A Casa 1 - O primeiro esquema descreve a forma como a pessoa é projetado no relacionamento.
A casa 2 - descreve a forma como a pessoa vê o consultor ou se projeta no relacionamento, o que ela vê nele ele e que ela tem em sua vida.
O casa 3 - mapa descreve as intenções imediatas e quais são seus planos com o consultor
A casa 4- descreve o que se espera do consultor, como ela gostaria de ver em sua vida, o papel que pretende dar
A Casa 5- descreve os seus medos de viver com ele. Que tipo de relacionamento que ela quer evitar, ou não lhe convêm . Este mapa mostra a atitude a não ser com essa pessoa.
A Casa 6 descreve seu projeto com o consultor, como ela vê o relacionamento no futuro, o que tenciona tomar longo ou curto prazo , como planos para integrar o consultor em sua vida.
A 7 carta refere-se ao calculo da Síntese A síntese. O desfecho. O que se pode esperar se do consulente, o que foi aconselhado
Dúvidas ? comente eu terei muito gosto em responder ou escreva como assunto dúvidas o nome do método de leitura para anapaivatarot@gmail.com
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A 1ª casa é a mais pessoal. Representa o EU a identidade, aparência física, a forma de se apresentar ao mundo, a primeira impressão que se causa nos outros. O signo que está nesta casa é o Ascendente, quase tão importante quanto o signo solarTitulo
Esta casa fala sobre como se veste, como se anda, como se cumprimenta, como se defende. É a máscara que todos usamos quando saímos o carácter.
Casa do dinheiro e Valores ,fontes de renda, bens e finanças- A 2ª casa representa dinheiro, bens materiais, a relação com a abundância e também valores pessoais. Não fala apenas sobre quanto dinheiro você tem, mas também sobre como você o ganha, como gasta e como economiza
. Como uma pessoa valoriza na vida: pode ser dinheiro, família, arte, conhecimento. O letreiro e os planetas desta casa dizem muito sobre a relação com a segurança material
.Casa da Comunicação e Irmãos vínculos familiares, viagens curtas, escritos , livros e cartas - A 3ª casa representa a comunicação em todas as suas formas: falar, escrever, ouvir, aprender. Também retrata irmãos, pessoas próximas como primos e vizinhos, e pequenas viagens
.Casa do Lar e da Família pais, o patrimônio .A 4ª casa é a base de tudo. Representa o lar, a família de origem, os pais (especialmente a mãe), as raízes, o lugar onde se pertence. Também representa a velhice e o fim da vida
.Casa da criatividade e da afeição instintiva, filhos, namorados, animais de estimação jogos e esportes, A 5ª casa é o lar da diversão, criatividade, romance, crianças e prazer. É tudo feito por prazer, não por obrigação.
Representa hobbies, trabalho,, arte, teatro, música, escrita por prazer. Também representa casos de amor, namoro, flertes. Não é o casal estável (que é a 7ª casa), mas o romance apaixonado. Também representa crianças, não apenas projetos biológicos, mas também criativos que são como crianças para a pessoa
.Casa da Saúde e Trabalho Diário obrigações, bem estar físico , associações comerciais ..A 6ª casa representa saúde, rotina, trabalho diário (não a carreira profissional, que é a 10ª casa), hábitos, alimentação, exercícios. Também representa o serviço aos outros: enfermeiros, assistentes, funcionários
Casa do O Outro A 7ª casa é a casa dos "outros". o outro , relacionamentos íntimos, Representa o casal estável, o casamento, os sócios de negócios, os contratos, as alianças. Também representa os inimigos declarados (aqueles que estão cara a cara, não os ocultos).
.Se a 1ª casa é o "eu", a 7ª casa é o "você". É a casa do compromisso e da responsabilidade para com o outro
.Casa da transformação e da morte , sexualidade, mudanças, grandes negócios , heranças .A 8ª casa é a mais misteriosa e temida, mas não devemos ter medo dela. Representa transformação, crise, morte (não literalmente, mas finais que abrem caminho para novos começos). Também representa sexo (não romance da quinta casa, mas sexo profundo e transformador), heranças, impostos, dinheiro de outras pessoas (dívidas, investimentos, heranças)
.Esta casa também fala sobre assuntos tabus: morte, sexo, poder, dinheiro dos outros. Não é uma casa confortável, mas é uma casa de grande poder
Casa das Viagens e Filosofia, o estrangeiro, viagens longas, justiça, processos, ensino superior, evolução espiritual .A 9ª casa é a expansão da casa da mente. Representa longas viagens, o estrangeiro, diferentes culturas, filosofia, religião, ensino superior (universidade), o sentido da vida.
.Casa da carreira e do Sucesso Publico , destino honrarias, aspirações responsabilidades, prestigio profissional. ;A 10ª casa é a casa do sucesso, reputação, carreira, status social, imagem pública. Também representa os pais (especialmente o pai), as autoridades, os chefes
.Casa das Amizades e dos Provectos Coletivos .Esta casa fala de como você quer ser lembrado. Não o trabalho diário (6ª casa), mas a vocação, o legado, o que se constrói a longo prazo
Casa A 11ª casa representa amizades, vida social, politica, diplomacia, grupos, comunidades, redes. Também representa projetos coletivos, ideais, o que você quer alcançar junto com os outros.
Casa do Inconsciente e Espiritualidade, doenças graves, prisão, provações, amores secretos, o inconsciente isolamento, obstáculos - A 12ª casa é a última, a mais misteriosa. Representa o inconsciente, sonhos, intuição, espiritualidade, retiro, solidão, o que está escondido. Também representa inimigos ocultos (aqueles que agem em segredo), instituições fechadas (hospitais, conventos, prisões) e o que é repetido sem saber o motivo
.Essa casa fala do que a pessoa está escondendo, até de si mesma. Padrões inconscientes que se repetem. O material que surge na terapia. É o porão da psique
Esta tiragem é especialmente indicada para estabelecer
relações, principalmente se já tivemos práticas com a Árvore Sefirótica e
estamos bem familiarizados com ela.
Arvore da vida sefirot
Coloque as cartas na ordem que se indica, que é o mesmo da
Árvore da Vida a Cabala:
Observe as diferentes cartas que tenham saído em cada uma
das “sefirah” (Ramos), e estabeleça as correspondências. Vai permitir-lhe relacionar
umas com as outras, cada carta, corresponde também a uma delas [N.T. sephirah],
e seu simbolismo nos ajudará a compreendê-la melhor.
Costuma-se realizar esta tiragem para fazer uma análise do
momento presente e, muito frequentemente, para nos observar internamente nas
diferentes fases de nosso processo.
1 - Kether - Falará da vida espiritual do consulente
2 - Chokmah - Falará da personalidade e iniciativas do
consulente
3 - Binah - Falará sobre as consequências desta
personalidade e destas iniciativas, e também o lado inconsciente, a sombra da
personalidade que de certa forma a sustenta
4 - Chesed - Refere-se a aspetos materiais no sentido de
base, sobrevivência, estrutura
5 - Geburah - Refere-se a obstáculos, brigas, adversidades,
inimigos
6 - Tiphareth - Reflete glória, brilho, prazer,
reconhecimento, individualidade e fama
7 - Netzach - Especifica o traço das relações amorosas
8 - Hod - Mostra o retrato da mente do indivíduo
9 - Yesod - Reflete a psique, os sonhos e a saúde
10 - Malkut - Reflete o resultado de sua jornada, a casa do
consulente, o que ele conseguiu
11 - Daath - É o que não pode ser dito em palavras
Etteilla associou o Tarot á cabala, sistema místico judeu na
conceção do mundo, mas na realidade quem realmente se empenhou em levar adiante
foi Eliphas Levi, padre católico, filósofo e simbolista Alphonse Louis
Constant, um estudioso apaixonado do simbolismo e entendeu os 22 Arcanos do
Tarot correspondiam ao número de letras do Alfabeto hebraico. Relacionando-os
com os caminhos da Arvore da Vida.
De acordo cabalística de mundo, toda a criação se expressa
em 10 Conceitos: Sephirot
Que são: a Coroa, a Sabedoria, a Inteligência, a Bondade o
Amor a Justiça o Triunfo o Esplendor a Fundação do Reino (estão bem presentes
também no Oráculo de Belline). Que se distribuem pelos caminhos possíveis da
Árvore da Vida - são trilhos que ligam um Sephirot a outro Sephirot. A unidade
é sublinhada, simbolicamente nestes três sistemas - Tarot >Cabala Alfabeto
>Hebraico. Passando, Levi a definir o Tarot como, um alfabeto oculto.
A síntese da ciência e, a Chave da Cabala. Que deu origem ao
seu livro DOGMA E RITUAL da Alta Magia.
Ex: A Letra BEHT - a luz do Sol, A letra Ayin o Juízo Final
, o Julgamento.
A Geometria é uma metáfora da ordenação do Universo
Assim “Os 32 Caminhos da Sabedoria”. Embora não seja de
compreensão fácil e imediata, ele merece ser considerado por se tratar de um
texto da tradição cabalística - Constantino K. Riemma.
Aleph (1), o boi, o homem. Mercúrio, Touro, Gémeos e o
elemento Ar. Amarelo claro brilhante, azul celeste, azul esmeralda, esmeralda
salpicada de ouro.
Corresponde ao Arcano da Mística: I - O Prestidigitador, o
Mago, Divina Essência (ou 0 - O Louco, o Espírito do Éter).
"O 11º caminho é a Inteligência Cintilante porque ele é
a essência dessa cortina colocada junto da ordem de arranjo e lhe é dada uma
dignidade especial de ser capaz de manter-se de pé diante da Face da Causa das
Causas."
A "Face da Causa das Causas" é a fonte de toda a
Criação em Keter; por isso a experiência espiritual de Hokhmah é a Visão de
Deus face à face.
No sentido ascendente, de Hokhmah para Keter, o 11º caminho
constitui portanto esse alto nível de consciência que a alma iluminada percorre
desde a Visão direta de Deus face a face até a experiência transcendental ainda
mais alta de União real com Deus. Trata-se da "Inteligência
Cintilante".
Em Keter está o Verdadeiro Plano da evolução e de toda vida
criada. "A ordem de arranjo (ou de composição) " é portanto um título
válido para Keter. A "cortina" ou Véu é o da vida na Forma. A Forma é
a cortina que oculta (e ao mesmo tempo revela) a essência da vida. Mas, nesse
caso se trata de uma força pura, pois o 11º caminho é a "essência dessa
cortina". Nesses níveis supremos, a forma é muito atenuada em comparação
ao nível denso da nossa existência, mas nem por isso é menos poderosa. Uma
forma incorreta ou mal aplicada num nível superior da manifestação pode
produzir deformações que se ampliarão à medida que seus efeitos se façam sentir
nos planos inferiores.
O elemento Ar é um bom símbolo para o Espírito, pois é
ilimitado, insinua-se por toda parte e é também um grande disseminador.
No sentido ascendente, o 11º Caminho reapresenta a etapa
final da união com Deus. A descida desse caminho é a primeira etapa da Descida
do Poder simbolizado na Kabbalah pelo Raio Fulgurante. Ele representa,
portanto, os primeiros inícios.
12º Keter - Binah
Beith (2), a casa; a boca humana. Lua e Mercúrio. Amarelo,
violeta, cinza, índigo salpicado de violeta.
Corresponde ao arcano da Gnose: II - A Papisa, Gnose, Porta
do Santuário, Divina Substância (ou I - O Mágico; o Mago do Poder).
O 12º caminho é denominado Inteligência da Transparência
porque é dessa espécie de Magnificência, chamada Chazchazit, que provém as
visões daqueles que se vêm em aparição.
Por ser o caminho da "Inteligência da
Transparência" significa a capacidade de ver as coisas tais como elas são
na realidade. A Forma não oculta a luminosa imagem do Criador, mas sim a
revela. O Véu do Templo, para falar simbolicamente, nada tem de opaco. É o
caminho que une o princípio da Forma (Binah) à sua fonte Espiritual (Keter). a
verdadeira fonte da qual provém a Forma e sua força interior.
A raiz do termo Chazchazittem aceções de vidente, vidência,
visão. Trata-se, por certo, da mais alta forma de profecia, o conhecimento
espiritual, uma forma de perceção interior muito mais delicada e exata que a
intuição, que por sua vez é uma forma de consciência muito mais importante e
exata do que a clarividência, ou outras formas de psiquismo. Esse caminho
representa capacidade de pressentir o Verdadeiro Plano nas alturas de Keter e
de fazê-lo descer sob a forma de uma Verdadeira Impressão na sefirah da Forma,
Binah. A descida do Plano é uma decorrência necessária, pois o conhecimento seria
de pouca utilidade se não se manifestasse, sucessivamente até os níveis da
consciência mental e do efeito físico.
13º Keter - Tiferet
Guímel (3), o camelo; uma mão que pega. Vênus e Virgem; a
Lua. Azul, prateado, azul-claro frio, prateado riscado de azul celeste.
Corresponde ao arcano da Magia: III - A Imperatriz, Vênus
Urânia ou Vênus do Universo, Natureza, Divina Natureza, Parto, Geração, (ou II
- A Papisa, Sacerdotisa).
O 13º caminho é denominado a Inteligência Unificadora e é
assim chamado porque é em si mesmo a essência da Glória; é a Perfeição da
Verdade das coisas espirituais individuais.
Esse caminho se destaca entre os demais porque se encontra
sobre a linha direta de contato entre o Espírito e a Individualidade.
Ele faz parte do que se poderia denominar de coluna
vertebral da Árvore da Vida, o longo caminho entre o Espírito e a Terra, Keter
e Malkhut.
A linha ascendente vertical da Árvore da Vida é o Caminho da
Flecha, a Via Mística dos que não procuram manipular poderes ocultos, mas sim a
União com Deus. O Caminho dos Místicos sobe pelo 32º caminho, a Entrada dos
planos interiores, e passa através dos reinos subconscientes de Yesod. Como
Yesod está ligado à função sexual, torna-se compreensível a ocorrência de
imagens de natureza sexual em certos tipos de misticismo.
De Yesod, a Via leva através do "deserto" do 25º
caminho, a Inteligência da Prova, que é a primeira Noite Escura da Alma, antes
de alcançar a aurora dourada da consciência de Tiferet e o contato com o
"deus interior". Mas o contato de Tiferet é ainda um aspecto menor do
"deus interior", pois o Caminho conduz a seguir diretamente à fonte
do ser espiritual em Keter. Essa segunda metade é o 13º Caminho, ao qual
corresponde a letra hebraica Guímel, um camelo, o que nos lembra um outro
deserto, portanto uma segunda Noite Escura da Alma, a travessia do Abismo,
descrita por São João da Cruz.
