que é preciso adaptação, pois os acontecimentos seguem um curso natural., Sinais de que as coisas estão em constante movimento, representando as fases de um ciclo, como ascensão e queda..

Sugere a lei da compensação e a ideia de que o destino de uma pessoa será cumprido, mesmo que isso venha através de surpresas.É um lembrete para ser flexível e se adaptar às mudanças que surgem, em vez de tentar controlá-las.

O 10º Arcano é figurado por uma roda presa a duas colunas por um eixo. À direita, Hermanubis, Gênio do Bem, esforça-se para subir ao ponto mais elevado.Hermanubis é uma divindade grego-egípcia que resultou da fusão de Hermes (mitologia grega) e Anúbis (mitologia egípcia). Como os deuses que o formaram, ele era o condutor das almas dos mortos, guiando-as para o além, e o seu culto foi particularmente popular durante o Império Romano

À esquerda, Tífon, Gênio do Mal, é precipitado para baixo.Tifão é uma besta horripilante nascida para acabar com Zeus e com o Olimpo. Filho da vingativa Gaia e do sinistro Tártaro, um deus primordial que vive enclausurado nas profundezas. Foi responsável pela fuga em massa dos deuses olimpianos, porque é capaz de incutir grande pavor. Venceu a primeira luta contra Zeus, mas foi derrotado na segunda.

 A Esfinge, em equilíbrio nesta roda, tem uma espada nas suas garras de leão. Representa o destino, sempre pronto a ferir à direita e à esquerda, e que, conforme a roda gira sob o seu impulso, deixa subir os mais humildes e derruba os mais altivos.


Titulo
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A Roda da Fortuna é uma carta Activa, ela gira sem controle.

decompondo o ano 2026 ele representaria o Julgamento e a Justiça .Implica a lei de causa e efeito, o resultado de acções passadas, a sabedoria adquirida pela experiência e pode denotar uma vida nova, uma investida criativa ou riqueza, ou o apego excessivo pelo apego excessivo ao que se possui.Ela adverte que nada é permanente na vida , ela distribui a alegria e tristeza, o bem e o mal, a vida e a morte


Ela representa o Mundo Espiritual, o príncipio activo que vivifica os entes.

No Mundo Intelectual A autoridade governante

No Mundo físico a boa ou má sorte  representa o signo Virgem 

"Lembra te filho da terra que para poder é preciso querer, para poder com eficácia é preciso ousar e para ousar com êxito é preciso saber calar até ao momento de agir. Para adquirir o poder o direito d possuir a ciência eo poder é preciso querer pacientemente e com perseverança infatigável. E para  te manteres nas alturas da vida se chegares a alcança - las , precisas ter aprendido a sondar com o olhar sem ter vertigens as mais vastas profundezas"


Visão mundial  A Humanidade que o Eremita tem vindo a iluminar com a sua lanterna, embora não transmita o seu saber ele é o sábio o Mestre Muitos teimosamente contra seguem  o caminho a seguir E vou-me repetir O que se deve temer, porque não é um mal maior são as guerras, mas sim o CAOS, muitos países irão viver na sombra, muitas regiões , cidades até Países irão quebrar, desaparecem dando lugar a outras, Nós Humanos teremos a tendência, para viver isoladamente, o amor e a amizade estarão adormecidos dentro de cada ser humano. Será um ano de Despertar Espiritual- Olhe para dentro de si! esteja atento á "Mãe Natureza" nada será como era, a mudança será tão radical como no final de 2019. 

Cada peça de fruta, devolva á terra as sementes , a mãe natureza existe para que nos alimentemos dela, não para destruir.

A terra o nosso planeta vai sofrer, muito mais do que este ano , tremerá , gemendo, de tanto sofrer. Levante os olhos do seu telemóvel, propaganda que serve para você viver um mundo que não existe, que o intoxica - Olhe para dentro de si conheça-se ateie a sua lamparina,mantenha -a acesa ! conheça a sua Alma .