Como a morte e o nascimento, o 32º, o 25º e o 13º caminhos
formam principalmente uma via de transição. Poderia ser denominada a Via mais
direta na demanda do Santo Graal, compreendendo-se o Graal como o recipiente
que se pode fabricar com o próprio ser para se tornar capaz de reter as forças
superiores, o Sangue e as Águas do Espírito.
14º Hokhmah - Binah
Dálet (4), a porta; o seio, como idéia de alimentar e ser
alimentado. Júpiter e Áries; Vênus. Verde esmeralda, azul-celeste, rosa ou
cereja rajada de verde claro.
Corresponde à Filosofia Hermética e à Obediência: IV - O
Imperador, Pedra Cúbica, Forma, Autoridade, Adaptação (ou III - A Imperatriz, a
Filha dos Poderosos).
O 14º caminho é a Inteligência Iluminante e é assim
denominado porque é esse Chasmal o fundador das idéias ocultas e fundamentais
da Santidade e de suas fases de preparação.
Do mesmo modo que o caminhos transversais interiores, o 27º
e o 19º, são respectivamente os "suportes" da Personalidade e da
Individualidade, o 14º é o suporte do Espírito em seu próprio nível. O texto
yetzirático o denomina Chasmal, ou seja, "o Brilhante, fundador das idéias
ocultas e fundamentais da santidade". Ele é, por certo, o fundamento
oculto de todos os seres na Forma. A fonte do nosso ser está em Keter, mas a
manifestação enquanto unidade estável pressupõe o funcionamento do Princípio da
Polaridade que, neste nível, É o princípio arquetípico de Hokhmah e Binah. E
esses dois princípios são ligados pelo 14º Caminho.
Para seguir o simbolismo da letra hebraica. esse caminho é a
Porta, ou seja, a entrada para a manifestação. Poderíamos mesmo denominá-lo a
Porta do mundo do Espírito, pois esse caminho segue o trajeto do Rio
Fulgurante.
No sentido ascendente, esse caminho é o último canal de
consciência no qual os pilares da Manifestação em sua ação de defensores da
Forma têm ainda influência. É a Porta da Iluminação, como subentende o texto
yetzirático, Iluminação Total da Visão de Deus face a face, em Hokhmah.
É sobre esse aspecto de manifestação que o simbolismo da lâmina
do Tarô desse caminho se refere: é a pedra fundamental da construção do Templo
do Homem na existência manifestada.
15º Hokhmah – Tiferet
Hei (5), a janela; a respiração. Áries e Mercúrio. Vermelho vivo, chama
brilhante, vermelho incandescente.
Corresponde ao arcano da Transcendência e da Pobreza: V - O
Papa, a Essência Divina, Quintessência, Religio. (ou IV - O Imperador; ou XVIII
- A Estrela)
O 15º caminho é a Inteligência Constituinte, assim
denominado porque constitui a substância da Criação nas trevas puras e os
homens falaram das contemplações; é dessas trevas que se fala na Escritura:
"e o enfaixei com névoas tenebrosas" (Jó).
Essa substância da Criação são as Águas do Não-manifestado
que vertem na manifestação.
No sentido ascendente, lembrando que a experiência
espiritual de Hokhmah é a visão de Deus face a face, podemos dizer que, ao
longo desse caminho, a alma pode perceber uma centelha da majestade do seu
Criador, como se, assentada diante de uma janela estreita sem vidro, ela
olhasse fixamente para as trevas do espaço e visse subitamente uma estrela
lampejar, indicando o ponto de origem da alma e a meta para a qual ela deve
dirigir a sua evolução.
O fator de início e fim da evolução pessoal é sublinhado
pela forma do signo astrológico de Áries: ; a queda súbita na manifestação e o
posterior retorno ao ponto de partida.
O meio de alcançar essa meta de toda humanidade poderia ser
expresso em termos bem simples: "Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu
coração, de toda a tua alma, com toda a tua força e de todo o teu entendimento;
e a teu próximo como a ti mesmo" (Lucas 10-27, Mateus 22-37).
16º Hokhmah - Hesed
Vav (6), o prego; o olho e o ouvido. Touro, Sagitário e
Vênus. Vermelho alaranjado, índigo escuro, marrom brilhante.
Corresponde ao arcano da Iniciação, do Livre Arbítrio: VI -
O Enamorado, Bifurcação, a Lei da Analogia, Liberdade, Mediação (ou V - O Papa,
o Mago do Eterno).
O 16º caminho é a Inteligência Triunfal ou Eterna e é assim
denominado porque é o prazer da Glória além da qual não há Glória igual. É
também chamado de Paraíso preparado para os Justos.
O Caminho 16º, paralelo ao 18º, é um dos laços entre o
Espírito e a Individualidade. O prego, reapresentação da letra Vav, é um
símbolo importante do ponto de vista esotérico cristão, pois o Espírito é
pregado três vezes à cruz da matéria.
No sentido ascendente, esse "prazer da Glória além do
qual não há Glória igual" permite considerar o caminho 16 como um modelo
do que deveria ser e uma promessa do que será alcançar o nível zodiacal
reapresentado por Hokhmah, também denominado "Paraíso preparado para os
Justos".
O signo astrológico desse caminho é Touro, animal que
representa a mais densa concreta atitude sobre a terra, enquanto a Vaca, sua
parte feminina simboliza o princípio feminino, recetivo da forma, matriz na
qual se incrusta a joia do Espírito. A forma do signo, se adequa a esse
caminho: um disco solar indicando a receção dos poderes do Eterno e sua difusão
sob a forma de luz e calor.
O Graal, em suas diferentes versões, também pode ser
relacionado a esse caminho, que leva à Távola Redonda Zodiacal (Hokhmah), no
centro da qual se encontra o Santo Graal.
É o caminho no qual podemos aprender a ligar a sabedoria ao
amor e, desse modo, servir de maneira totalmente impessoal.
17º Binah - Tiferet
Zain (7), a espada; uma flecha lançada com pontaria
certeira. Gêmeos, Áries e Câncer. Laranja, cinza avermelhada.
Corresponde ao arcano do Repouso: VII - O Carro, Carruagem
de Hermes, Vitória, Direito de Propriedade (ou VI - Os Namorados, os Filhos da
Voz, Oráculo dos Deuses).
O 17º caminho é denominado a Inteligência Ordenadora que dá
Fé aos Justos; nesse caminho eles são revertidos do Santo Espírito e ele é
denominado o Fundamento da Perfeição no estado das coisas superiores.
Binah, por ser o mais "concreto" dos três sefirot
supremos, contém a imagem do Espírito e sua destinação sobre a Terra. No
Caminho 17 a consciência do destino do Espírito é concentrada na sede da
consciência manifestada, Tiferet.
Binah é a "mãe da Fé, da qual a Fé emana". Nesse
caminho, a Fé é dada aos Justos, que assim são revestidos do Espírito Santo.
Binah está estreitamente ligada ao Santo Anjo da Guarda.
A Fé pode ser considerada não só como a fé em Deus, mas
também a confiança em si que cada ser humano deve ter, o domínio no qual deve
aplicar seus esforços, sejam quais forem os obstáculos. O signo astrológico de
Gêmeos, indica a verdadeira relação que deve existir entre o Santo Anjo da
Guarda e a Individualidade. Eles devem ser um o reflexo do outro. A chave desse
caminho, a letra hebraica Zain, significa espada. A forma da letra sugere uma
espada e, de certo modo, a ação do Santo Anjo Guardião, o qual representa
Conhecimento e Propósito. O Anjo projeta uma "varinha', de Conhecimento e
Propósito para os níveis inferiores da manifestação.
18º Binah - Gevurah
Chet (8), a cerca; um campo com tudo o que pode ser
cultivado. Câncer e Libra. Âmbar, marrom púrpura, ruivo brilhante, castanho
escuro esverdeado.
Corresponde ao arcano do Equilíbrio: VIII - A Justiça, a Lei
do Equilíbrio, Lei, Karma (ou VII - O Carro, Filho dos Poderes da Água, Senhor
do Triunfo e da Luz).
O 18º caminho é denominado a Inteligência da Casa da
Influência (devido a sua grandeza é aumentada a abundância do influxo de boas
coisas sobre os seres criados) e do seu seio são extraídos o arcano e os
sentidos ocultos que habitam sua sobra e que aí permanecem estreitamente unidos
pela Causa de todas as causas.
Esse caminho age como via de comunicação entre o Espírito e
a atividade inteligente da Individualidade (Gevurah). Ele é também chamado de
Casa da Influência. O texto yetzirático ("devido a sua grandeza é
aumentada a abundância do influxo de boas coisa sobre os seres criados")
indica o quanto essa ligação é importante para que o destino do Espírito seja
cumprido na manifestação. Quando isso não ocorre o Karma em geral se acumula e
os resultados da ação raramente são bons; o que é uma das consequências do
Primeiro Desvio que abriu um buraco ou Abismo entre os dois níveis de
existência.
Binah é a Mãe da Fé, da qual a individualidade obtém todo
conhecimento superior do seu destino. Esse conhecimento é "o arcano e os
sentidos ocultos" mencionado do texto yetzirático.
No sentido ascendente, isso significa que a nossa meta na
evolução é ligar esses dois níveis, e que a nossa primeira tarefa é desprender
os véus para transpor o Precipício e o Abismo. Só então será passível obter a impregnação
do conhecimento de nosso destino nos níveis mais densos e a sua aplicação no
plano físico da vida diária.
19º Hesed - Gevurah
Tet (9), a serpente; um telhado enquanto proteção e abrigo.
Leão, Capricórnio e Virgem. Amarelo esverdeado, violeta escuro, cinza, amarelo
avermelhado.
Corresponde ao arcano da Consciência: IX - O Eremita, Luz
Oculta, Protetores, Iniciação, Prudência (ou XI - A Força, a Filha da Espada
Flamejante, Guia do Leão).
O 19º caminho é a Inteligência do secreto de todas as
atividades dos seres espirituais e é assim chamada por causa da influência que
ela difunde a partir da mais alta e exaltada glória sublime.
O Caminho 19, de grande poder dinâmica, é o principal
suporte da Individualidade, do mesmo modo que o 27º (igualmente de grande
força) é o suporte principal da Personalidade. O 19º dispõe de uma força de
"empacotamento", que mantém juntos os diversos aspetos da unidade de
evolução, a Individualidade; de igual modo o caminho 27 mantém a unidade de
encarnação, a Personalidade.
O 19º se encontra na trajetória do Raio Fulgurante. A imagem
do Espírito, após ter sido propulsionada de Binah, via Daat, até Hesed, começa
a construir uma sucessão dinâmica de atividades. O sentido inverso, de Gevurah
a Hesed, é a via iniciática a partir da qual não são mais necessárias outras
encarnações sobre a terra. As tomadas de consciência desse Caminho são
particularmente profundas, pois são resultantes finais da experiência e da
compreensão de um ciclo completo de evolução.
A prova fundamental desse caminho é a capacidade de encarar
tudo o que ocorreu durante o ciclo completo da evolução pessoal, aceitando-o
totalmente sem fuga ou repressão. Esse balanço final não mais admite
adiamentos; o que não for enfrentado permanecerá como uma barreira ao
progresso.
"Esse caminho não é de fato agradável, mas pela simples
razão de que nós, que por ele caminhamos, não somos pessoas agradáveis".
Diante das dificuldades, nossa reação habitual é atribuir a culpa aos outros.
Trata-se de um grande passo começar a compreender que, de algum modo,
contribuímos largamente para estabelecer nosso próprio karma.
O 19º caminho corresponde à segunda barreira (ou véu) da
Árvore, preenchendo o intervalo entre a Severidade e a Misericórdia.
20º Hesed - Tiferet
Yud, a mão; o dedo indicador. Virgem, Capricórnio e Júpiter.
Verde amarelado, cinza escuro ou esverdeado.
Corresponde ao arcano da Natureza Decaída: X - A Roda da
Fortuna, Testamento, Kabbalah, Moinho do Mundo, Fortuna ou Sorte (ou IX - O
Eremita, o Profeta do Eterno).
O 20º caminho é a Inteligência da Vontade. É assim chamado
porque é o meio de preparação de tudo e de cada ser criado, e, por essa
Inteligência se adquire o conhecimento da existência da Sabedoria Primordial.
Tiferet é a sefirah central da Árvores da Vida e representa
assim o ponto de convergência da integralidade do ser humano na manifestação. É
o ponto de equilíbrio entre a força e a forma na individualidade (Gevurah e
Hesed). É também o ponto médio entre os níveis espirituais e a manifestação
densa sobre a Terra.
Hesed, por sua vez, representa a primeira manifestação do
ser numa existência sub-espiritual, contém a imagem mais pura de como o
Espírito deveria se manifestar enquanto ser humano.
No sentido ascendente da Árvore, o 20º Caminho dá a visão do
modelo do destino, proveniente dos níveis espirituais. No texto yetzirático
esse caminho é denominado Inteligência da Vontade, ou seja da Vontade
Espiritual, pela a qual se adquire o conhecimento da existência da Sabedoria
Primordial, ou seja, o conhecimento das realidades espirituais dos níveis
superiores. A contemplação contínua da verdadeira imagem é assim o "meio
de preparação de todo e qualquer ser criado", pois ela serve de guia no
caminho da evolução individual e indica os tipos de veículos ou recursos que
devem ser construídos para continuar a segui-lo.
A chave do caminho é a letra hebraica Yud, a primeira letra
do Nome Divino supremo JHVH, que significa o início das coisas. Seu significado
é a Mão, neste caso a Mão de Deus ou a mão do Espírito que guia a alma na sua
evolução.
Pode-se denominar Consciência Crística a tomada de
consciência da Vontade do Pai que está nos Céus. A primeira centelha dessa
consciência Crística pode ser vista como a influência do 20º Caminho que liga
Tiferet (o ponto mais baixo da individualidade e o mais alto da personalidade)
à Hesed (a esfera do ser manifestado na qual a verdadeira Vontade do Espírito é
conhecida).
Porém, por causa do Desvio Original, a situação real está
muito longe de ser tão simples como essa. O Pecado Original foi a recusa por parte
da individualidade de realizar a vontade original do Espírito no momento de
entrar no universo de Deus Pai. A consequência foi a criação de um falso
modelo. Em termos cabalísticos isso significa que a imagem refletida de Hesed
não é mesma que se encontra no Triângulo Supremo do Espírito. Há como que uma
fissura entre o Espírito e a Individualidade, que se reproduz no nível inferior
como uma fissura entre a Individualidade e a Personalidade. O Abismo e o
Despenhadeiro são consequências dos feitos do homem, frutos do pecado. O
processo evolutivo deveria ser uma luta, segundo o Plano Divino, e não essa
estagnação na obscuridade espiritual cercada de guerra, pobreza e doença que
acabaram por definir a condição humana.
A lição a reter é que a Demanda no Santo Graal não termina
em Tiferet, nem mesmo em Hesed, mas em Keter. O destino pessoal e a evolução
completa, só podem ser alcançados no momento em que todos os elos, partidos
sejam restabelecidos e que a Verdadeira Vontade do Espírito, e não só a da
individualidade, se manifeste de um modo totalmente controlado sobre a Terra.
21º Hesed - Nezah
Kaf (20), a palma da mão. Leão, Marte, Júpiter. Violeta,
azul, púrpura brilhante, azul brilhante raiado de amarelo.
Corresponde ao arcano da Virgem: XI - A Força, o Leão
Dominado, Força Divina, Força Humana, Força Natural (ou X - A Roda da Fortuna,
as Forças da Vida).
O 21º caminho é a Inteligência da Conciliação e da
Recompensa, assim chamado porque recebe a influência divina que aí opera por
meio das bênçãos dadas a todas as existência e a cada uma em particular.
Representa a ligação entre a pura imagem do que a
individualidade tem a intenção de cumprir (Hesed) e a imaginação criativa e as
emoções superiores da personalidade (Nezah). Compreende os ideais e aspirações
que cativam a imaginação do homem.
A influência desse caminho age principalmente sobre as
emoções e é essa aspiração indefinida que leva homens e mulheres a se colocarem
na busca. É nessa fase que se tornam "buscadores" no mundo interno,
embora muitos escolham o caminho das aventuras físicas ou se deixem apaixonar
pelas viagens. Outros confundem ainda o apelo de sua própria natureza superior
com a atração física por um outro ser humano.
Um outro fator interessante é o desejo de mudança que esse
impulso traz, muitas vezes sob a forma de sonhos de uma vida paradisíaca em
ilhas desertas e afastadas ou, mal terminadas as férias, já começar a fazer
planos para as férias seguintes. No extremo encontram-se aqueles que se
intoxicam com drogas ou com experiências sexuais como meio de "fugir desse
mundo".
A primeira exigência nas fases iniciais da Busca é o
Discernimento, virtude de Malkhut. Porém, todas as virtudes das sefirot da
personalidade inferior serão chamadas a atuar: a Independência de Yesod, pois
deverá conservar uma abertura a toda prova; a passagem pelo crivo das provas
subjetivas ou objetivas que vêm a seguir se encontra na Veracidade de Hod; a
capacidade de admitir sua própria ignorância, de "voltar a ser como uma
criança", está contida no desapego de Nezah; e, acima de tudo, a virtude
que levará a alma através de todas as dificuldades do caminho: a Devoção à
Grande Obra de Tiferet.
Existe um nexo entre este caminho do Desejo e da Visão e o
32º caminho do Ir e Voltar na forma física em Malkhut. Basta lembrar que a
letra Kaf, que corresponde ao caminho 21, também aparece na forma de echarpe
que flutua ao redor da personagem dançarina da carta (Arcano Maior) 21, O
Mundo, que alguns numeram como 22.
22º Gevurah - Tiferet
Lamed (30), o aguilhão; o braço utilizando todas as
articulações. Libra, Peixes, Neptuno. Esmeralda, azul, verde-azulado, verde
claro.
Corresponde ao arcano da Fé: XII - O Pendurado, Messias,
Misericórdia (ou Cáritas), Zodíaco (ou VIII - A Justiça, a Mestra do
Equilíbrio.
O 22º caminho é a Inteligência Fiel e é assim denominado
porque, por ele, as virtudes espirituais são desenvolvidas e todos os
habitantes da Terra estão perto de ficar sob a sua sombra (= sob a proteção de
suas asas).
Esse caminho tem uma importância suplementar por se
encontrar na linha do Raio Fulgurante. É geralmente conhecido, no sentido
ascendente, como o caminho dos Ajustes Cármicos. Tal como o 20º, seu oposto
complementar, este caminho tem afinidades com Daat, pois Daat é também uma esfera
de equilíbrio. Esses ajustes e reajustes podem ser representados pelo monstro
com cabeça de crocodilo, que devora os Reprovados na cena do Julgamento no
Livro dos Mortos egípcio.
Como a maior parte dos espantalhos pavorosos dos mitos
religiosos ou das lendas, os chamados monstros do mal são, na realidade, um véu
que oculta aquilo que não podemos enfrentar em nós próprios.
No sentido ascendente, o 22º caminho pede a redenção e a
assimilação de todo o nosso passado. A maior parte dessa confrontação ocorre no
caminho 19, mas a avaliação de todos os fatores, na qual nada será esquecido,
se faz no 22º.
O aguilhão, símbolo da letra Lamed, como os demais símbolos
de Gevurah, pode sugerir ideias de castigo, mas isso não é estritamente exato.
Podemos também associar esse caminho ao 11º (Keter-Hokhmah), representado pela
letra Alef, que simboliza o boi, o mais terra a terra dos animais.
O processo da manifestação, que continua ativo no caminho
que vai de Gevurah para a relativa estabilidade de Tiferet, fica bem simbolizado
pelo aguilhão.
Os poderes desse caminho, poderão ficar mais claros se nos
lembrarmos de um símbolo menos conhecido para a letra Lamed: Asa. É com as Asas
da Fé que a alma pode melhor cumprir seu destino e escapar da sombra do karma,
como sugere o texto yetzirático.
23º Gevurah - Hod
Mem (40), a água; a qualidade mediadora do feminino nas
mudanças. Escorpião, Marte, Plutão, Saturno; o elemento água. Azul escuro,
verde água, verde oliva.
Corresponde ao arcano da Vida Eterna: XIII - "Sem
Nome", a Foice, Morte e Reencarnação, Transmutação da Energia (ou XII - O
Pendurado, Espírito das Águas).
O 23º caminho é a Inteligência Estável e é assim denominado
porque tem a virtude da coerência entre todas as numerações.
Liga, no sentido ascendente, o princípio intelectual a uma
faculdade espiritual de julgamento rigoroso. Compreende o sacrifício das idéias
e padrões anteriores, sem o qual se retrocede.
Hod é um dos sefirah que correspondem ao elemento Água. Um
dos atributos da Água é a reflexão e, em Hod, podemos distinguir os reflexos
dos princípios dos mundos superiores.
As imagens em Hod se apresentam mais sob a forma de
abstrações (os símbolos geométricos de Pitágoras, por exemplo) do que sob a
forma de confusas inquietações do subconscientes (os sonhos, por exemplo) de
Yesod.
A similaridade de função dos dois sefirot pode ser
compreendida pela reapresentação dos planetas correspondentes: a Lua de Yesod
tem a forma de uma taça, de um recetáculo, que é o mesmo símbolo que coroa
Mercúrio.
Gevurah não alcança seus propósitos apenas pela intensa
atividade ou pela violência, mas também pela sua persistência no tempo. Temos,
portanto, no 23º caminho, de um lado a estabilidade necessária para refletir os
mundos superiores sem deformá-los e, de outro, a estabilidade do esforço
durante um período incomensurável.
24º TIFERET - NEZAH
Nun (50), o peixe; o fruto. Escorpião, Aquário e Sagitário.
Azul-esverdeado, marrom descorado, marrom bem escuro, marrom esverdeado.
Corresponde ao arcano da Inspiração: XIV - A Temperança,
Dedução, Reversibilidade, Engenho Solar (ou XIII - A Morte, Filho dos Grandes
Transformadores).
O 24º caminho é a Inteligência Imaginativa, assim denominada
porque dá uma semelhança a todas as similitudes criadas de modo similar às suas
harmoniosas elegâncias.
Representa a prova no caminho do poder. Corresponde à
destruição dos impulsos egoístas com finalidade de uma reconstrução num nível
mais elevado de individuação.
Os três caminhos (24º, 25º e 26º) que ligam as sefirot do
Mundo da Forma (Yetzirah) à Tiferet, são caminhos de sacrifício, ou seja, da
troca de alguma coisa por outra melhor. A meta é descobrir a nossa verdadeira
Vontade Espiritual e ter a coragem de agir em função dela. O 24º caminho
representa a morte e o nascimento da personalidade e se relaciona com a Vontade
de Transformação. O 26º propõe a transformação da inteligência em Intuição; e o
27º a transformação da vontade, da inteligência e da memória da personalidade
em Caridade, Fé e Esperança.
Embora esses três caminhos tenham igual importância, o 24º
possui o significado suplementar de estar na rota do Raio Fulgurante. É
denominado "Inteligência Imaginativa", pois a personalidade pode se
tornar imagem do princípio espiritual. A letra hebraica que corresponde ao caminho
24 é Nun, o peixe, que no nível do simbolismo sexual representa o esperma
masculino. O peixe, em especial, está associado a Cristo.
25º Tiferet - Yesod
Samech (60), o sustentáculo; uma flecha contornando a
superfície de uma circunferência. Sagitário e Saturno. Azul, amarelo, verde,
azul escuro brilhante.
Corresponde ao arcano da Contra inspiração: XV - O Diabo,
Lógica, Nahash (a serpente que seduziu Eva), Fatum (ou XIV-A Temperança, Filha
de Reconciliadores).
O 25º caminho é a Inteligência da Prova ou Tentação, assim
denominado por ser a primeira tentação pela qual o Criador prova todas as
pessoas virtuosas.
É o caminho entre a Personalidade e a Individualidade, no
qual se desenvolvem os primeiros vislumbres da consciência superior. Representa
a prova da viagem de travessia do deserto, que necessita da Fé e da Coragem
para ser empreendida, que exige o abandono da aparente segurança dos mundos
inferiores.
Cada uma das três vias que levam a Tiferet (os caminhos 24,
25 e 26) contêm a experiência conhecida pelo nome de Noite Escura da Alma. No
25º caminho a alma deve progredir no Caminho Deserto, deixando para trás a vida
dos mundos exteriores e inferiores, embora ainda inconsciente da vida dos
mundos interiores e superiores, invocando a luz interior que se tornará a
aurora dourada nas trevas.
Trechos de Noite Escura da Alma, São João da Cruz
"As almas começam a entrar nessa Noite Escura quando
Deus as liberta pouco a pouco de um primeiro estado, aquele em que se medita na
vida espiritual, e as introduz num estado mais avançado que é o dos
contemplativos. É necessário passar por esse caminho para se tornarem
perfeitas, ou seja para alcançar a divina união da alma com Deus. Ora, para
explicar e melhor dar a entender a natureza da Noite que a alma deve atravessar
e o motivo pelo qual Deus a introduz aí, é indispensável dizer uma palavra
sobre os defeitos específicos dos iniciantes: seremos breve, mas sem deixar de
lhes ser útil. Eles assim se darão conta da fraqueza do estado no qual ainda se
encontram. Com uma nova coragem, desejarão que Deus os introduza nessa Noite em
que a alma é confirmada em suas virtudes e na qual se encontra as inefáveis
delícias do amor divino. Que nos seja portanto permitido deter um momento para
dizer simplesmente o necessário em vista da Noite Escura, que trataremos a
seguir".
"Sabemos que a alma, tão logo se tenha decidido a se
colocar completamente a serviço de Deus, torna-se objeto especial da solicitude
divina para favorecê-la e fazê-la crescer em espírito. Os cuidados com os quais
Deus preenche sua vida espiritual lembram os de uma mãe, cujos afetos se
concentram sobre seu filho. Ela os aquece em seu seio, os alimenta com seu
leite, dá os mais delicados alimentos, carrega-o em seus braços e o cobre de
carícias. Mais tarde, quando a criança cresce, o carinho se torna menos
expansivo, o amor se oculta, os seios esfregados com aloés enjoam a criança, e
então a mãe termina por colocá-lo no chão, para que ele use os próprios pés,
deixe de ser pequeno e se desenvolva com atos mais de acordo com as exigências
da vida... "
"Por Noite Escura, entendemos a Contemplação, e ela produz
nos espirituais dois gêneros de trevas ou de purificações, conforme afete um ou
outro dos elementos do homem, a parte sensitiva ou a parte espiritual. Há
portanto uma primeira Noite ou purificação dos sentidos, que dá à alma sua
pureza segundo sua parte sensitiva e acomodando o sentido ao espírito. A
segundo Noite ou purificação espiritual é aquela em que a alma se purifica e se
despoja segundo o espírito a fim de se acomodar e se tornar apta à união de
amor com Deus. A Noite dos sentidos é comum: ela se produz num grande número de
iniciantes, e dela nos ocuparemos em primeiro lugar. A Noite do espírito é
excecional; ela é privilégio daqueles que já se exercitaram e avançaram e a
explicaremos em segundo lugar. "
"A primeira noite é amarga e temível para os sentidos,
tal como veremos. A segunda não tem comparação, é só horror e espanto para o
espírito; e como a Noite dos sentidos é pela ordem a primeira que a alma deve
atravessa, direi uma palavra sem me estender, visto ser bem conhecida e ter
sido descrita com freqüência. Nos deteremos sobretudo na Noite do espírito
porque os ensinamentos orais e os livros geralmente as negligenciam e
principalmente porque a experiência é rara.
Como o modo pelo qual os iniciantes principiam o caminho
divino é vulgar, e como ela está muito sujeita aos seus próprios desejos e
elãs, Deus se interpõe para fazê-los progredir, libertando-os de sua baixa
conceção de amor. Ele quer eleva-os até Ele, fazê-los abandonar o exercício
inferior dos sentidos (a imaginação) e do raciocínio através do qual se busca
Deus de modo mesquinho no meio de obstáculos que já assinalamos, e os introduz
no exercício mais fecundo do espírito, aquele que permite comunicar menor
imperfeitamente com Deus. Ele se ocupa deles porque já desde algum tempo os
iniciantes mostraram sua perseverança nos caminhos da virtude pela meditação e
pela oração.