AQUI: https://tarotbelline.wordpress.com/2024/11/02/o-que-e-a-essencia-da-alma/

 Neste plano  espiritual, não existe Mestre,  a intuição será o seu único instrumento, é busca individual, única 

Plano Material, Muitos irão perder os seus postos de trabalho, sendo substituídos pela tecnologia, ou por falta de experiência profissional, Muitos procurarão trabalho ou mudança de empresa, pois escolha o que gosta de fazer, um lugar aonde se sinta bem . Governos que vão saturar, a alimentação  vai faltar, muitos irão procurar em outros países trabalho , recomeço do "0" indo prejudicar a economia desses países, por excesso populacional. A União Europeia já não o é desde 2020, no futuro deixará de existir por não haver razão para sua existência,já não serve os interesses da Europa.    ...

Obrigada pelo vosso interesse

Tarotoraculos

Ana Paiva 



segunda-feira, 30 de junho de 2025

 

 O Livro das Paginas Flutuantes

"O Livro das Páginas Flutuantes," foi escrito para satisfazer os desejos de todas as pessoas que se interessam pelos segredos da cartomancia do Tarot e dos oráculos, de compreensão e aprendizagem na consulta e interpretação das cartas. "

AQUI : https://publish.bookmundo.pt/site/?r=userwebsite/index&id=ana__paiva/bookdetails/296207

A diferença entre o meu primeiro (Ebook )  e este segundo em papel : acrescentei, as tabelas do tempo ,  para o  Tarot e para o  Oráculo de Belline  e como se consultam. 

Se estiver com problema de entrega do meu Livro no estrangeiro, por favor envie-me um   email , que resolvo esse problema. 

Na Fnac AQUI  : 

https://www.fnac.pt/mp22214209/Tarot-et-Oraculos-O-Livro-Das-Paginas-Flutuantes?oref=5e5cb558-71b8-376c-5e3b-0dd359a53314#omnsearchpos=1

AQUI : 

INDICIE

Introdução ao tarot - 5

O Corte - 10

Tarot de Marseille

- Os Arcanos Maiores e os Arcanos Menores – 12

Arcanos Maiores - 15

Arcanos Menores - introdução – 40

Métodos de Leitura (Escola Francesa e Italiana). - Pergunta específica.- 101

Métodos de Leitura Pirâmide das 7 cartas-103

Ferradura. - 104

Métodos de Leitura Com arcanos menores – 105

Métodos de Leitura Tabua astrológica, - 106

Métodos de Leitura Método cigano – 42 cartas - 110

Métodos de Leitura Completar ao de 42 cartas. - 112

Métodos de Leitura -Árvore da vida e os caminhos. – 114

Métodos de Leitura Pentagrama – 149

Métodos de Leitura Cruz celta-151

Métodos de Leitura 12 casas -152

Métodos de Leitura -42 Arcanos – 154

Métodos de Leitura Espelho -156

Métodos de Leitura Jogo do louco – 157

As vinte e duas figuras do Tarot de Santiago Bovisio (escola Italiana)

Métodos de Leitura Dragão -158

Métodos de Leitura Quadro da vida – 162

Arcanos maiores e os naipes de Santiago Bovisio -

Tarot de Marseille - Os Encontros – 181

Deus Toth.188

Tarot Thoth introdução. 191 (Escola Inglesa)

Método de leitura 12 Casas 197

Método de leitura Ponto cego ou Janela de johari – 198

Método de leitura Cruz de ankh. – 201

Método de leitura O caminho. 203.

Método de leitura A porta. 204

Cartomancia I

Método de leitura madame Flonka. -208

Método de leitura a pomba.- 209

Método de leitura a carta oculta. 211

Método de leitura com 9 cartas. 210

Método de leitura mesa real . - 213

Significado das cartas.2

Cartomancia II - 224

Método de leitura. 237

Método de leitura paladim.210

Cartomancia pergunta especifica. 212

Cartomancia III

Método de Leitura de S. Cipriano 238

Oráculos. 247

Métodos de leitura - Oráculo de Belline.248

As cartas do oráculo de Belline significado. 224

Método de leitura cruzado e Elipse. 263

Encontros. 264

Os 4 Compromissos - 265

O ato mágico, a magia o ritual - 268

O totem e o seu guia- 270

Anjo da guarda como se chama? - 274

Obrigada pelo vosso interesse

Tarotbelline

Ana Paiva

quarta-feira, 25 de junho de 2025

O PODER DO CIRCULO - COMO O PODE UTILIZAR

 