Encontrando aí um sabor, satisfazendo seu gosto, eles são
pelo menos desligados das coisas do mundo. Suas forças espirituais em Deus são
aumentadas e, por isso, eles aprenderam a refrear o apetite que leva para as
criaturas. Eis que se tornam capazes de suportar por Deus uma contrariedade,
uma aridez sem ter imediatamente a idéia de recuar para encontrar as antigas
satisfações."
"Ora, no momento em que estão bem à vontade em seus
exercícios espirituais, em que imaginam caminhar plenamente com os favores
divinos, bruscamente Deus os mergulha na obscuridade: a porta da felicidade se
fecha, a fonte tão agradável da bebida espiritual, em que saboreavam Deus tão
freqüente e tão longamente quando desejassem, encontra-se esgotada... E Ele os
deixa numa obscuridade tal que eles chamam em vão o socorro do sentido (da
imaginação) e do raciocínio para se dirigir. Para onde vão? Eles o ignoram;
impossível avançar como antes pela meditação discursiva. O sentido interior, já
paralisado nessa Noite, encontra-se tão árido que, longe de reencontrar a
antiga satisfação e o encanto das coisas espirituais e de seus exercícios, ele
só se choca com desgostos e contrariedades."
"Deus notou que esses iniciantes tinham crescido um
pouco; agora, o progresso deve retirá-los dos cueiros, afastá-los do seio
alimentar, colocá-los na terra para que aprendam a usar os próprios pés. Se
tudo isso parece estranho, é porque tudo se passa no sentido contrário ao dos
seus hábitos".
26º Tiferet - Hod
Ayin (70), o olho; uma conexão em estado de tensão.
Capricórnio, Escorpião, Plutão e Urano. Índigo, negro, azul escuro, verde
escuro e frio.
Corresponde ao arcano da Construção: XVI - A Torre,
Eliminação Lógica, Contração Astral, Destruição física, Casa de Deus (ou XV - O
Diabo, a Porta da Matéria).
O 26º caminho é denominado a Inteligência Renovadora porque,
por ele, o Deus Santo renova todas as coisas mutáveis que são regeneradas pela
criação do mundo.
Do mesmo modo que o 25º caminho é uma Noite Escura da Alma
no caminho do Amor ou do Misticismo Devocional, e o 24º caminho é uma prova no
Caminho do Poder ou do Misticismo da Natureza e da Arte, pode-se considerar o
26º caminho como uma prova similar no Caminho da Sabedoria, o Caminho
Hermético.
Escapar das limitações da forma exige a ruína das
construções do intelecto. A ideia que o homem faz de Deus, por exemplo, vai se
modificando na medida de sua própria evolução.
O signo de Capricórnio atribuído a esse caminho fala da
autoridade, da limitação e da densificação. Mas a cabra que figura esse signo
também diz que percorrendo agilmente o caminho, de rochedo em rochedo, poderá
alcançar altos picos. No correr do percurso nossa compreensão se modificará
pois, afinal, esse caminho é denominado Inteligência Renovadora. À media em que
o ar mental se rarefaz, os processos mentais se transformarão de inteligência
em intuição. Esse caminho é uma operação de transformação da consciência
intelectual de Hod na consciência iluminada de Tiferet.
27º Nezah - Hod
Pei (80), a boca; uma boca com língua, ou seja, uma boca que
fala. Mercúrio, Peixes e Netuno, Marte. Vermelho, vermelho brilhante raiado de
azul e esmeralda.
Corresponde ao arcano do Crescimento e da Mãe: XVII - A
Estrela, a Esperança, Intuição, Estrela dos Magos (ou XVI - A Casa de Deus,
Senhor dos Exércitos).
O 27º caminho representa a Inteligência Ativa e estimulante
porque, por ele, cada ser recebe seu espírito e seu movimento.
Esse caminho é o suporte principal da Personalidade. É o
primeiro véu ou barreira do caminho ascendente, ligando o centro do poder
criador em Nezah ao centro do pensamento concreta em Hod.
O 27º caminho está na rota do Raio Fulgurante e manifesta a
força de vida nos mundos inferiores. Ele liga as sefirot de base dos pólos
opostos do Princípios da Manifestação, o pilar positivo da Misericórdia e o
pilar negativo do Rigor.
A letra hebraica para esse caminho, Peh, significa boca,
órgão que ingere os alimentos (aspecto recetivo) e emite a palavra (aspecto
ativo). O Yud que preenche a boca pode ser considerado uma figuração da língua
que formula o Verbo em ação, ou até mesmo o próprio Verbo. No caso do 27º
caminho, os Verbo se refletiu nos níveis inferiores astral-mental e formou uma
veículo para si, a Personalidade. É por meio dessa Personalidade que o Verbo é
pronunciado para o nível de existência mais denso, Malkut, o mundo físico.
Como esse caminho representa a estrutura da personalidade, o
símbolo da boca nos lembra que a meta da encarnação é a busca do alimento na
Forma em benefício da individualidade e do Espírito.
"O nome do caminho dá uma boa indicação. O caminho
entre Hod e Nezah é chamado, a partir da letra hebraica que lhe foi designada e
do significado de sua raiz, "florescer e murchar", isto é, aparecer
e, então, desvanecer. Isso é um fenômeno vital e contínuo da mente. O caminho
entre Hod e Yesod é chamado de "Boca", originando-se da letra
hebraica Peh; o seu complemento no caminho Yesod-Nezah é chamado de
"macaquear ou imitar". Esse caminhos combinados formam, com seus
sefirot, um nítido retrato do trabalho dessa tríade. Além do mais, se levarmos
adiante esse princípio kabalístico, a palavra "Nakaph", formada pelas
letras desses três caminhos, significa "andar em círculos".
(AAK,207).
Halevi, como se pode notar pela citação acima, estabelece
uma relação entre as letras hebraicas e os Caminhos, diferente do que fizeram
até agora os autores franceses e ingleses.
28º Nezah - Yesod
Tsadi (90), o anzol; uma cobertura, uma tampa que se fecha.
Aquário, Câncer, Lua e Peixes. Violeta, azul celeste, malva azulada, branco
matizado de púrpura.
Corresponde ao arcano da Inteligência: XVIII - A Lua,
Crepúsculo, Hierarquia Oculta, Perigos Ocultos (ou IV - O Imperador, Filho da
Manhã; ou XVII - A Estrela).
O 28º caminha é denominado a Inteligência Natural; por ele,
tudo o que se encontra abaixo do Sol é terminado e concluído.
É o caminho de grandes poderes e forças porque, por ele, as
forças pura da imaginação criadora são vertidas para o nível subconsciente.
Entre as pessoas cultivadas, a Personalidade deveria ser uma
reprodução da Individualidade; em outros termos, o que está embaixo deveria ser
semelhante ao que está acima, para estar de acordo com o axioma hermético. Esse
fator é mostrado pelo signo de Aquário, , uma linha em ziguezague que lembra o
Raio, refletido abaixo por uma linha ziguezague similar. A linha superior representa
a Individualidade, a linha inferior a Personalidade. Desse modo, "tudo o
que se encontra sob o Sol é terminado e concluído".
A adoração da Natureza também cabe no 28º caminho. O aspecto
feminino dessa adoração, Vênus ou Ísis, é indicado pela figura simbólica de
Nezah, a Bela Mulher Nua, embora seus aspectos profundos venham de Binah. Esse
caminho corresponde ao canal de inspiração artística e de todo trabalho
criativo. Ele se refere a Lúcifer, o portador da Luz., cujos aspectos
superiores aparecem na lenda do Santo Graal, vaso que teria sido esculpido da
esmeralda caída da fronte de Lúcifer. E a esmeralda é a pedra atribuída a
Vênus/Afrodite/Nezah.
Os variados significado do 28º caminho vão desde o da
polaridade sexual, do contato com os reinos não humanos, até a formação de um
canal interior na consciência para a representação dos aspectos superiores da
alma.
29º Nezah - Malkhut
Kuf (100), o machado, uma arma cortante, a nuca. Peixes,
Gêmeos, Sol e Leão. Vermelho vivo, camurça salpicado de branco prateado,
castanho róseo.
Corresponde ao arcano da Intuição: XIX - O Sol, Luz
Resplandecente, Verdade Fecunda, Virtude Fecunda, Ouro dos Filósofos (ou XVIII
- A Lua, a Regente do Fluxo e Refluxo, Filha dos Filhos do Todo Poderoso).
O 29º caminho é denominado Inteligência Corporal porque
constrói cada corpo criado em todos os mundos, bem como sua reprodução.
Está ligado ao corpo físico, esse grande complexo de sangue,
carne, ossos e nervos que o Espírito utiliza para se manifestar sobre a Terra.
Também se refere aos instintos fundamentais, em particular à sexualidade e à
reprodução. O fato de possuirmos raízes biológicas físicas é uma das verdades
que devemos enfrentar no 29º caminho.
O homem urbano tende a aumentar o controle sobre os
instintos, o que pode torná-lo cego para as leis da natureza. Mas o homem não
pode escapar do seu aspecto primitivo. Ele pode controlar, transcender, mas
sempre se deparar á com esse lado da natureza em sua vida física. A aceitação
desse estado talvez seja a principal lição do caminho 29º.
Trata-se de um caminho do panteísmo e das etapas primitivas
e mais terra a terra do "Raio Verde", a via do misticismo da
natureza. Aqui não cabe o "amor" superficial e sentimental do
citadino pela natureza, mas sim a atitude ambivalente de amor e ódio do
camponês que dela deve tirar sua subsistência através de uma verdadeira luta.
O amor real pela natureza, como o verdadeiro amor humano,
não é uma coisa de apreciação refinada e impalpável, mas uma confrontação e
aceitação voluntária da realidade. O mito de Leda e o cisne (Zeus) cabe neste
caminho. Do seu encontro amoroso nascem Castor e Pólux, os Gêmeos Celestes,
representação da Individualidade e da Personalidade.
30º Hod - Yesod
Reish (200), a cabeça; uma cabeça humana. Saturno, Urano e o
elemento Ar, o Sol. Laranja, amarelo dourado, âmbar, âmbar rajado de vermelho.
Corresponde ao arcano da Ressurreição: XX - O Julgamento.
Transformação Astral, Transformações no Tempo (ou XIX - O Sol, o Senhor do Fogo
do Mundo).
O 30º caminho representa a Inteligência Coletiva e, por meio
dela, os astrólogos adquirem o conhecimento das estrelas e dos corpos celestes
e aperfeiçoam sua ciência em função das leis que regem o movimento das
estrelas.
Trata-se de um caminho de esclarecimento, que liga a visão
do mecanismo do universo, Yesod, à visão do esplendor, Hod. Este é a sefirah do
Mensageiro Divino, do Senhor dos Livros, e igualmente do Arcanjo Miguel, que
dispersa as forças das trevas.
A letra hebraica significa cabeça, o que supõe inteligência,
enquanto que o texto yetzirático sublinha a perfeição da ciência. Nesse texto a
astrologia é representativa de todas as ciências, cuja meta é a compreensão das
leis com as quais se pode prever os acontecimentos.
O princípio solar do 30º caminho pode lançar uma luz crua
sobre os desvios do ser, tais como se manifestam na personalidade. A lança e a
espada do Miguel Arcanjo, neste caso, não são apenas as armas simbólicas para
lutar contra os demônios, mas as pontas de acusação e cauterização dirigido
para o mais profundo do coração daqueles que caminham nos níveis mais baixos
desse caminho.
Os caminhos da Árvore da Vida são para a alma como grandes
viagens e importantes experiências e aquele que está na demanda do Santo Graal
em Keter acolherá com prazer os processos petrificadores no seu caminho. Aquele
que ousa se manter nu sob a luz brilhante da Verdade, como fazem os personagens
da lâmina do Tarô, compreenderá que iniciou uma Busca verdadeira e probatória e
não um romance encantador ou um jogo esotérico de salão.
31º Hod - Malkhut
Shin (300), o dente; uma flecha em movimento oscilante. Sol,
Sagitário e o elemento fogo. Laranja, vermelho vivo salpicado de ouro ou de
esmeralda.
Corresponde ao arcano do Amor: "O Arcano Sem
Número", o Louco, o Viajante, a Matéria ou XXI - O Mundo (ou XX - O
Julgamento, o Espírito do Fogo Primordial).
O 31º caminho é a Inteligência Perpétua, mas porque é assim
denominada? É porque ele rege os movimentos do Sol e da Lua em seu rumo
próprio, cada um na órbita que lhe convém.
Este caminho comunica a direção ou a revelação de fatores
mentais que, elevados a um nível sempre crescente, vão provocar a grande
diferença entre o homem e os animais selvagens.
O texto yetzirático, o único com pergunta e resposta, indica
que esse caminho se refere à instrução no nível mental.
Ele rege os movimento do Sol e da Lua, símbolos supremos da
radiação e da receptividade.
Héstia/Vesta, deusas do fogo, e Prometeu, cujo nome
significa "Previsão, que oferecem a principal distinção entre os homens e
os animais, podem ser associados a esse caminho. Pode-se dizer que o 31º
compreende os instintos superiores, por exemplo, os ternos sentimentos
associados à paternidade, à maternidade, à união.
Como ele nos leva a Hod, é influenciado pelos aspetos
civilizadores do número e da palavra, que permitem o cálculo e a medida e,
também, a comunicação com um nível superior.
Enquanto o caminho 29 nos oferece uma confrontação com a
herança biológica, recapitulada no ventre materno, o 31º pode nos revelar os
fatores das vidas precedentes que desempenham uma papel importante na formação
do temperamento da vida presente.
32º Yesod - Malkhut
Tav (400), a cruz; um peito. Sol, Saturno e os signos fixos
(Touro, Leão, Escorpião e Aquário). Índigo, negro, azul escuro, negro rajado de
azul.
Corresponde ao arcano da Alegria. XXI - O Mundo, a Coroa
Mágica, Adaptação da Obra Magna, Onipotência Natural ou O Louco, o arcano sem
número.
O 32º é a Inteligência Organizadora. É assim denominado
porque governa e associa os movimentos dos sete planetas guiando-os em suas
trajetórias próprias
Esse caminho liga Malkhut, o mundo físico, à Yesod, o véu
etérico e inconsciente universal que representa o fundamento da existência física.
É um caminho de introversão da consciência sensorial para a consciência das
profundezas do mundo interior.
É também o caminho da Iniciação. Yesod, sefirah da Lua,
reflete e magnetiza o poder oculto. Deméter e sua filha Perséfone, podem ser
assobiadas a esse caminho.