Sendo  todas as pessoas  imaginativas e criativas , embora umas mais do que outras, vamos utilizar este circulo  de cor prateada e pó-lo  em movimento circular  ? não !  vamos dar-lhe movimento  e um caminho para bem longe de nós . Vamos imaginar  o circulo a sair por uma porta (que pode ser conhecida) e a sair por uma janela (também pode ser conhecida), voando ....voando para bem longe sem retorno !

A época que estamos a viver, não só é de mudança mas de mudança interior, de dentro, entende ? 
 
Os principais dons de riqueza que valem milhões, não se compram!
 
A amizade , o Amor a saúde A tranquilidade.

Lembra-se o que é naturalmente e naturalmente é amigo do seu amigo, embora hoje em todo o canto,exista aquela pessoa estranha,maldosa invejosa, sem se perceber do quê exactamente. Estas pessoas não têm vida própria porque olham para a vida dos outros.

Como se libertar deste mau estar ? infelizmente sugam energia, pessoalmente chamo-lhes, "demónios ".

Note: sem desejos de vingança, sem rancores sem qualquer tipo de maldade, sem pena .... com graça .com alegria . 

Titulo
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Imagine esta pessoa sempre que se lembrar dela, a entrar nesta bola prateada e brilhante, a bola fecha-se e ela sorri, a bola põe-se em movimento, ela sorri sempre e sente-se feliz. ve-a a sair pela porta e depois a sair pela janela, sempre em movimento a titulo de passeio ela afasta-se docemente, sempre a subir a subir ... até conseguir deixar de a ver. No dia que deixar de ver a bola no horizonte, acredite não verá esta pessoa que o/a perturba.

Não é fácil despir  toda a amargura que nos causa e causou, mas só resulta se o fizer, de mente limpa e feliz e desejando felicidade e amor a este "Demónio". 

O circulo, também pode ser utilizado, para afastar o que quiser de si, mas lembre-se, limpe  todos os maus pensamentos.     

o Circulo é um símbolo de união e poder tanto em práticas esotéricas como em rituais, A Roda simboliza a totalidade e a conexação,representa a totalidade o infinito a perfeição e a continuidade. É um símbolo antigo e poderoso presente em todas as religiões 




Em resumo, o poder do círculo reside em sua capacidade de representar diferentes conceitos, desde o simbólico e espiritual até o prático e relacional, dependendo do contexto em que é aplicado
 
Obrigada pelo vosso interesse 

TarotOraculos

Ana Paiva

sábado, 12 de abril de 2025

O LIVRO DE ENOCH

 Um sistema teúrgico

Este é um sistema de teurgia, ou magia angélica, que foi transmitida durante os anos de 1582 a 1587 por esse grupo de espíritos chamados de “anjos enochianos”. Estes anjos levam esse nome por se identificarem a Kalley como os mesmo que instruíram a Enoch o último patriarca do Antigo Testamento, o mesmo que foi levado por Deus aos céus em vida, sem passar pela morte – segundo a interpretação de judeus e cabalistas referente ao livro de Génesis 5:24: ”E Enoch andou com Deus; e não se viu mais, porquanto Deus para si o tomou.”.