Do ponto de vista psicológico, poder-se-ia dizer que as
técnicas freudianas correspondem a esse caminho, na medida em que ajudam a
perceber as imagens inconscientes de Yesod em relação a Malkhut, ou seja, à
vida cotidiana. Já as técnicas junguianas poderiam ajudar a seguir essas
imagens até se tornarem símbolos de transformação que conduzem à harmonia
psíquica de Tiferet (caminho 25, Yesod-Tiferet).
O 32º caminho representa as primeiras fases da devoção
mística, bem como o caminho que leva aos planos inferiores e à memória
inconsciente. Suas lições mais importantes são, no sentido ascendente, a
existência da causalidade das coisas num plano mais elevado ou profundo que o
do mundo físico e, no sentido descendente, a aceitação de uma limitação do
espírito numa forma mais densa.
Agrupamento dos caminhos
Os Pequenos Mistérios (da Personalidade)
- Os que vão e vêm do ser físico: 32, 29 e 31.
- As estruturas da personalidade: 28, 30 e 27.
- Os laços com a individualidade: 25, 26 e 24.
- Os Grandes Mistérios (da Individualidade)
- As estruturas da individualidade: 20, 22 e 19.
- As influências sobre a personalidade: 21 e 23.
- Os laços com o espírito: 13, 17 e 15.
Os Mistérios Supremos (do Espírito).
- As influências sobre a individualidade: 18 e 16.
- As estruturas do espírito: 14, 12 e 11.
Livros :
1. Gareth Knight. Guide Pratique du Symbolisme de la Qabal,
tomes I et II. Ediru, France (GPSQ)
2. Z'ev ben Shimon Halevi. (Warren Kenton). Adão e a Árvore
Kabbalística. Ed. Imago. (AAK)3. -. Escola de Kabbalah. Siciliano (EK)4. -,
Cabala e Psicologia. Ed.Siciliano 6. -, Astrologia Cabalística. Pensamento (AC)
7. Dion Fortune. A Cabala Mística. Pensamento (CM)
8. G.O.Mebes. Os Arcanos Maiores do Tarot. Ed. Pensamento
(GOM)9. -. Os Arcanos Menores do Tarô. Pensamento. 10. Valentim Tomberg
(Anônimo). Meditação sobre os Arcanos Maiores do Tarô. Ed. Pensamento (MAMT),
11. David Zumerkorn, Numerologia Judaica e seus Mistérios. Ed. Maayanot, de
onde validamos a grafia do nome das letras alfabeto hebraico.
Um dos livros mais antigos que faz menção à “cruz
celta”, é o “The Pictorial Key to the Tarot “, de Arthur Edward Waite, (1910,)
Rider-Waite Tarot. “um antigo método céltico de adivinhação”, o mesmo diagrama
, disposição das cartas exposta no livro Tarot mitológic
Esta tiragem é especialmente indicada para estabelecer
relações, principalmente se já tivemos práticas com a Árvore Sefirótica e
estamos bem familiarizados com ela.
ArvoredavidasefirotImage
Coloque as cartas na ordem que se indica, que é o mesmo da
Árvore da Vida a Cabala:
Observe as diferentes cartas que tenham saído em cada uma
das “sefirah”, e estabeleça as correspondências. Vai permitir-lhe relacionar
umas com as outras, cada carta, corresponde também a uma delas [N.T. sephirah],
e seu simbolismo nos ajudará a compreendê-la melhor.
Costuma-se realizar esta tiragem para fazer uma análise do
momento presente e, muito frequentemente, para nos observar internamente nas
diferentes fases de nosso processo.
1 - Kether - Falará da vida espiritual do consulente
2 - Chokmah - Falará da personalidade e iniciativas do
consulente
3 - Binah - Falará sobre as consequências desta
personalidade e destas iniciativas, e também o lado inconsciente, a sombra da
personalidade que de certa forma a sustenta
4 - Chesed - Refere-se a aspetos materiais no sentido de
base, sobrevivência, estrutura
5 - Geburah - Refere-se a obstáculos, brigas, adversidades,
inimigos
6 - Tiphareth - Reflete glória, brilho, prazer,
reconhecimento, individualidade e fama
7 - Netzach - Especifica o traço das relações amorosas
8 - Hod - Mostra o retrato da mente do indivíduo
9 - Yesod - Reflete a psique, os sonhos e a saúde
10 - Malkut - Reflete o resultado de sua jornada, a casa do
consulente, o que ele conseguiu
11 - Daath - É o que não pode ser dito em palavras
Etteilla associou o Tarot á cabala, sistema místico judeu na
conceção do mundo, mas na realidade quem realmente se empenhou em levar adiante
foi Eliphas Levi, padre católico, filósofo e simbolista Alphonse Louis
Constant, um estudioso apaixonado do simbolismo e entendeu os 22 Arcanos do
Tarot correspondiam ao número de letras do Alfabeto hebraico. Relacionando-os
com os caminhos da Arvore da Vida.
De acordo cabalística de mundo, toda a criação se expressa
em 10 Conceitos: Sephirot
Que são: a Coroa, a Sabedoria, a Inteligência, a Bondade o
Amor a Justiça o Triunfo o Esplendor a Fundação do Reino (estão bem presentes
também no Oráculo de Belline). Que se distribuem pelos caminhos possíveis da
Árvore da Vida - são trilhos que ligam um Sephirot a outro Sephirot. A unidade
é sublinhada, simbolicamente nestes três sistemas - Tarot >Cabala Alfabeto
>Hebraico. Passando, Levi a definir o Tarot como, um alfabeto oculto.
A síntese da ciência e, a Chave da Cabala. Que deu origem ao
seu livro DOGMA E RITUAL da Alta Magia.
Ex: A Letra BEHT - a luz do Sol, A letra Ayin o Juízo Final
, o Julgamento.
A Geometria é uma metáfora da ordenação do Universo
Assim “Os 32 Caminhos da Sabedoria”. Embora não seja de
compreensão fácil e imediata, ele merece ser considerado por se tratar de um
texto da tradição cabalística - Constantino K. Riemma.
Aleph (1), o boi, o homem. Mercúrio, Touro, Gémeos e o
elemento Ar. Amarelo claro brilhante, azul celeste, azul esmeralda, esmeralda
salpicada de ouro.
Corresponde ao Arcano da Mística: I - O Prestidigitador, o
Mago, Divina Essência (ou 0 - O Louco, o Espírito do Éter).
"O 11º caminho é a Inteligência Cintilante porque ele é
a essência dessa cortina colocada junto da ordem de arranjo e lhe é dada uma
dignidade especial de ser capaz de manter-se de pé diante da Face da Causa das
Causas."
A "Face da Causa das Causas" é a fonte de toda a
Criação em Keter; por isso a experiência espiritual de Hokhmah é a Visão de
Deus face à face.
No sentido ascendente, de Hokhmah para Keter, o 11º caminho
constitui portanto esse alto nível de consciência que a alma iluminada percorre
desde a Visão direta de Deus face a face até a experiência transcendental ainda
mais alta de União real com Deus. Trata-se da "Inteligência
Cintilante".
Em Keter está o Verdadeiro Plano da evolução e de toda vida
criada. "A ordem de arranjo (ou de composição) " é portanto um título
válido para Keter. A "cortina" ou Véu é o da vida na Forma. A Forma é
a cortina que oculta (e ao mesmo tempo revela) a essência da vida. Mas, nesse
caso se trata de uma força pura, pois o 11º caminho é a "essência dessa
cortina". Nesses níveis supremos, a forma é muito atenuada em comparação
ao nível denso da nossa existência, mas nem por isso é menos poderosa. Uma
forma incorreta ou mal aplicada num nível superior da manifestação pode
produzir deformações que se ampliarão à medida que seus efeitos se façam sentir
nos planos inferiores.
O elemento Ar é um bom símbolo para o Espírito, pois é
ilimitado, insinua-se por toda parte e é também um grande disseminador.
No sentido ascendente, o 11º Caminho reapresenta a etapa
final da união com Deus. A descida desse caminho é a primeira etapa da Descida
do Poder simbolizado na Kabbalah pelo Raio Fulgurante. Ele representa,
portanto, os primeiros inícios.
12º Keter - Binah
Beith (2), a casa; a boca humana. Lua e Mercúrio. Amarelo,
violeta, cinza, índigo salpicado de violeta.
Corresponde ao arcano da Gnose: II - A Papisa, Gnose, Porta
do Santuário, Divina Substância (ou I - O Mágico; o Mago do Poder).
O 12º caminho é denominado Inteligência da Transparência
porque é dessa espécie de Magnificência, chamada Chazchazit, que provém as
visões daqueles que se vêm em aparição.
Por ser o caminho da "Inteligência da
Transparência" significa a capacidade de ver as coisas tais como elas são
na realidade. A Forma não oculta a luminosa imagem do Criador, mas sim a
revela. O Véu do Templo, para falar simbolicamente, nada tem de opaco. É o
caminho que une o princípio da Forma (Binah) à sua fonte Espiritual (Keter). a
verdadeira fonte da qual provém a Forma e sua força interior.
A raiz do termo Chazchazittem aceções de vidente, vidência,
visão. Trata-se, por certo, da mais alta forma de profecia, o conhecimento
espiritual, uma forma de perceção interior muito mais delicada e exata que a
intuição, que por sua vez é uma forma de consciência muito mais importante e
exata do que a clarividência, ou outras formas de psiquismo. Esse caminho
representa capacidade de pressentir o Verdadeiro Plano nas alturas de Keter e
de fazê-lo descer sob a forma de uma Verdadeira Impressão na sefirah da Forma,
Binah. A descida do Plano é uma decorrência necessária, pois o conhecimento seria
de pouca utilidade se não se manifestasse, sucessivamente até os níveis da
consciência mental e do efeito físico.
13º Keter - Tiferet
Guímel (3), o camelo; uma mão que pega. Vênus e Virgem; a
Lua. Azul, prateado, azul-claro frio, prateado riscado de azul celeste.
Corresponde ao arcano da Magia: III - A Imperatriz, Vênus
Urânia ou Vênus do Universo, Natureza, Divina Natureza, Parto, Geração, (ou II
- A Papisa, Sacerdotisa).
O 13º caminho é denominado a Inteligência Unificadora e é
assim chamado porque é em si mesmo a essência da Glória; é a Perfeição da
Verdade das coisas espirituais individuais.
Esse caminho se destaca entre os demais porque se encontra
sobre a linha direta de contato entre o Espírito e a Individualidade.
Ele faz parte do que se poderia denominar de coluna
vertebral da Árvore da Vida, o longo caminho entre o Espírito e a Terra, Keter
e Malkhut.
A linha ascendente vertical da Árvore da Vida é o Caminho da
Flecha, a Via Mística dos que não procuram manipular poderes ocultos, mas sim a
União com Deus. O Caminho dos Místicos sobe pelo 32º caminho, a Entrada dos
planos interiores, e passa através dos reinos subconscientes de Yesod. Como
Yesod está ligado à função sexual, torna-se compreensível a ocorrência de
imagens de natureza sexual em certos tipos de misticismo.
De Yesod, a Via leva através do "deserto" do 25º
caminho, a Inteligência da Prova, que é a primeira Noite Escura da Alma, antes
de alcançar a aurora dourada da consciência de Tiferet e o contato com o
"deus interior". Mas o contato de Tiferet é ainda um aspecto menor do
"deus interior", pois o Caminho conduz a seguir diretamente à fonte
do ser espiritual em Keter. Essa segunda metade é o 13º Caminho, ao qual
corresponde a letra hebraica Guímel, um camelo, o que nos lembra um outro
deserto, portanto uma segunda Noite Escura da Alma, a travessia do Abismo,
descrita por São João da Cruz.
Como a morte e o nascimento, o 32º, o 25º e o 13º caminhos
formam principalmente uma via de transição. Poderia ser denominada a Via mais
direta na demanda do Santo Graal, compreendendo-se o Graal como o recipiente
que se pode fabricar com o próprio ser para se tornar capaz de reter as forças
superiores, o Sangue e as Águas do Espírito.
14º Hokhmah - Binah
Dálet (4), a porta; o seio, como idéia de alimentar e ser
alimentado. Júpiter e Áries; Vênus. Verde esmeralda, azul-celeste, rosa ou
cereja rajada de verde claro.
Corresponde à Filosofia Hermética e à Obediência: IV - O
Imperador, Pedra Cúbica, Forma, Autoridade, Adaptação (ou III - A Imperatriz, a
Filha dos Poderosos).
O 14º caminho é a Inteligência Iluminante e é assim
denominado porque é esse Chasmal o fundador das idéias ocultas e fundamentais
da Santidade e de suas fases de preparação.
Do mesmo modo que o caminhos transversais interiores, o 27º
e o 19º, são respectivamente os "suportes" da Personalidade e da
Individualidade, o 14º é o suporte do Espírito em seu próprio nível. O texto
yetzirático o denomina Chasmal, ou seja, "o Brilhante, fundador das idéias
ocultas e fundamentais da santidade". Ele é, por certo, o fundamento
oculto de todos os seres na Forma. A fonte do nosso ser está em Keter, mas a
manifestação enquanto unidade estável pressupõe o funcionamento do Princípio da
Polaridade que, neste nível, É o princípio arquetípico de Hokhmah e Binah. E
esses dois princípios são ligados pelo 14º Caminho.
Para seguir o simbolismo da letra hebraica. esse caminho é a
Porta, ou seja, a entrada para a manifestação. Poderíamos mesmo denominá-lo a
Porta do mundo do Espírito, pois esse caminho segue o trajeto do Rio
Fulgurante.
No sentido ascendente, esse caminho é o último canal de
consciência no qual os pilares da Manifestação em sua ação de defensores da
Forma têm ainda influência. É a Porta da Iluminação, como subentende o texto
yetzirático, Iluminação Total da Visão de Deus face a face, em Hokhmah.
É sobre esse aspecto de manifestação que o simbolismo da lâmina
do Tarô desse caminho se refere: é a pedra fundamental da construção do Templo
do Homem na existência manifestada.
15º Hokhmah – Tiferet
Hei (5), a janela; a respiração. Áries e Mercúrio. Vermelho vivo, chama
brilhante, vermelho incandescente.