O Livro de Enoch

O apócrifo Livro de Enoch surgiu dessa tradição; juntamente com Adão, Noé, Salomão e alguns outros, Enoch também foi responsável pela passagem dos ensinamentos primordiais dos anjos a humanidade. O evento mais importante do livro, conta que os anjos rebeldes, desejando as filhas dos homens, desceram à Terra e ensinaram à humanidade todas as artes e ciências do ornamento, magia e guerra, que disseminaram a discórdia em todo o mundo. De acordo com o anjo Ave (um anjo enochiano citado por  Dee em seus manuscritos), foi permitido a esses anjos caídos descerem a Terra e espalharem ensinamentos falsos e destrutivo, pois os reis da Terra cresceram em arrogância pelo uso da sabedoria legada por Enoch, como punição, Deus enviou os anjos falsos e enganadores para ensinar o que actualmente é conhecido como magia negra, fazendo disso instrumento para punição própria da humanidade. Ave diz a Kelley que Deus decidira permitir mais uma vez que a verdadeira sabedoria fosse conhecida na Terra mais uma vez e que John Dee e Edward Kelley seriam instrumento dessa disseminação.Um sistema teúrgico

Este é um sistema de teurgia, ou magia angélica, que foi transmitida durante os anos de 1582 a 1587 por esse grupo de espíritos chamados de “anjos enochianos”. Estes anjos levam esse nome por se identificarem a Kalley como os mesmo que instruíram a Enoch o último patriarca do Antigo Testamento, o mesmo que foi levado por Deus aos céus em vida, sem passar pela morte – segundo a interpretação de judeus e cabalistas referente ao livro de Génesis 5:24: ”E Enoch andou com Deus; e não se viu mais, porquanto Deus para si o tomou.”.

O Livro de Enoch

O apócrifo Livro de Enoch surgiu dessa tradição; juntamente com Adão, Noé, Salomão e alguns outros, Enoch também foi responsável pela passagem dos ensinamentos primordiais dos anjos a humanidade. O evento mais importante do livro, conta que os anjos rebeldes, desejando as filhas dos homens, desceram à Terra e ensinaram à humanidade todas as artes e ciências do ornamento, magia e guerra, que disseminaram a discórdia em todo o mundo. De acordo com o anjo Ave (um anjo enochiano citado por  Dee em seus manuscritos), foi permitido a esses anjos caídos descerem a Terra e espalharem ensinamentos falsos e destrutivos, pois os reis da Terra cresceram em arrogância pelo uso da sabedoria legada por Enoch, como punição, Deus enviou os anjos falsos e enganadores para ensinar o que actualmente é conhecido como magia negra, fazendo disso instrumento para punição própria da humanidade. Ave diz a Kelley que Deus decidira permitir mais uma vez que a verdadeira sabedoria fosse conhecida na Terra mais uma vez e que John Dee e Edward Kelley seriam instrumento dessa disseminação.

A magia, antigamente chamada de Grande Ciência Sagrada pelos Magos, é uma forma de ocultismo que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando, assim, um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo e sobre a natureza.

 

O Sigillum Dei (selo de Deus, "Selo da Verdade" ou signum dei vivi , símbolo do Deus Vivo , chamado por John Dee de Sigillum Dei Aemeth ) é um diagrama mágico , composto por dois círculos, um pentagrama , dois heptágonos , e um heptagrama e é rotulado com os nomes de Deus e de seus anjos . É um selo mágico angélico com função mágica que, segundo uma das fontes mais antigas ( Liber Juratus ), permitiu que um mago destinado a ter o poder de possuir o Espírito de Deus e quando ativado pode se tornar o Deus 'Vivo'; ou o próprio Senhor Deus; entre a humanidade e toda a criação, comunicar-se com os espíritos, bem como com os anjos e arcanjos, controlar todos os elementos, controlar o espírito santo de cada criatura no planeta, incluindo o próprio Espírito de Deus; todos, exceto os Arcanjos, e para controlar a própria luz. O usuário pretendido também possui a verdadeira visão benéfica de Deus.