Corresponde ao arcano da Transcendência e da Pobreza: V - O
Papa, a Essência Divina, Quintessência, Religio. (ou IV - O Imperador; ou XVIII
- A Estrela)
O 15º caminho é a Inteligência Constituinte, assim
denominado porque constitui a substância da Criação nas trevas puras e os
homens falaram das contemplações; é dessas trevas que se fala na Escritura:
"e o enfaixei com névoas tenebrosas" (Jó).
Essa substância da Criação são as Águas do Não-manifestado
que vertem na manifestação.
No sentido ascendente, lembrando que a experiência
espiritual de Hokhmah é a visão de Deus face a face, podemos dizer que, ao
longo desse caminho, a alma pode perceber uma centelha da majestade do seu
Criador, como se, assentada diante de uma janela estreita sem vidro, ela
olhasse fixamente para as trevas do espaço e visse subitamente uma estrela
lampejar, indicando o ponto de origem da alma e a meta para a qual ela deve
dirigir a sua evolução.
O fator de início e fim da evolução pessoal é sublinhado
pela forma do signo astrológico de Áries: ; a queda súbita na manifestação e o
posterior retorno ao ponto de partida.
O meio de alcançar essa meta de toda humanidade poderia ser
expresso em termos bem simples: "Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu
coração, de toda a tua alma, com toda a tua força e de todo o teu entendimento;
e a teu próximo como a ti mesmo" (Lucas 10-27, Mateus 22-37).
16º Hokhmah - Hesed
Vav (6), o prego; o olho e o ouvido. Touro, Sagitário e
Vênus. Vermelho alaranjado, índigo escuro, marrom brilhante.
Corresponde ao arcano da Iniciação, do Livre Arbítrio: VI -
O Enamorado, Bifurcação, a Lei da Analogia, Liberdade, Mediação (ou V - O Papa,
o Mago do Eterno).
O 16º caminho é a Inteligência Triunfal ou Eterna e é assim
denominado porque é o prazer da Glória além da qual não há Glória igual. É
também chamado de Paraíso preparado para os Justos.
O Caminho 16º, paralelo ao 18º, é um dos laços entre o
Espírito e a Individualidade. O prego, reapresentação da letra Vav, é um
símbolo importante do ponto de vista esotérico cristão, pois o Espírito é
pregado três vezes à cruz da matéria.
No sentido ascendente, esse "prazer da Glória além do
qual não há Glória igual" permite considerar o caminho 16 como um modelo
do que deveria ser e uma promessa do que será alcançar o nível zodiacal
reapresentado por Hokhmah, também denominado "Paraíso preparado para os
Justos".
O signo astrológico desse caminho é Touro, animal que
representa a mais densa concreta atitude sobre a terra, enquanto a Vaca, sua
parte feminina simboliza o princípio feminino, recetivo da forma, matriz na
qual se incrusta a joia do Espírito. A forma do signo, se adequa a esse
caminho: um disco solar indicando a receção dos poderes do Eterno e sua difusão
sob a forma de luz e calor.
O Graal, em suas diferentes versões, também pode ser
relacionado a esse caminho, que leva à Távola Redonda Zodiacal (Hokhmah), no
centro da qual se encontra o Santo Graal.
É o caminho no qual podemos aprender a ligar a sabedoria ao
amor e, desse modo, servir de maneira totalmente impessoal.
17º Binah - Tiferet
Zain (7), a espada; uma flecha lançada com pontaria
certeira. Gêmeos, Áries e Câncer. Laranja, cinza avermelhada.
Corresponde ao arcano do Repouso: VII - O Carro, Carruagem
de Hermes, Vitória, Direito de Propriedade (ou VI - Os Namorados, os Filhos da
Voz, Oráculo dos Deuses).
O 17º caminho é denominado a Inteligência Ordenadora que dá
Fé aos Justos; nesse caminho eles são revertidos do Santo Espírito e ele é
denominado o Fundamento da Perfeição no estado das coisas superiores.
Binah, por ser o mais "concreto" dos três sefirot
supremos, contém a imagem do Espírito e sua destinação sobre a Terra. No
Caminho 17 a consciência do destino do Espírito é concentrada na sede da
consciência manifestada, Tiferet.
Binah é a "mãe da Fé, da qual a Fé emana". Nesse
caminho, a Fé é dada aos Justos, que assim são revestidos do Espírito Santo.
Binah está estreitamente ligada ao Santo Anjo da Guarda.
A Fé pode ser considerada não só como a fé em Deus, mas
também a confiança em si que cada ser humano deve ter, o domínio no qual deve
aplicar seus esforços, sejam quais forem os obstáculos. O signo astrológico de
Gêmeos, indica a verdadeira relação que deve existir entre o Santo Anjo da
Guarda e a Individualidade. Eles devem ser um o reflexo do outro. A chave desse
caminho, a letra hebraica Zain, significa espada. A forma da letra sugere uma
espada e, de certo modo, a ação do Santo Anjo Guardião, o qual representa
Conhecimento e Propósito. O Anjo projeta uma "varinha', de Conhecimento e
Propósito para os níveis inferiores da manifestação.
18º Binah - Gevurah
Chet (8), a cerca; um campo com tudo o que pode ser
cultivado. Câncer e Libra. Âmbar, marrom púrpura, ruivo brilhante, castanho
escuro esverdeado.
Corresponde ao arcano do Equilíbrio: VIII - A Justiça, a Lei
do Equilíbrio, Lei, Karma (ou VII - O Carro, Filho dos Poderes da Água, Senhor
do Triunfo e da Luz).
O 18º caminho é denominado a Inteligência da Casa da
Influência (devido a sua grandeza é aumentada a abundância do influxo de boas
coisas sobre os seres criados) e do seu seio são extraídos o arcano e os
sentidos ocultos que habitam sua sobra e que aí permanecem estreitamente unidos
pela Causa de todas as causas.
Esse caminho age como via de comunicação entre o Espírito e
a atividade inteligente da Individualidade (Gevurah). Ele é também chamado de
Casa da Influência. O texto yetzirático ("devido a sua grandeza é
aumentada a abundância do influxo de boas coisa sobre os seres criados")
indica o quanto essa ligação é importante para que o destino do Espírito seja
cumprido na manifestação. Quando isso não ocorre o Karma em geral se acumula e
os resultados da ação raramente são bons; o que é uma das consequências do
Primeiro Desvio que abriu um buraco ou Abismo entre os dois níveis de
existência.
Binah é a Mãe da Fé, da qual a individualidade obtém todo
conhecimento superior do seu destino. Esse conhecimento é "o arcano e os
sentidos ocultos" mencionado do texto yetzirático.
No sentido ascendente, isso significa que a nossa meta na
evolução é ligar esses dois níveis, e que a nossa primeira tarefa é desprender
os véus para transpor o Precipício e o Abismo. Só então será passível obter a impregnação
do conhecimento de nosso destino nos níveis mais densos e a sua aplicação no
plano físico da vida diária.
19º Hesed - Gevurah
Tet (9), a serpente; um telhado enquanto proteção e abrigo.
Leão, Capricórnio e Virgem. Amarelo esverdeado, violeta escuro, cinza, amarelo
avermelhado.
Corresponde ao arcano da Consciência: IX - O Eremita, Luz
Oculta, Protetores, Iniciação, Prudência (ou XI - A Força, a Filha da Espada
Flamejante, Guia do Leão).
O 19º caminho é a Inteligência do secreto de todas as
atividades dos seres espirituais e é assim chamada por causa da influência que
ela difunde a partir da mais alta e exaltada glória sublime.
O Caminho 19, de grande poder dinâmica, é o principal
suporte da Individualidade, do mesmo modo que o 27º (igualmente de grande
força) é o suporte principal da Personalidade. O 19º dispõe de uma força de
"empacotamento", que mantém juntos os diversos aspetos da unidade de
evolução, a Individualidade; de igual modo o caminho 27 mantém a unidade de
encarnação, a Personalidade.
O 19º se encontra na trajetória do Raio Fulgurante. A imagem
do Espírito, após ter sido propulsionada de Binah, via Daat, até Hesed, começa
a construir uma sucessão dinâmica de atividades. O sentido inverso, de Gevurah
a Hesed, é a via iniciática a partir da qual não são mais necessárias outras
encarnações sobre a terra. As tomadas de consciência desse Caminho são
particularmente profundas, pois são resultantes finais da experiência e da
compreensão de um ciclo completo de evolução.
A prova fundamental desse caminho é a capacidade de encarar
tudo o que ocorreu durante o ciclo completo da evolução pessoal, aceitando-o
totalmente sem fuga ou repressão. Esse balanço final não mais admite
adiamentos; o que não for enfrentado permanecerá como uma barreira ao
progresso.
"Esse caminho não é de fato agradável, mas pela simples
razão de que nós, que por ele caminhamos, não somos pessoas agradáveis".
Diante das dificuldades, nossa reação habitual é atribuir a culpa aos outros.
Trata-se de um grande passo começar a compreender que, de algum modo,
contribuímos largamente para estabelecer nosso próprio karma.
O 19º caminho corresponde à segunda barreira (ou véu) da
Árvore, preenchendo o intervalo entre a Severidade e a Misericórdia.
20º Hesed - Tiferet
Yud, a mão; o dedo indicador. Virgem, Capricórnio e Júpiter.
Verde amarelado, cinza escuro ou esverdeado.
Corresponde ao arcano da Natureza Decaída: X - A Roda da
Fortuna, Testamento, Kabbalah, Moinho do Mundo, Fortuna ou Sorte (ou IX - O
Eremita, o Profeta do Eterno).
O 20º caminho é a Inteligência da Vontade. É assim chamado
porque é o meio de preparação de tudo e de cada ser criado, e, por essa
Inteligência se adquire o conhecimento da existência da Sabedoria Primordial.
Tiferet é a sefirah central da Árvores da Vida e representa
assim o ponto de convergência da integralidade do ser humano na manifestação. É
o ponto de equilíbrio entre a força e a forma na individualidade (Gevurah e
Hesed). É também o ponto médio entre os níveis espirituais e a manifestação
densa sobre a Terra.
Hesed, por sua vez, representa a primeira manifestação do
ser numa existência sub-espiritual, contém a imagem mais pura de como o
Espírito deveria se manifestar enquanto ser humano.
No sentido ascendente da Árvore, o 20º Caminho dá a visão do
modelo do destino, proveniente dos níveis espirituais. No texto yetzirático
esse caminho é denominado Inteligência da Vontade, ou seja da Vontade
Espiritual, pela a qual se adquire o conhecimento da existência da Sabedoria
Primordial, ou seja, o conhecimento das realidades espirituais dos níveis
superiores. A contemplação contínua da verdadeira imagem é assim o "meio
de preparação de todo e qualquer ser criado", pois ela serve de guia no
caminho da evolução individual e indica os tipos de veículos ou recursos que
devem ser construídos para continuar a segui-lo.
A chave do caminho é a letra hebraica Yud, a primeira letra
do Nome Divino supremo JHVH, que significa o início das coisas. Seu significado
é a Mão, neste caso a Mão de Deus ou a mão do Espírito que guia a alma na sua
evolução.
Pode-se denominar Consciência Crística a tomada de
consciência da Vontade do Pai que está nos Céus. A primeira centelha dessa
consciência Crística pode ser vista como a influência do 20º Caminho que liga
Tiferet (o ponto mais baixo da individualidade e o mais alto da personalidade)
à Hesed (a esfera do ser manifestado na qual a verdadeira Vontade do Espírito é
conhecida).
Porém, por causa do Desvio Original, a situação real está
muito longe de ser tão simples como essa. O Pecado Original foi a recusa por parte
da individualidade de realizar a vontade original do Espírito no momento de
entrar no universo de Deus Pai. A consequência foi a criação de um falso
modelo. Em termos cabalísticos isso significa que a imagem refletida de Hesed
não é mesma que se encontra no Triângulo Supremo do Espírito. Há como que uma
fissura entre o Espírito e a Individualidade, que se reproduz no nível inferior
como uma fissura entre a Individualidade e a Personalidade. O Abismo e o
Despenhadeiro são consequências dos feitos do homem, frutos do pecado. O
processo evolutivo deveria ser uma luta, segundo o Plano Divino, e não essa
estagnação na obscuridade espiritual cercada de guerra, pobreza e doença que
acabaram por definir a condição humana.
A lição a reter é que a Demanda no Santo Graal não termina
em Tiferet, nem mesmo em Hesed, mas em Keter. O destino pessoal e a evolução
completa, só podem ser alcançados no momento em que todos os elos, partidos
sejam restabelecidos e que a Verdadeira Vontade do Espírito, e não só a da
individualidade, se manifeste de um modo totalmente controlado sobre a Terra.
21º Hesed - Nezah
Kaf (20), a palma da mão. Leão, Marte, Júpiter. Violeta,
azul, púrpura brilhante, azul brilhante raiado de amarelo.
Corresponde ao arcano da Virgem: XI - A Força, o Leão
Dominado, Força Divina, Força Humana, Força Natural (ou X - A Roda da Fortuna,
as Forças da Vida).
O 21º caminho é a Inteligência da Conciliação e da
Recompensa, assim chamado porque recebe a influência divina que aí opera por
meio das bênçãos dadas a todas as existência e a cada uma em particular.
Representa a ligação entre a pura imagem do que a
individualidade tem a intenção de cumprir (Hesed) e a imaginação criativa e as
emoções superiores da personalidade (Nezah). Compreende os ideais e aspirações
que cativam a imaginação do homem.
A influência desse caminho age principalmente sobre as
emoções e é essa aspiração indefinida que leva homens e mulheres a se colocarem
na busca. É nessa fase que se tornam "buscadores" no mundo interno,
embora muitos escolham o caminho das aventuras físicas ou se deixem apaixonar
pelas viagens. Outros confundem ainda o apelo de sua própria natureza superior
com a atração física por um outro ser humano.
Um outro fator interessante é o desejo de mudança que esse
impulso traz, muitas vezes sob a forma de sonhos de uma vida paradisíaca em
ilhas desertas e afastadas ou, mal terminadas as férias, já começar a fazer
planos para as férias seguintes. No extremo encontram-se aqueles que se
intoxicam com drogas ou com experiências sexuais como meio de "fugir desse
mundo".
A primeira exigência nas fases iniciais da Busca é o
Discernimento, virtude de Malkhut. Porém, todas as virtudes das sefirot da
personalidade inferior serão chamadas a atuar: a Independência de Yesod, pois
deverá conservar uma abertura a toda prova; a passagem pelo crivo das provas
subjetivas ou objetivas que vêm a seguir se encontra na Veracidade de Hod; a
capacidade de admitir sua própria ignorância, de "voltar a ser como uma
criança", está contida no desapego de Nezah; e, acima de tudo, a virtude
que levará a alma através de todas as dificuldades do caminho: a Devoção à
Grande Obra de Tiferet.
Existe um nexo entre este caminho do Desejo e da Visão e o
32º caminho do Ir e Voltar na forma física em Malkhut. Basta lembrar que a
letra Kaf, que corresponde ao caminho 21, também aparece na forma de echarpe
que flutua ao redor da personagem dançarina da carta (Arcano Maior) 21, O
Mundo, que alguns numeram como 22.
22º Gevurah - Tiferet
Lamed (30), o aguilhão; o braço utilizando todas as
articulações. Libra, Peixes, Neptuno. Esmeralda, azul, verde-azulado, verde
claro.
Corresponde ao arcano da Fé: XII - O Pendurado, Messias,
Misericórdia (ou Cáritas), Zodíaco (ou VIII - A Justiça, a Mestra do
Equilíbrio.
O 22º caminho é a Inteligência Fiel e é assim denominado
porque, por ele, as virtudes espirituais são desenvolvidas e todos os
habitantes da Terra estão perto de ficar sob a sua sombra (= sob a proteção de
suas asas).
Esse caminho tem uma importância suplementar por se
encontrar na linha do Raio Fulgurante. É geralmente conhecido, no sentido
ascendente, como o caminho dos Ajustes Cármicos. Tal como o 20º, seu oposto
complementar, este caminho tem afinidades com Daat, pois Daat é também uma esfera
de equilíbrio. Esses ajustes e reajustes podem ser representados pelo monstro
com cabeça de crocodilo, que devora os Reprovados na cena do Julgamento no
Livro dos Mortos egípcio.
Como a maior parte dos espantalhos pavorosos dos mitos
religiosos ou das lendas, os chamados monstros do mal são, na realidade, um véu
que oculta aquilo que não podemos enfrentar em nós próprios.
No sentido ascendente, o 22º caminho pede a redenção e a
assimilação de todo o nosso passado. A maior parte dessa confrontação ocorre no
caminho 19, mas a avaliação de todos os fatores, na qual nada será esquecido,
se faz no 22º.
O aguilhão, símbolo da letra Lamed, como os demais símbolos
de Gevurah, pode sugerir ideias de castigo, mas isso não é estritamente exato.
Podemos também associar esse caminho ao 11º (Keter-Hokhmah), representado pela
letra Alef, que simboliza o boi, o mais terra a terra dos animais.
O processo da manifestação, que continua ativo no caminho
que vai de Gevurah para a relativa estabilidade de Tiferet, fica bem simbolizado
pelo aguilhão.
Os poderes desse caminho, poderão ficar mais claros se nos
lembrarmos de um símbolo menos conhecido para a letra Lamed: Asa. É com as Asas
da Fé que a alma pode melhor cumprir seu destino e escapar da sombra do karma,
como sugere o texto yetzirático.
23º Gevurah - Hod
Mem (40), a água; a qualidade mediadora do feminino nas
mudanças. Escorpião, Marte, Plutão, Saturno; o elemento água. Azul escuro,
verde água, verde oliva.
Corresponde ao arcano da Vida Eterna: XIII - "Sem
Nome", a Foice, Morte e Reencarnação, Transmutação da Energia (ou XII - O
Pendurado, Espírito das Águas).
O 23º caminho é a Inteligência Estável e é assim denominado
porque tem a virtude da coerência entre todas as numerações.
Liga, no sentido ascendente, o princípio intelectual a uma
faculdade espiritual de julgamento rigoroso. Compreende o sacrifício das idéias
e padrões anteriores, sem o qual se retrocede.
Hod é um dos sefirah que correspondem ao elemento Água. Um
dos atributos da Água é a reflexão e, em Hod, podemos distinguir os reflexos
dos princípios dos mundos superiores.
As imagens em Hod se apresentam mais sob a forma de
abstrações (os símbolos geométricos de Pitágoras, por exemplo) do que sob a
forma de confusas inquietações do subconscientes (os sonhos, por exemplo) de
Yesod.
A similaridade de função dos dois sefirot pode ser
compreendida pela reapresentação dos planetas correspondentes: a Lua de Yesod
tem a forma de uma taça, de um recetáculo, que é o mesmo símbolo que coroa
Mercúrio.
Gevurah não alcança seus propósitos apenas pela intensa
atividade ou pela violência, mas também pela sua persistência no tempo. Temos,
portanto, no 23º caminho, de um lado a estabilidade necessária para refletir os
mundos superiores sem deformá-los e, de outro, a estabilidade do esforço
durante um período incomensurável.
24º TIFERET - NEZAH
Nun (50), o peixe; o fruto. Escorpião, Aquário e Sagitário.
Azul-esverdeado, marrom descorado, marrom bem escuro, marrom esverdeado.
Corresponde ao arcano da Inspiração: XIV - A Temperança,
Dedução, Reversibilidade, Engenho Solar (ou XIII - A Morte, Filho dos Grandes
Transformadores).
O 24º caminho é a Inteligência Imaginativa, assim denominada
porque dá uma semelhança a todas as similitudes criadas de modo similar às suas
harmoniosas elegâncias.
Representa a prova no caminho do poder. Corresponde à
destruição dos impulsos egoístas com finalidade de uma reconstrução num nível
mais elevado de individuação.
Os três caminhos (24º, 25º e 26º) que ligam as sefirot do
Mundo da Forma (Yetzirah) à Tiferet, são caminhos de sacrifício, ou seja, da
troca de alguma coisa por outra melhor. A meta é descobrir a nossa verdadeira
Vontade Espiritual e ter a coragem de agir em função dela. O 24º caminho
representa a morte e o nascimento da personalidade e se relaciona com a Vontade
de Transformação. O 26º propõe a transformação da inteligência em Intuição; e o
27º a transformação da vontade, da inteligência e da memória da personalidade
em Caridade, Fé e Esperança.
Embora esses três caminhos tenham igual importância, o 24º
possui o significado suplementar de estar na rota do Raio Fulgurante. É
denominado "Inteligência Imaginativa", pois a personalidade pode se
tornar imagem do princípio espiritual. A letra hebraica que corresponde ao caminho
24 é Nun, o peixe, que no nível do simbolismo sexual representa o esperma
masculino. O peixe, em especial, está associado a Cristo.
25º Tiferet - Yesod
Samech (60), o sustentáculo; uma flecha contornando a
superfície de uma circunferência. Sagitário e Saturno. Azul, amarelo, verde,
azul escuro brilhante.
Corresponde ao arcano da Contra inspiração: XV - O Diabo,
Lógica, Nahash (a serpente que seduziu Eva), Fatum (ou XIV-A Temperança, Filha
de Reconciliadores).
O 25º caminho é a Inteligência da Prova ou Tentação, assim
denominado por ser a primeira tentação pela qual o Criador prova todas as
pessoas virtuosas.
É o caminho entre a Personalidade e a Individualidade, no
qual se desenvolvem os primeiros vislumbres da consciência superior. Representa
a prova da viagem de travessia do deserto, que necessita da Fé e da Coragem
para ser empreendida, que exige o abandono da aparente segurança dos mundos
inferiores.
Cada uma das três vias que levam a Tiferet (os caminhos 24,
25 e 26) contêm a experiência conhecida pelo nome de Noite Escura da Alma. No
25º caminho a alma deve progredir no Caminho Deserto, deixando para trás a vida
dos mundos exteriores e inferiores, embora ainda inconsciente da vida dos
mundos interiores e superiores, invocando a luz interior que se tornará a
aurora dourada nas trevas.
Trechos de Noite Escura da Alma, São João da Cruz
"As almas começam a entrar nessa Noite Escura quando
Deus as liberta pouco a pouco de um primeiro estado, aquele em que se medita na
vida espiritual, e as introduz num estado mais avançado que é o dos
contemplativos. É necessário passar por esse caminho para se tornarem
perfeitas, ou seja para alcançar a divina união da alma com Deus. Ora, para
explicar e melhor dar a entender a natureza da Noite que a alma deve atravessar
e o motivo pelo qual Deus a introduz aí, é indispensável dizer uma palavra
sobre os defeitos específicos dos iniciantes: seremos breve, mas sem deixar de
lhes ser útil. Eles assim se darão conta da fraqueza do estado no qual ainda se
encontram. Com uma nova coragem, desejarão que Deus os introduza nessa Noite em
que a alma é confirmada em suas virtudes e na qual se encontra as inefáveis
delícias do amor divino. Que nos seja portanto permitido deter um momento para
dizer simplesmente o necessário em vista da Noite Escura, que trataremos a
seguir".
"Sabemos que a alma, tão logo se tenha decidido a se
colocar completamente a serviço de Deus, torna-se objeto especial da solicitude
divina para favorecê-la e fazê-la crescer em espírito. Os cuidados com os quais
Deus preenche sua vida espiritual lembram os de uma mãe, cujos afetos se
concentram sobre seu filho. Ela os aquece em seu seio, os alimenta com seu
leite, dá os mais delicados alimentos, carrega-o em seus braços e o cobre de
carícias. Mais tarde, quando a criança cresce, o carinho se torna menos
expansivo, o amor se oculta, os seios esfregados com aloés enjoam a criança, e
então a mãe termina por colocá-lo no chão, para que ele use os próprios pés,
deixe de ser pequeno e se desenvolva com atos mais de acordo com as exigências
da vida... "
"Por Noite Escura, entendemos a Contemplação, e ela produz
nos espirituais dois gêneros de trevas ou de purificações, conforme afete um ou
outro dos elementos do homem, a parte sensitiva ou a parte espiritual. Há
portanto uma primeira Noite ou purificação dos sentidos, que dá à alma sua
pureza segundo sua parte sensitiva e acomodando o sentido ao espírito. A
segundo Noite ou purificação espiritual é aquela em que a alma se purifica e se
despoja segundo o espírito a fim de se acomodar e se tornar apta à união de
amor com Deus. A Noite dos sentidos é comum: ela se produz num grande número de
iniciantes, e dela nos ocuparemos em primeiro lugar. A Noite do espírito é
excecional; ela é privilégio daqueles que já se exercitaram e avançaram e a
explicaremos em segundo lugar. "
"A primeira noite é amarga e temível para os sentidos,
tal como veremos. A segunda não tem comparação, é só horror e espanto para o
espírito; e como a Noite dos sentidos é pela ordem a primeira que a alma deve
atravessa, direi uma palavra sem me estender, visto ser bem conhecida e ter
sido descrita com freqüência. Nos deteremos sobretudo na Noite do espírito
porque os ensinamentos orais e os livros geralmente as negligenciam e
principalmente porque a experiência é rara.
Como o modo pelo qual os iniciantes principiam o caminho
divino é vulgar, e como ela está muito sujeita aos seus próprios desejos e
elãs, Deus se interpõe para fazê-los progredir, libertando-os de sua baixa
conceção de amor. Ele quer eleva-os até Ele, fazê-los abandonar o exercício
inferior dos sentidos (a imaginação) e do raciocínio através do qual se busca
Deus de modo mesquinho no meio de obstáculos que já assinalamos, e os introduz
no exercício mais fecundo do espírito, aquele que permite comunicar menor
imperfeitamente com Deus. Ele se ocupa deles porque já desde algum tempo os
iniciantes mostraram sua perseverança nos caminhos da virtude pela meditação e
pela oração.
Encontrando aí um sabor, satisfazendo seu gosto, eles são
pelo menos desligados das coisas do mundo. Suas forças espirituais em Deus são
aumentadas e, por isso, eles aprenderam a refrear o apetite que leva para as
criaturas. Eis que se tornam capazes de suportar por Deus uma contrariedade,
uma aridez sem ter imediatamente a idéia de recuar para encontrar as antigas
satisfações."
"Ora, no momento em que estão bem à vontade em seus
exercícios espirituais, em que imaginam caminhar plenamente com os favores
divinos, bruscamente Deus os mergulha na obscuridade: a porta da felicidade se
fecha, a fonte tão agradável da bebida espiritual, em que saboreavam Deus tão
freqüente e tão longamente quando desejassem, encontra-se esgotada... E Ele os
deixa numa obscuridade tal que eles chamam em vão o socorro do sentido (da
imaginação) e do raciocínio para se dirigir. Para onde vão? Eles o ignoram;
impossível avançar como antes pela meditação discursiva. O sentido interior, já
paralisado nessa Noite, encontra-se tão árido que, longe de reencontrar a
antiga satisfação e o encanto das coisas espirituais e de seus exercícios, ele
só se choca com desgostos e contrariedades."
"Deus notou que esses iniciantes tinham crescido um
pouco; agora, o progresso deve retirá-los dos cueiros, afastá-los do seio
alimentar, colocá-los na terra para que aprendam a usar os próprios pés. Se
tudo isso parece estranho, é porque tudo se passa no sentido contrário ao dos
seus hábitos".
26º Tiferet - Hod
Ayin (70), o olho; uma conexão em estado de tensão.
Capricórnio, Escorpião, Plutão e Urano. Índigo, negro, azul escuro, verde
escuro e frio.
Corresponde ao arcano da Construção: XVI - A Torre,
Eliminação Lógica, Contração Astral, Destruição física, Casa de Deus (ou XV - O
Diabo, a Porta da Matéria).
O 26º caminho é denominado a Inteligência Renovadora porque,
por ele, o Deus Santo renova todas as coisas mutáveis que são regeneradas pela
criação do mundo.
Do mesmo modo que o 25º caminho é uma Noite Escura da Alma
no caminho do Amor ou do Misticismo Devocional, e o 24º caminho é uma prova no
Caminho do Poder ou do Misticismo da Natureza e da Arte, pode-se considerar o
26º caminho como uma prova similar no Caminho da Sabedoria, o Caminho
Hermético.
Escapar das limitações da forma exige a ruína das
construções do intelecto. A ideia que o homem faz de Deus, por exemplo, vai se
modificando na medida de sua própria evolução.
O signo de Capricórnio atribuído a esse caminho fala da
autoridade, da limitação e da densificação. Mas a cabra que figura esse signo
também diz que percorrendo agilmente o caminho, de rochedo em rochedo, poderá
alcançar altos picos. No correr do percurso nossa compreensão se modificará
pois, afinal, esse caminho é denominado Inteligência Renovadora. À media em que
o ar mental se rarefaz, os processos mentais se transformarão de inteligência
em intuição. Esse caminho é uma operação de transformação da consciência
intelectual de Hod na consciência iluminada de Tiferet.