Idade Média

Liber Juratus

Provavelmente a mais antiga descrição e imagem conhecida do Sigillum Dei é o Liber Juratus do século XIV (também Liber Sacratus , Liber sacer sive Juratus , ou Booke Juramentado), [1] atribuído a Honório , filho de Euclides . [2] Isto pode ter sido produzido no final do século XIII, mas provavelmente não antes da época do Papa João XXII . (1316–1334). [3]

A descrição do selo no Liber Juratus começa com as dimensões do círculo que circunda o exterior em relação às figuras simbólicas comuns da tradição cristã.

faça primeiro um círculo cujo diâmetro seja de três dedos, por causa das três cruzes do Senhor, ou cinco dedos por causa das cinco chagas de Cristo, ou sete para os sete sacramentos, ou nove para as nove ordens de anjos, mas geralmente cinco dedos serão suficientes. Depois faça um segundo dentro deste círculo, que fique a uma distância dos dois primeiros grãos por causa das duas Tábuas da Lei de Moisés, ou três grãos por causa das pessoas da Trindade. [4]

A faixa circular assim criada estará no vértice de uma pequena cruz e a partir deste ponto de partida procedem da esquerda para a direita 72 letras latinas, que variam em tradição (MS Sloane 3853: h, t, o, e, x, o, r , a, b, a, s, l, a, y, q, c, i, y, s, t, a, l, g, a, a, o, n, o, s, v, l, a , r, y, c, e, k, s, p, f, y, o, m, e, n, e, a, u, a, r, e, l, a, t, e, d, a , t, o, n, o, n, a, o, y, l, e, p, o, t, m, a), a soma formando o Shemhamphorasch , na tradição judaica o nome inefável de Deus ("magnum nomen Domini Semenphoras licterarum 72"), ligado aos 36 decanatos da astrologia . [5]

Ao lado da faixa circular há um pentagrama, que incide sobre um Tau grego , este é circundado pelas cinco letras do nome de Deus "El" e "Ely", e outros cinco pares de letras (lx, al, a, c , para).

Dentro do pentágono, por sua vez, há um heptágono desenhado de tal forma que sua face superior toca a ponta central do pentagrama, e as páginas deste heptágono deverão ser rotuladas com os nomes de sete anjos e arcanjos Zadkiel , Samael , Zfadkiel , Rafael , Anael , Miguel , Gabriel ).

Deste primeiro heptágono há um segundo e um terceiro desenhos, cuja descrição é difícil de entender e foi interpretada de forma diferente nas ilustrações manuscritas, mas geralmente tem sete pontos-chave com cruzes e rotulados com duas fileiras de deuses: uma primeira série de sete nomes de Deus, cada um em três sílabas ou componentes desmontados e relacionados especialmente com aqueles nas sílabas iniciais e finais dos sobrenomeá dos anjos e vértices da figura, a saber, la-ya-ly (para Zfadkiel), na-ra-th ( para Zadkiel), ly-bar-re (para Raphael), ly-ba-res (para Michael), (e) t-ly-alg (para Samael), ve -h-am (para Anael) e y- al-gal (para Gabriel); também nos sub segmentos mais sete: Vos, Duynas, Gyram, Gram, Aysaram, Alpha e Omega, uma terceira série El, On, El, On, El, On, Omega; como acréscimos às cruzes registadas as quatro letras a, g, a, l; e finalmente outro grupo de cinco nomes de Deus Ely, Eloy, Cristo e Sother Adonay.

A cor do selo do Liber Juratus indica que o pentagrama é geralmente vermelho, roxo com faces amarelas, o primeiro heptágono azul, o segundo amarelo, o terceiro amarelo e os círculos pretos, e também a área entre os círculos e todas as outras superfícies foram para ficar verde. Nas operações mágicas, isso seria tratado de forma diferente – em vez disso, desenhado em pergaminho virgem com o sangue da toupeira, pombo, poupa, morcego ou outros animais, 

Titulo
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Teurgia (do grego θεουργία theourgía "obra de Deus") é um nome antigo  para rituais  e práticas religiosas que deveriam possibilitar o contacto com os seres divinos.
“Tecnicamente, o ritual teúrgico é a expressão do lado interior do Homem através de palavras e do seu ardente desejo de estar associado a Deus.
como gado, cavalos ou veados.


Obrigada pelo vosso interesse 
Tarotoraculos

Ana Paiva 


MÉTODO DE LEITURA CRUZ CELTA COM TAROT DE MARSEILLE

  A Cruz Celta  Clic no vídeo está explicado    Leitura  também  adotada pela  Religião WICCA Casa 1 - Posição atual do consultante. Casa 2 ...