27º Nezah - Hod
Pei (80), a boca; uma boca com língua, ou seja, uma boca que
fala. Mercúrio, Peixes e Netuno, Marte. Vermelho, vermelho brilhante raiado de
azul e esmeralda.
Corresponde ao arcano do Crescimento e da Mãe: XVII - A
Estrela, a Esperança, Intuição, Estrela dos Magos (ou XVI - A Casa de Deus,
Senhor dos Exércitos).
O 27º caminho representa a Inteligência Ativa e estimulante
porque, por ele, cada ser recebe seu espírito e seu movimento.
Esse caminho é o suporte principal da Personalidade. É o
primeiro véu ou barreira do caminho ascendente, ligando o centro do poder
criador em Nezah ao centro do pensamento concreta em Hod.
O 27º caminho está na rota do Raio Fulgurante e manifesta a
força de vida nos mundos inferiores. Ele liga as sefirot de base dos pólos
opostos do Princípios da Manifestação, o pilar positivo da Misericórdia e o
pilar negativo do Rigor.
A letra hebraica para esse caminho, Peh, significa boca,
órgão que ingere os alimentos (aspecto recetivo) e emite a palavra (aspecto
ativo). O Yud que preenche a boca pode ser considerado uma figuração da língua
que formula o Verbo em ação, ou até mesmo o próprio Verbo. No caso do 27º
caminho, os Verbo se refletiu nos níveis inferiores astral-mental e formou uma
veículo para si, a Personalidade. É por meio dessa Personalidade que o Verbo é
pronunciado para o nível de existência mais denso, Malkut, o mundo físico.
Como esse caminho representa a estrutura da personalidade, o
símbolo da boca nos lembra que a meta da encarnação é a busca do alimento na
Forma em benefício da individualidade e do Espírito.
"O nome do caminho dá uma boa indicação. O caminho
entre Hod e Nezah é chamado, a partir da letra hebraica que lhe foi designada e
do significado de sua raiz, "florescer e murchar", isto é, aparecer
e, então, desvanecer. Isso é um fenômeno vital e contínuo da mente. O caminho
entre Hod e Yesod é chamado de "Boca", originando-se da letra
hebraica Peh; o seu complemento no caminho Yesod-Nezah é chamado de
"macaquear ou imitar". Esse caminhos combinados formam, com seus
sefirot, um nítido retrato do trabalho dessa tríade. Além do mais, se levarmos
adiante esse princípio kabalístico, a palavra "Nakaph", formada pelas
letras desses três caminhos, significa "andar em círculos".
(AAK,207).
Halevi, como se pode notar pela citação acima, estabelece
uma relação entre as letras hebraicas e os Caminhos, diferente do que fizeram
até agora os autores franceses e ingleses.
28º Nezah - Yesod
Tsadi (90), o anzol; uma cobertura, uma tampa que se fecha.
Aquário, Câncer, Lua e Peixes. Violeta, azul celeste, malva azulada, branco
matizado de púrpura.
Corresponde ao arcano da Inteligência: XVIII - A Lua,
Crepúsculo, Hierarquia Oculta, Perigos Ocultos (ou IV - O Imperador, Filho da
Manhã; ou XVII - A Estrela).
O 28º caminha é denominado a Inteligência Natural; por ele,
tudo o que se encontra abaixo do Sol é terminado e concluído.
É o caminho de grandes poderes e forças porque, por ele, as
forças pura da imaginação criadora são vertidas para o nível subconsciente.
Entre as pessoas cultivadas, a Personalidade deveria ser uma
reprodução da Individualidade; em outros termos, o que está embaixo deveria ser
semelhante ao que está acima, para estar de acordo com o axioma hermético. Esse
fator é mostrado pelo signo de Aquário, , uma linha em ziguezague que lembra o
Raio, refletido abaixo por uma linha ziguezague similar. A linha superior representa
a Individualidade, a linha inferior a Personalidade. Desse modo, "tudo o
que se encontra sob o Sol é terminado e concluído".
A adoração da Natureza também cabe no 28º caminho. O aspecto
feminino dessa adoração, Vênus ou Ísis, é indicado pela figura simbólica de
Nezah, a Bela Mulher Nua, embora seus aspectos profundos venham de Binah. Esse
caminho corresponde ao canal de inspiração artística e de todo trabalho
criativo. Ele se refere a Lúcifer, o portador da Luz., cujos aspectos
superiores aparecem na lenda do Santo Graal, vaso que teria sido esculpido da
esmeralda caída da fronte de Lúcifer. E a esmeralda é a pedra atribuída a
Vênus/Afrodite/Nezah.
Os variados significado do 28º caminho vão desde o da
polaridade sexual, do contato com os reinos não humanos, até a formação de um
canal interior na consciência para a representação dos aspectos superiores da
alma.
29º Nezah - Malkhut
Kuf (100), o machado, uma arma cortante, a nuca. Peixes,
Gêmeos, Sol e Leão. Vermelho vivo, camurça salpicado de branco prateado,
castanho róseo.
Corresponde ao arcano da Intuição: XIX - O Sol, Luz
Resplandecente, Verdade Fecunda, Virtude Fecunda, Ouro dos Filósofos (ou XVIII
- A Lua, a Regente do Fluxo e Refluxo, Filha dos Filhos do Todo Poderoso).
O 29º caminho é denominado Inteligência Corporal porque
constrói cada corpo criado em todos os mundos, bem como sua reprodução.
Está ligado ao corpo físico, esse grande complexo de sangue,
carne, ossos e nervos que o Espírito utiliza para se manifestar sobre a Terra.
Também se refere aos instintos fundamentais, em particular à sexualidade e à
reprodução. O fato de possuirmos raízes biológicas físicas é uma das verdades
que devemos enfrentar no 29º caminho.
O homem urbano tende a aumentar o controle sobre os
instintos, o que pode torná-lo cego para as leis da natureza. Mas o homem não
pode escapar do seu aspecto primitivo. Ele pode controlar, transcender, mas
sempre se deparar á com esse lado da natureza em sua vida física. A aceitação
desse estado talvez seja a principal lição do caminho 29º.
Trata-se de um caminho do panteísmo e das etapas primitivas
e mais terra a terra do "Raio Verde", a via do misticismo da
natureza. Aqui não cabe o "amor" superficial e sentimental do
citadino pela natureza, mas sim a atitude ambivalente de amor e ódio do
camponês que dela deve tirar sua subsistência através de uma verdadeira luta.
O amor real pela natureza, como o verdadeiro amor humano,
não é uma coisa de apreciação refinada e impalpável, mas uma confrontação e
aceitação voluntária da realidade. O mito de Leda e o cisne (Zeus) cabe neste
caminho. Do seu encontro amoroso nascem Castor e Pólux, os Gêmeos Celestes,
representação da Individualidade e da Personalidade.
30º Hod - Yesod
Reish (200), a cabeça; uma cabeça humana. Saturno, Urano e o
elemento Ar, o Sol. Laranja, amarelo dourado, âmbar, âmbar rajado de vermelho.
Corresponde ao arcano da Ressurreição: XX - O Julgamento.
Transformação Astral, Transformações no Tempo (ou XIX - O Sol, o Senhor do Fogo
do Mundo).
O 30º caminho representa a Inteligência Coletiva e, por meio
dela, os astrólogos adquirem o conhecimento das estrelas e dos corpos celestes
e aperfeiçoam sua ciência em função das leis que regem o movimento das
estrelas.
Trata-se de um caminho de esclarecimento, que liga a visão
do mecanismo do universo, Yesod, à visão do esplendor, Hod. Este é a sefirah do
Mensageiro Divino, do Senhor dos Livros, e igualmente do Arcanjo Miguel, que
dispersa as forças das trevas.
A letra hebraica significa cabeça, o que supõe inteligência,
enquanto que o texto yetzirático sublinha a perfeição da ciência. Nesse texto a
astrologia é representativa de todas as ciências, cuja meta é a compreensão das
leis com as quais se pode prever os acontecimentos.
O princípio solar do 30º caminho pode lançar uma luz crua
sobre os desvios do ser, tais como se manifestam na personalidade. A lança e a
espada do Miguel Arcanjo, neste caso, não são apenas as armas simbólicas para
lutar contra os demônios, mas as pontas de acusação e cauterização dirigido
para o mais profundo do coração daqueles que caminham nos níveis mais baixos
desse caminho.
Os caminhos da Árvore da Vida são para a alma como grandes
viagens e importantes experiências e aquele que está na demanda do Santo Graal
em Keter acolherá com prazer os processos petrificadores no seu caminho. Aquele
que ousa se manter nu sob a luz brilhante da Verdade, como fazem os personagens
da lâmina do Tarô, compreenderá que iniciou uma Busca verdadeira e probatória e
não um romance encantador ou um jogo esotérico de salão.
31º Hod - Malkhut
Shin (300), o dente; uma flecha em movimento oscilante. Sol,
Sagitário e o elemento fogo. Laranja, vermelho vivo salpicado de ouro ou de
esmeralda.
Corresponde ao arcano do Amor: "O Arcano Sem
Número", o Louco, o Viajante, a Matéria ou XXI - O Mundo (ou XX - O
Julgamento, o Espírito do Fogo Primordial).
O 31º caminho é a Inteligência Perpétua, mas porque é assim
denominada? É porque ele rege os movimentos do Sol e da Lua em seu rumo
próprio, cada um na órbita que lhe convém.
Este caminho comunica a direção ou a revelação de fatores
mentais que, elevados a um nível sempre crescente, vão provocar a grande
diferença entre o homem e os animais selvagens.
O texto yetzirático, o único com pergunta e resposta, indica
que esse caminho se refere à instrução no nível mental.
Ele rege os movimento do Sol e da Lua, símbolos supremos da
radiação e da receptividade.
Héstia/Vesta, deusas do fogo, e Prometeu, cujo nome
significa "Previsão, que oferecem a principal distinção entre os homens e
os animais, podem ser associados a esse caminho. Pode-se dizer que o 31º
compreende os instintos superiores, por exemplo, os ternos sentimentos
associados à paternidade, à maternidade, à união.
Como ele nos leva a Hod, é influenciado pelos aspetos
civilizadores do número e da palavra, que permitem o cálculo e a medida e,
também, a comunicação com um nível superior.
Enquanto o caminho 29 nos oferece uma confrontação com a
herança biológica, recapitulada no ventre materno, o 31º pode nos revelar os
fatores das vidas precedentes que desempenham uma papel importante na formação
do temperamento da vida presente.
32º Yesod - Malkhut
Tav (400), a cruz; um peito. Sol, Saturno e os signos fixos
(Touro, Leão, Escorpião e Aquário). Índigo, negro, azul escuro, negro rajado de
azul.
Corresponde ao arcano da Alegria. XXI - O Mundo, a Coroa
Mágica, Adaptação da Obra Magna, Onipotência Natural ou O Louco, o arcano sem
número.
O 32º é a Inteligência Organizadora. É assim denominado
porque governa e associa os movimentos dos sete planetas guiando-os em suas
trajetórias próprias
Esse caminho liga Malkhut, o mundo físico, à Yesod, o véu
etérico e inconsciente universal que representa o fundamento da existência física.
É um caminho de introversão da consciência sensorial para a consciência das
profundezas do mundo interior.
É também o caminho da Iniciação. Yesod, sefirah da Lua,
reflete e magnetiza o poder oculto. Deméter e sua filha Perséfone, podem ser
assobiadas a esse caminho.
Do ponto de vista psicológico, poder-se-ia dizer que as
técnicas freudianas correspondem a esse caminho, na medida em que ajudam a
perceber as imagens inconscientes de Yesod em relação a Malkhut, ou seja, à
vida cotidiana. Já as técnicas junguianas poderiam ajudar a seguir essas
imagens até se tornarem símbolos de transformação que conduzem à harmonia
psíquica de Tiferet (caminho 25, Yesod-Tiferet).
O 32º caminho representa as primeiras fases da devoção
mística, bem como o caminho que leva aos planos inferiores e à memória
inconsciente. Suas lições mais importantes são, no sentido ascendente, a
existência da causalidade das coisas num plano mais elevado ou profundo que o
do mundo físico e, no sentido descendente, a aceitação de uma limitação do
espírito numa forma mais densa.
Agrupamento dos caminhos
Os Pequenos Mistérios (da Personalidade)
- Os que vão e vêm do ser físico: 32, 29 e 31.
- As estruturas da personalidade: 28, 30 e 27.
- Os laços com a individualidade: 25, 26 e 24.
- Os Grandes Mistérios (da Individualidade)
- As estruturas da individualidade: 20, 22 e 19.
- As influências sobre a personalidade: 21 e 23.
- Os laços com o espírito: 13, 17 e 15.
Os Mistérios Supremos (do Espírito).
- As influências sobre a individualidade: 18 e 16.
- As estruturas do espírito: 14, 12 e 11.
Tarot Oráculos
Obrigada pelo vosso interesse
Ana Paiva
Livros :
1. Gareth Knight. Guide Pratique du Symbolisme de la Qabal,
tomes I et II. Ediru, France (GPSQ)
2. Z'ev ben Shimon Halevi. (Warren Kenton). Adão e a Árvore
Kabbalística. Ed. Imago. (AAK)3. -. Escola de Kabbalah. Siciliano (EK)4. -,
Cabala e Psicologia. Ed.Siciliano 6. -, Astrologia Cabalística. Pensamento (AC)
7. Dion Fortune. A Cabala Mística. Pensamento (CM)
8. G.O.Mebes. Os Arcanos Maiores do Tarot. Ed. Pensamento
(GOM)9. -. Os Arcanos Menores do Tarô. Pensamento. 10. Valentim Tomberg
(Anônimo). Meditação sobre os Arcanos Maiores do Tarô. Ed. Pensamento (MAMT),
11. David Zumerkorn, Numerologia Judaica e seus Mistérios. Ed. Maayanot, de
onde validamos a grafia do nome das letras alfabeto hebraico.
Titulo
Um dos livros mais antigos que faz menção à “cruz
celta”, é o “The Pictorial Key to the Tarot “, de Arthur Edward Waite, (1910,)
Rider-Waite Tarot. “um antigo método céltico de adivinhação”, o mesmo diagrama
, disposição das cartas exposta no livro Tarot mitológic